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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Marie Ljalková

Marie Ljalková
(03/12/1920 - 07/11/2011)

Faleceu no dia 7 de novembro de 2011 em Brno, na República Tcheca, de causas naturais aos 90 anos de idade, a atiradora de elite Coronel Marie Ljalková-Lastovescká.

Nascida em Horodenka, na Polônia (atualmente na Ucrânia), filha de pais tchecos étnicos, Marie ficou órfã aos 12 anos de idade. Daí em diante ela foi morar com uma tia em Stanislawow, onde mais tarde conheceu seu primeiro marido, Michal Ljalko. Ela trabalhava como motorista de tratores quando, em 22 de junho de 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética.

Quando o governo tchecoslovaco no exílio conseguiu a permissão soviética de criar uma unidade nacional para lutar ao lado do Exército Vermelho, Marie voluntariou-se, em março de 1942, aos 21 anos de idade. Esta unidade seria o 1º Batalhão de Campo Independente Tchecoslovaco, treinado na cidade de Buzuluk, às margens do rio Samara. Lá, Marie passou três meses treinando como sniper, desenvolvendo suas habilidades com rifles de precisão. Comandada pelo Tenente-Coronel Ludvik Svoboda (futuro presidente da Tchecoslováquia), a unidade foi a primeira aliada estrangeira da URSS a combater ao seu lado contra os alemães, entrando em ação durante a Batalha de Sokolovo, nas proximidades de Kharkov, em 8 de março de 1943. Marie tornou-se a primeira mulher tchecoslovaca a entrar em combate, infiltrando-se sorrateiramente pelo campo de batalha com seu rifle Mosin-Nagant e neutralizando quatro metralhadores alemães, numa batalha que resultou em muitas baixas tchecoslovacas mas que impediu o avanço alemão no rio Mzha. Marie encerrou o combate tendo eliminado 7 inimigos, já se tornando uma "ás" do tiro de precisão. Por sua atuação ela foi agraciada com a Ordem da Estrela Vermelha, e tornou-se famosa em jornais soviéticos e anglo-americanos. Marie ainda continuou combatendo até meados de 1944, encerrando sua contagem com pelo menos 30 mortes confirmadas, recebendo também a Cruz de Guerra da Tchecoslováquia.

Daí em diante, ela tornou-se enfermeira-chefe do 1º Batalhão de Tanques Tchecoslovaco, seguindo os blindados em diversas batalhas, entrando na Romênia, Hungria e Morávia. Após o conflito, ela estudou medicina e trabalhou no Hospital Militar de Praga. Mais tarde, mudou-se para a cidade de Brno, onde conheceu seu segundo marido, Vaclav Lastovescky. Marie atingiu a patente de Coronel, mas por razões de saúde teve que passar para a reserva. Depois disso, ela tornou-se guia turística, atendendo turistas de língua russa.

Elevada a heroína nacional, Marie Ljalková tornou-se uma das principais figuras da luta contra a Alemanha Nazista na República Tcheca. Em 28 de outubro de 2010, ela foi agraciada com a Ordem do Leão Branco, a mais alta condecoração do país.

Somente agora fui notar a triste notícia do falecimento da Sra. Marie Ljalková. Apesar do grande tempo já passado, não pude deixar de rendê-la esta homenagem, pois foi pra mim uma veterana especial. Apesar da saúde muito frágil, atendeu meu pedido em 2009 por uma foto autografada. Hoje guardo com extremo carinho a lembrança desta que foi a última das grandes snipers femininas da Segunda Guerra Mundial.

Descanse em paz Marie!

Marie com seu rifle Mosin-Nagant.

Marie Ljalková recebendo a Ordem do Leão Branco, 28 de outubro de 2010.

Marie Ljalková mostrando suas habilidades.



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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Georg Lassen

Georg Lassen
(12/05/1915 - 18/01/2012)

Faleceu no último dia 18 de janeiro em Calviá, na ilha espanhola de Mallorca, de causas naturais aos 96 anos de idade, o ganhador das Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro, Korvettenkapitän Georg Lassen.

Nascido em Berlim, Lassen juntou-se à Kriegsmarine como cadete em 25 de setembro de 1935. Em outubro de 1937, iniciou treinamento embarcado a bordo do cruzador KMS Leipzig, e foi comissionado Leutnant zur See em 1 de abril de 1938. No dia 3 de abril de 1939, ele iniciou seu treinamento na força de submarinos, sendo promovido a Oberleutnant zur Zee em outubro daquele ano, e recebendo o posto de oficial de observação do U-29, sob comando do Kapitänleutnant Otto Schuhart.

Saindo em patrulha no primeiro dia da Segunda Guerra Mundial, o U-29 já havia afundado três navios ingleses em seis dias, quando, na noite de 17 de setembro de 1939, o submarino encontrou o porta-aviões britânico HMS Courageous na costa da Irlanda. Após duas horas de perseguição, o U-29 lançou três torpedos contra a embarcação, sendo que dois atingiram o alvo. Inclinando-se imediatamente, o Courageous afundou em 20 minutos, levando consigo 519 tripulantes. Atacado furiosamente em seguida pelos quatro destroieres de escolta, o U-29 conseguiu escapar. Em 3 de janeiro de 1941, Lassen assumiu o comando do submarino, quando este foi transformado em barco de instrução. Ele somente assumiria um barco de combate ao tornar-se comandante do novo U-160 (Tipo IXC) em 16 de outubro de 1941.

Partindo para sua primeira patrulha no comando em 1 de março de 1942, Lassen imediatamente mostrou-se o submarinista brilhante que era: na costa leste norte-americana ele afundou seis navios em duas semanas, totalizando 43.560 toneladas. Zarpando em 20 de junho para sua segunda patrulha, desta vez em águas caribenhas, ele afundou rapidamente mais seis navios e danificou outro, num total de 35.442 toneladas. Já no trajeto de volta ao porto, no dia 10 de agosto, ele foi notificado pelo rádio que havia sido condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro, por seu imenso e veloz sucesso no mar. Ao desembarcar em Lorient, na França, recebeu a merecida licença e a promoção a Kapitänleutnant. Em sua terceira patrulha, mais uma vez no Caribe, Lassen levou ao fundo mais 8 navios, totalizando 51.062 toneladas, mas um sucesso ainda maior o esperava em sua quarta e última patrulha.

Desta vez, Lassen conduziu o U-160, partindo em 6 de janeiro de 1943, para o Oceano Índico, entre a África do Sul e Madagascar. Nesta patrulha, o submarino afundou 7 navios - danificando outros dois - num total afundado de 60.429 toneladas de arqueação. Lassen aportou em Bordeaux em 10 de maio, recebendo de imediato as Folhas de Carvalho para sua Cruz do Cavaleiro, por seu impressionante recorde de 26 navios afundados, totalizando 156.082 toneladas, em 4 patrulhas, que somaram 328 dias no mar. Este total colocou Georg Lassen no 10º lugar da lista dos mais bem-sucedidos comandantes de submarino da história.

Lassen foi em seguida transferido para um posto em terra, tornando-se instrutor de táticas e comandante da companhia de oficiais da 1ª Divisão de Treinamento em Submarinos. No dia 1 de abril de 1945, ele foi promovido a Korvettenkapitän.

Após a guerra, Lassen tornou-se representante comercial de grandes empresas, fazendo-se um bem-sucedido empresário. Ele sobreviveu a um sério acidente de carro, no qual perdeu o braço esquerdo, mas nunca reclamou e aprendeu a viver desta maneira. Após aposentar-se, Lassen mudou-se para um luxuoso asilo na ilha de Mallorca, na Espanha. "Como marinheiro, preciso do horizonte", dizia ele, observando o Mediterrâneo de sua sacada. Orgulhoso de seu período na Kriegsmarine, Lassen conservou até seu último dia na parede do quarto uma foto do Grossadmiral Karl Dönitz, com uma dedicatória do almirante para ele.

Suas cinzas foram espalhadas pela baía de Santa Ponça, juntamente com as de sua esposa. Com sua morte, restam somente 15 ganhadores das Folhas de Carvalho ainda vivos.

Lassen (de quepe branco) sendo recebido após uma de suas bem-sucedidas patrulhas.

Korvettenkapitän Georg Lassen em maio de 2009.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Iron Sky" será lançado no próximo mês

Isso aí amigos, "Iron Sky" está finalmente pronto! O filme independente finlandês sobre nazistas na Lua, cuja produção se arrastou pelos últimos três anos, vai estrear no Festival de Cinema de Berlim no próximo dia 11 de fevereiro. E devo dizer que (pelo menos pelo trailer final abaixo) o resultado superou as expectativas! Boa ambientação, humor e efeitos especiais que não parecem vir de uma produção sustentada por doações.

Uma trama tão absurda que não tem como não ser divertida! Confiram:


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Segundo volume de "Jambocks" será lançado em breve


Meu amigo Celso Menezes, roteirista da graphic novel "Jambocks", está concluindo o segundo volume da saga, "Jambocks 2 - Defendendo o Canal do Panamá", e já liberou algumas artes preliminares pra ir dando o gostinho.

Desta vez, a trama prossegue para Aguadulce, Panamá, onde os pilotos brasileiros do Senta a Pua iniciaram o treinamento de caça junto à USAAF, ficando paralelamente responsáveis pela proteção do Canal.

Pra quem ainda não conferiu o primeiro volume, fica minha dica: é DEZ!

Confiram abaixo alguns rascunhos do desenhista Felipe Massafera:




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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Viktor Vitali

Viktor Vitali
(03/04/1920 - 16/01/2012)

Faleceu no último dia 16 de janeiro em Viena, na Áustria, de causas naturais aos 91 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberleutnant Viktor Vitali.

Nascido em Viena, Viktor era filho de um oficial da artilharia do antigo exército do Império Austro-Húngaro. Após terminar seus estudos, ele assumiu o negócio da família, mas em 20 de junho de 1940 voluntariou-se para a Luftwaffe, sendo enviado para treinamento com a artilharia antiaérea (flak). Ao concluir o treinamento, foi designado para o 19º Batalhão de Flak em Gotha.

Em junho de 1941, Vitali foi selecionado para o curso de oficiais da reserva, sendo comissionado Leutnant em julho de 1942. Em 1943, ele voluntariou-se para ingresso no corpo de paraquedistas, realizando o curso na escola de Pont a Mousson, na França. Após concluir o treinamento, foi feito ajudante do estado-maior da 1ª Divisão Fallschirmjäger na Itália, em 20 de maio de 1944. Neste período, os alemães haviam acabado de recuar da linha de Monte Cassino, realizando uma série de batalhas de retardamento até atingir as posições fortificadas da Linha Gótica, nos Apeninos. Vitali assumiu o comando da 5ª Companhia do 4º Regimento Fallschirmjäger em 20 de julho, mostrando-se um combatente extremamente aguerrido e hábil, ganhando as duas classes da Cruz de Ferro. Enfrentando unidades polonesas do 8º Exército Britânico pela Colina 131 próxima a Santerno, ele mostrou-se um líder de primeira classe, sendo ferido em ação em setembro.

Quando iniciou-se a Ofensiva da Primavera em abril de 1945, o 1º Corpo Fallschirmjäger, na costa do Adriático, teve que recuar face ao avanço do 8º Exército, lutando em Bolonha e durante toda a travessia do Vale do Pó. Vitali, que comandava um grupo de combate composto pela 5ª e 6ª Companhias, bateu-se contra as pontas-de-lança inglesas, atrasando seu avanço e permitindo que muitas unidades alemãs escapassem para os Alpes. Promovido a Oberleutnant em 25 de abril, Viktor Vitali foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 30 de abril de 1945, pelo comandante do 1º Corpo, General der Fallschirmtruppe Richard Heidrich, por sua brava e capaz liderança na contenção do avanço britânico.

Ferido mais uma vez, Vitali foi capturado no hospital de Merano, próximo à fronteira austríaca. Liberado em 13 de março de 1946, ele retornou para Viena e iniciou uma representação austríaca de produtos siderúrgicos alemães, tornando-se um bem-sucedido empresário.

Um dos últimos ganhadores austríacos da Cruz do Cavaleiro, Viktor Vitali deixa esposa, 4 filhos, 7 netos e 3 bisnetos.

Correspondi-me com Viktor em 2009, uma pessoa muito agradável e um dos mais reservados ganhadores da Cruz do Cavaleiro. Um amigo do exército austríaco visitou-o em 2010 e trouxe-me fotos autografadas por ele - além de outra foto onde Viktor manda um "alô" para mim; foto muito especial que compartilho com vocês hoje.

Descanse em paz Viktor!

A foto "Alô Júlio", tirada durante uma visita de um amigo a Viktor em janeiro de 2010.

Viktor Vitali com todas as suas condecorações, no encontro de paraquedistas austríacos em maio de 2007.

Meus agradecimentos aos amigos Richard Schmidt e Franz Kerschbaum pela ajuda!
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Máscara mortuária de Stalin vai a leilão


Ele foi um dos mais brutais ditadores da história, responsável pela morte de milhões de pessoas. Mas apesar de sua tenebrosa reputação, apareceu a oportunidade de alguém ter a face de Josef Stalin na sala de estar de casa.

A máscara mortuária do antigo líder da União Soviética será leiloada esta semana.

A máscara de bronze foi feita de um molde do rosto e das mãos do líder comunista, tirado logo após seu último suspiro. Acredita-se que seja uma das duas únicas cópias que existem no ocidente – a outra está guardada em uma coleção privada em Londres.

Máscaras mortuárias são feitas das faces dos mortos pouco depois do óbito, preservando seus últimos momentos serenos para sempre, e estão mais comumente associadas a grandes artistas ou compositores.

No entanto, Stalin foi preservado num molde antes de seu corpo ser embalsamado, pronto para ser exibido por quase uma década.

O leiloeiro Richard Westwood-Brooks disse que a as peças de bronze são incrivelmente raras. “Há somente nove máscaras originais, todas na Rússia”, disse ele. “Somente em 1990 um ocidental pôde ver uma delas”.

Esta foi feita a partir de uma máscara original, e há somente duas no ocidente. Esta é uma chance única, é o mais próximo que alguém pode chegar de ter Stalin na sala de estar”.

A máscara mostra-o calmo e sereno. Essas máscaras são uma tradição antiga, que surgiu na Grécia e no Egito, para gerar uma lembrança da última face da pessoa. Normalmente estão associadas a artistas. Somente Stalin e Napoleão, em matéria de grandes líderes, têm uma. Nem Churchill teve uma”.

O reinado de terror de Stalin terminou em 1952, quando ele sofreu uma série de ataques cardíacos no Kremlin, em Moscou. Seu corpo foi embalsamado e colocado em exibição ao lado de Lenin no mausoléu, sendo removido de lá em 1961 como parte do processo de “desestalinização” da URSS.

Fonte: Daily Mail, 23 de janeiro de 2012.



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

90 Anos do Cel Amerino Raposo Filho

20 de janeiro de 2012 - uma data festiva para os Veteranos da FEB. No Rio de Janeiro o Cel Amerino Raposo Filho comemora seus 90 anos cercado das manifestações de carinho da família e de tantos companheiros, mesmo os distantes, reunidos numa corrente invisível para saudá-lo com votos de muita saúde e realizações.

Ele que continua lutando pela causa FEBiana, como vemos nas fotos recentes na Casa da FEB, onde realizou em dezembro de 2011 magnífica e informativa palestra entretendo os presentes por duas horas, descrevendo suas vivências com riqueza de detalhes somente possível por quem viveu aquela época, como a recepção aos brasileiros ao longo da entrada de Bombiana, já ao final da guerra - saudados como os Liberatori.

O entao Ten Amerino foi o comandante da Linha de Fogo da 2a. Bateria do III GO 105, do Cap Walmicki Ericksen, que cumpriu a derradeira missão de combate da Artilharia Divisionária da FEB, disparando o último tiro na Itália, em apoio de fogo na região de Collechio/Fornovo ao cerco e rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã e da Divisão Bersagliere "Italia", evento este até hoje comemorado no atual aquartelamento do Grupo Bandeirante de Barueri-SP, a cada 29 de abril.

Atual VP do CEBRES, o Cel Amerino, da Turma de 1943 da Escola Militar do Realengo, foi voluntário para a FEB, possuindo 16 condecorações, inclusive a Cruz de Combate, e na FEB tirou o curso de Esquiador e Alpinista junto a Mountain School - 10th Mountain Division/Vth USA Army.

Parabéns, Cel AMERINO! Seus companheiros, amigos e admiradores da Casa da FEB saúdam efusivamente o Bravo Artilheiro da FEB, que nos campos da Itália honrou as gloriosas tradições de Caxias e Mallett!!!

Israel Blajberg
(CPOR/RJ, Artilharia 1965)
Diretor de RP – Casa da FEB




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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Estônia planeja lei para honrar seus soldados da Waffen-SS


Embora ainda vaga em detalhes, a Estônia está novamente planejando honrar seus “soldados da liberdade” que serviram nas unidades estonianas da Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.

Iniciativas similares já ocorreram no passado – que os nacionalistas dizem objetivar prestar homenagem àqueles que enfrentaram o Exército Vermelho – mas falharam. Mas a nova legislação para honrar os membros estonianos da Waffen-SS está sendo elaborada, e espera-se que seja apresentada no Parlamento Nacional em março.

Na Alemanha, o projeto foi recebido com ultraje. Jornais esquerdistas de Berlim disseram que o projeto quer “beatificar a SS”.

Apesar de tal reflexo, é válido dar uma olhada na iniciativa estoniana – porque não é uma tentativa de justificar o assassinato em massa, mas sim uma moção compreensível no contexto histórico do pequeno estado báltico. Afinal, após 200 anos sob colonização czarista, a Estônia somente ganhou sua independência com o fim da Primeira Guerra Mundial. O país novamente mergulhou na influência russa – desta vez soviética – em 1939, e depois foi ocupado pelos alemães entre 1941 e 1944. Finalmente, foi integrado à União Soviética entre 1944 e 1991.

A Estônia e os outros países bálticos, Lituânia e Letônia, eram independentes há duas décadas quando alemães e soviéticos assinaram o Pacto de Não-Agressão em 1939 – que secretamente colocava os pequenos países na esfera de influência de Stalin.

Menos de um ano depois, o Exército Vermelho anexou os três países e “sovietizou-os” brutal e imediatamente. Dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas, centenas torturadas e mortas. O movimento de libertação nacional da Estônia, que formou-se imediatamente após a anexação soviética, não tinha qualquer condição de fazer frente ao poderoso exército da URSS.

Então, em 22 de junho de 1941, a Alemanha atacou a União Soviética, e dentro de poucas semanas os soldados alemães expulsaram o Exército Vermelho da Estônia, ocupando-a. Inicialmente, os alemães foram recebidos como libertadores, até ficar claro que um governo de ocupação seria formado – sob tutela de Berlim – e chefiado pelo líder nacionalista Hjalmar Mäe.

Unidades policiais estonianas foram formadas em 1942 para atuar no combate anti-guerrilha, e logo foram agrupadas na Legião Estoniana da Waffen-SS – que rapidamente evoluiu para 3ª Brigada Voluntária-SS da Estônia. No começo de 1944, a unidade foi redesignada 20ª Divisão Voluntária-SS da Estônia. No mesmo ano, ainda foi renomeada para 20ª Divisão de Granadeiros-SS (1ª Estônia).

Empregada contra o Exército Vermelho, que avançava sobre o país, a unidade realizou feitos de grande bravura em ações retardatárias ao avanço soviético. Em outubro de 1944, tomou parte na defesa da Prússia Oriental e da Silésia, sempre evitando a captura, até capitular na Boêmia, no fim da guerra. Centenas de membros fugiram para o oeste, e muitos conseguiram emigrar para os Estados Unidos.

O argumento no qual se baseia a iniciativa de honrar os “soldados da liberdade” estonianos da Waffen-SS, apoiado principalmente por partidos nacionalistas da Estônia, é o de que eles lutaram para segurar o Exército Vermelho nos primeiros seis meses de 1944, quando este avançava sobre seu país. A lei será votada na capital, Tallinn, em março.

Fonte: World Crunch, 17 de janeiro de 2012.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Julius Meimberg

Julius Meimberg
(11/01/1917 - 17/01/2012)

Faleceu no último dia 17 de janeiro em Berna, na Suíça, de causas naturais aos 95 anos de idade, o ás da Luftwaffe e ganhador da Cruz do Cavaleiro, Major Julius Meimberg.

Nascido em Münster, no noroeste alemão, Meimberg juntou-se à Luftwaffe em 1937, completando o treinamento e sendo designado para o Jagdgeschwader 2 "Richthofen" em dezembro de 1939. Participando logo do início dos combates sobre a França no verão de 1940, ele derrubou sua primeira vítima em 19 de maio: um Hawker Hurricane da RAF. No dia 3 de junho, um Curtiss P-36 Hawk francês seguiu-se.

Durante a Batalha da Inglaterra, Meimberg foi ala do ás Hans Hahn, e ele próprio tornou-se um ás após abater três Spitfires em setembro. Em 28 de novembro de 1940, ele foi um dos pilotos que testemunhou o desaparecimento do Kommodore do JG 2, Major Helmut Wick (maior ás alemão na época), em um combate sobre a Ilha de Wight. Após derrubar seu 14º inimigo em 24 de julho de 1941, ele foi atingido e fez um pouso forçado, sendo seriamente ferido e passando muitos meses em recuperação. Ao retornar em 1942, derrubou diversos Spitfires durante a ofensiva da RAF sobre a França naquele período, sendo agraciado com a Cruz Alemã em Ouro em 29 de outubro. Em dezembro, já comandante da 11ª Staffel, foi transferido para a Tunísia, onde continuou sua série de vitórias. Lá na África, foi transferido para o JG 53 "Pik-As" durante a passagem do ano, e derrubou seu primeiro bombardeiro quadrimotor, um Boeing B-17, em 1 de fevereiro de 1943. Com a derrocada na África, Meimberg foi removido para a Itália, antes de retornar para a França - já como comandante do II Grupo do JG 53.

Meimberg foi um dos comandantes da defesa aérea da Normandia antes e depois dos desembarques, e enfrentou sem interrupções a gigantesca (e sempre crescente) força de caças anglo-americanos. Em 29 de outubro de 1944, quando contava com 45 vitórias aéreas, Julius Meimberg foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro, por sua carreira impecável de líder de caça. Ele ainda continuaria a derrubar mais inimigos, sendo ferido no dia 26 de dezembro e ficando de fora da Operação Bodenplatte. Ele derrubou seu último inimigo, um Spitfire, em 13 de abril de 1945, fechando o escore de 54 vitórias aéreas confirmadas (entre elas 20 Spitfires e 14 Thunderbolts - todas no front oeste) em 250 missões de combate.

Em 2008, o Major Meimberg lançou sua autobiografia "Feindberührung", um sucesso de vendas. Era também um ativo participante de encontros de aviadores.

Conheci Julius Meimberg no Encontro Internacional dos Aviadores (Fliegertreffen) em Friedrichroda, Alemanha, em outubro de 2009. Não tirei uma foto com aquele senhor pequenino, mas ele assinou fotografias e livros pra mim. Que descanse em paz!

Meimberg na escola de voo.

Julius Meimberg autografando livros em dezembro de 2011, pouco mais de um mês antes de falecer.

Messerschmitt Me 109E-3 "Weisse 1" de Julius Meimberg. IV./JG 2 "Richthofen", França, agosto de 1940.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Toca do Lobo disponível para aluguel na Polônia


A Polônia colocou a Toca do Lobo – o grande complexo de fortificações onde o líder alemão passou grande parte da guerra – para aluguel.

Qualquer um disposto a pagar a quantia anual de 140 mil dólares pode tomar posse do sítio de 13 hectares numa obscura floresta polonesa, que durante a guerra pertenceu à Prússia Oriental alemã.

De 1941 até o fim de 1944, a Toca do Lobo foi o nervo central da máquina de guerra alemã, devido à sua proximidade com o front leste.

O Departamento de Florestas da Polônia, dona do terreno, começou a procurar por um inquilino após um contrato de 20 anos expirar.

Hitler e seus colegas construíram gigantescos bunkers à prova de bombas no local, que também abrigava 2.000 funcionários de escritório e segurança.

Embora as forças alemãs em retirada tenham dinamitado a maioria das estruturas em novembro de 1944, seus restos destroçados continuam sendo uma grande atração turística, com cerca de 180 mil visitantes por ano.

Não há maneira de reconstruir os bunkers”, disse Zenon Piotrowicz, do Departamento de Florestas. “Estamos mais preocupados em tornar o local mais atrativo para os turistas, incluindo a renovação do hotel e do restaurante”.

A Toca do Lobo também foi o cenário da tentativa de assassinato contra Hitler em julho de 1944, quando uma bomba escondida numa valise pelo Coronel Claus von Stauffenberg explodiu ferindo Hitler seriamente.

A vida do Führer foi salva pelo fato ocasional da reunião ter sido realizada em uma sala de madeira ao invés do confinado bunker, e devido à valise ter sido removida de seu local original segundos antes da detonação.

Fonte: The Telegraph, 18 de janeiro de 2012.

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