Nota de Falecimento: Michael Daly
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Nem Josef Stalin nem Adolf Hitler consideravam o Pacto de Não-Agressão de agosto de 1939 como algo mais do que um adiamento de inevitáveis hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha Nazista. Após dividirem a Polônia entre si em setembro, Hitler se envolveu numa guerra contra a Inglaterra e a França, enquanto Stalin tomava para si territórios que ele considerava estratégicos junto à Rússia. Uma concessão que Stalin queria era parte do Istmo da Karélia finlandês, onde ele queria construir bases aéreas e navais. Quando a Finlândia se recusou a entregar suas terras, os soviéticos bombardearam Helsinki e lançaram uma invasão em 30 de novembro de 1939.
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Em julho de 1941 ele começou o treinamento para a caça no Macchi MC.200 e foi designado para a 92ª Squadriglia do 8º Gruppo. Sua unidade foi enviada ao Norte da África, tomando parte na batalha de El Alamein. A primeira vitória aérea de Petrosellini foi contra um Martin Maryland da RAF perto de Tobruk. A segunda veio durante um ataque ao solo contra veículos de transporte ingleses. Seu vôo foi abordado por Kittyhawks da RAF, e Petrosellini foi capaz de manobrar por dentro de um dos pesados P-40s e derrubá-lo, mas dois de seus colegas foram derrubados também.
Em 28 de julho, perto de Pisa, ele interceptou um Martin Baltimore da RAF. Petrosellini comentou: “Um piloto muito bom voava essa aeronave”. Após um longo combate, Petrosellini foi capaz de derrubar o bombardeiro sobre o mar perto de Livorno. A tripulação foi capturada e levada para a base aérea de Pisa. Lá, Petrosellini pôde conhecer o piloto e congratular o inglês por sua pilotagem.
Ele terminou a guerra com cinco vitórias aéreas. Foi condecorado com 3 Medaglie d’Argento, a Cruz de Guerra, e uma promoção por mérito de guerra. Petrosellini continuou na Força Aérea, e em 1953, pilotando um Dassault Mystere IV, se tornou o primeiro piloto italiano a quebrar a barreira do som. Ele aposentou-se da Força Aérea como Tenente-Colonello em 1956, tornando-se piloto civil da Alitalia. Por sua larga experiência, foi um dos escolhidos para testar em vôo o Concorde. Em 1972, tornou-se comandante de Boeing 747, voando-o até aposentar-se em 1981. Petrosellini ainda foi professor no Instituto Aeronáutico de Roma e dá palestras regularmente pelo mundo. Dono de uma notável carreira na aviação, Costantino Petrosellini totalizou 20.000 horas de vôo em oitenta tipos diferentes de aeronaves, de frágeis biplanos ao Boeing 747.
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“Não me lembro do local exato porque estávamos lutando em cinco lugares diferentes”, diz o residente de Monroe (Michigan). “Acho que foi nas montanhas. Não me lembro de tê-la tirado de um cadáver”.
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Desenvolvido a partir do transportador civil Savoia-Marchetti SM.75 Marsupiale, voou pela primeira vez em 1939 o protótipo do Savoia-Marchetti SM.82 Canguru. O protótipo foi entregue para testes operacionais com a Regia Aeronautica em junho de 1940, ao lado da versão militarizada de seu antecessor, o SM.75bis, que entrou em serviço na época.
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1-Alois Brunner: Supostamente vivendo na Síria, foi delegado de Adolf Eichmann e responsável pela deportação de judeus da Áustria (47.000), Grécia (44.000), França (23.500) e Eslováquia (14.000) para campos de extermínio nazistas. Brunner foi condenado in absentia na França, mas a Síria recusa-se a cooperar com as investigações de seu paradeiro.
2-Aribert Heim: Os investigadores não têm muitas pistas de seu paradeiro, mas há fortes evidências de que ainda está vivo. Heim [vulgo "Dr. Morte"] foi médico nos campos de Sachsenhausen, Buchenwald e Mauthausen. Ele foi acusado de praticar experiências horrendas com os internos dos campos, incluindo um experimento em Mauthausen que envolveu testes de eficácia de diversos produtos químicos e drogas para injeções letais. Heim desapareceu em 1962.
3-Ivan Demjanjuk: Condenado em 1988 por um tribunal israelita como “Ivan, o Terrível”, o notório guarda da SS que operou câmaras de gás em Treblinka, teve mais tarde sua condenação revogada pela Suprema Corte do país por dúvidas nas provas. Demjanjuk e sua esposa emigraram para os EUA saindo da Hungria em 1958. Sua cidadania foi revogada em 1981 e ele foi deportado para julgamento em Israel. Sua cidadania foi restaurada em 1998, mas o Departamento de Justiça entrou com recurso que foi negado. Demjanjuk foi então julgado e condenado nas acusações de ter cometido assassinato em massa enquanto servia como guarda nos campos de Sobibor e Majdanek, na Polônia. Sua deportação para a Ucrânia foi ordenada em 2005, mas ele continua nos EUA apelando em tribunais.
4-Milivoj Asner: Vivendo na Áustria, Asner serviu como chefe de polícia em Slovonska Ponega, na Polônia. Seus acusadores dizem que Asner teve papel ativo na perseguição, deportação e assassinato de centenas de sérvios, judeus e ciganos. A Áustria se recusa a extraditá-lo para Israel ou Croácia para julgamento.
5-Sandor Kepiro: Vivendo na Hungria, Kepiro serviu como policial húngaro e é acusado de assassinato em massa de 1.200 civis em Novi Sad, Sérvia. Originalmente condenado in absentia em 1946, ele seguiu impune e foi permitido viver sua vida, apesar de autoridades húngaras terem recentemente aberto novas investigações sobre seus crimes.
6-Mikhail Gorshkow: Acredita-se que viva na Estônia, após perder a cidadania e ser deportado dos EUA. Gorshkow participou do assassinato de judeus na Bielorússia.
7-Erna Wallisch: Vivendo na Áustria [fontes dizem que ela faleceu no último 21 de fevereiro], Wallisch serviu como guarda no campo de extermínio de Madjanek e admitiu seu papel no assassinato de internos. A Áustria se recusa a processá-la e não irá extraditá-la para a Polônia para investigação e julgamento.
8-Soeren Kam: Vivendo na Alemanha, Kam participou do assassinato do editor de jornais anti-nazistas dinamarquês Carl Henrik Clemmensen. Kam também roubou o registro de cidadania da comunidade judaica na Dinamarca, bem como orquestrou seu ajuntamento e deportação para os campos de extermínio, onde grande parte foi morta. Kam foi indiciado na Dinamarca por seus crimes, mas uma corte alemã se recusou a extraditá-lo. Por pedido do Centro Weisenthal, autoridades holandesas reabriram seu caso. [Detalhe: ele é Ritterkreuzträger.]
9-Karoly (Charles) Zentai: Vivendo na Austrália, Zentai participou de caçadas humanas, perseguições, deportação e assassinato de judeus em Budapeste. Descoberto vivendo na Austrália em 2004, Zentai está apelando contra sua extradição para a Hungria.
10a-Algimantas Dailide: Vivendo na Alemanha, Dailide prendeu judeus que foram então mortos pelos nazistas e colaboradores lituanos. Ele emigrou para os EUA, foi deportado de volta para a Alemanha, enfrentou julgamento e foi condenado in absentia na Lituânia, que se recusa em implementar sua sentença.
10b-Harry Mannil: Vivendo na Venezuela, Mannil prendeu judeus e comunistas que foram então executados pelo nazistas e colaboradores na Estônia.
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Fuga para a Vitória (Victory) EUA, 1981 - 116 min.
Direção: John Huston
Roteiro: Yabo Yablonsky, Djordje Milicevic, Jeff Maguire
Elenco: Michael Caine, Silvester Stallone, Pelé, Max von Sidow
por Júlio César Guedes Antunes
A idéia dos roteiristas húngaros Yabo Yablonsky e Djordje Milicevic e do americano Jeff Maguire era mostrar uma partida de futebol entre o time nacional da Alemanha Nazista e um time “internacional”, composto por prisioneiros de guerra Aliados. O diretor John Huston, experiente profissional que já dirigira diversos clássicos e ganhou o Oscar de melhor filme em 1949 por O Tesouro de Sierra Madre, comandou os trabalhos. As filmagens foram feitas na Hungria, sendo que os dois ambientes principais (o campo de prisioneiros e o estádio de futebol) foram selecionados em Budapeste. A trilha sonora composta por Bill Conti (mesmo compositor que fez a trilha sonora de Rocky) é entusiástica e bastante inspirada na de Fugindo do Inferno.
A trama tem início com uma comissão da Cruz Vermelha ao campo de prisioneiros britânicos, para averiguar a morte de um fugitivo. Faz parte da comissão o Major Karl von Steiner (Max von Sidow), que fica bastante interessado num jogo de futebol dos prisioneiros, organizado por John Colby (Caine). Note que Steiner é um Eichenlaubträger e leva, no braço direito, uma insígnia de destruição individual de tanque; é, portanto, um soldado experiente. Numa conversa inicial entre os dois, ficamos sabendo que ambos eram jogadores profissionais antes da guerra. Steiner fica impressionado quando Colby lhe diz que, no campo, há um torneio de futebol “entre nações”. Steiner então lhe propõe um jogo, entre os prisioneiros do campo e um time do Exército Alemão. Contudo, ao propor a idéia aos seus superiores, o Ministério da Propaganda fica interessado e decide ampliar o escopo da partida: agora os prisioneiros seriam uma “seleção do Aliados” e jogariam contra a Seleção Alemã em Paris.
Existe ainda uma sub-trama, que é a tentativa de fuga de Hatch. Dessa forma, o diretor John Huston se mostra bastante detalhista, mostrando o funcionamento do “comitê de fugas” do campo, que nesse estágio da guerra já era uma máquina bem azeitada. A visita de Hatch ao “forjador” do campo (Clive Merrison) é especialmente reveladora: a câmera acompanha os movimentos do ator enquanto ele prepara uma câmera artesanal para tirar fotos em documentos falsos. Ao ver a preciosa máquina, Hatch pergunta: “Você faz as lentes também?”, e ele responde: “Sou um gênio, não um mágico”. Há preocupação em mostrar ao espectador os melindres do planejamento de uma fuga, e tanto as dicas do forjador quanto do Coronel Waldron (Daniel Massey) concebem um pouco de seriedade para um filme que, de outra forma, é puramente diversão.
Cabe aqui fazer umas observações sobre Fuga para a Vitória: o filme tem sofrido com críticas pesadas ao longo dos anos, algo que não se justifica absolutamente. É um filme divertido, curioso, com uma boa trama. Os furos existem, mas não chegam a condenar a película. Por exemplo: o fato de o Comandante do campo (George Mikell) ser ganhador das Folhas de Carvalho é meio difícil de engolir, mas ele também perdeu um olho, o que pode explicar seu cargo atual. Outra falha óbvia são as vestimentas dos extras durante o jogo: a maioria está vestida ao estilo dos anos 70.
Há que se destacar a maravilhosa cena do gol de bicicleta por Pelé (que também atuou como coreógrafo de jogadas na produção), que impressiona tanto a Steiner que este se levanta e bate palmas, para a surpresa dos oficiais alemães ao seu lado. A cena da bicicleta é paralisada quando as pernas de Pelé fazem um “V” no ar, que aliás, é uma marca registrada de Fuga para a Vitória: Hatch usa um “V” para contatar a Resistência, Waldron faz um “V” com a mão durante a partida, e mesmo o cartaz do filme apresenta uma arte indicativa dessa letra. É dito que Silvester Stallone, astro em alta na época, queria marcar o gol da vitória na partida, mas foi finalmente convencido de que seria irreal que um goleiro marcasse um gol da vitória. Sendo assim, a cena final definitiva foi feita para aplacar seu ego.
Fuga para a Vitória foi nomeado para o Prêmio de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Moscou em 1981. Recentemente foi escolhido o melhor filme sobre futebol de todos os tempos numa pesquisa feita pela UCI Cinemas. Com uma história leve e personagens cativantes, Fuga para a Vitória não é nenhuma obra de arte, mas uma diversão muito agradável para fãs e não-fãs de futebol.
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Durante o período entre-guerras ele serviu em navios de superfície, mas se tornou cada vez mais interessado em aviação naval. Ele esperou nove anos para ser aceito na escola de vôo e finalmente se qualificou como aviador naval em 1936, na idade de 52 anos. Ele comandou o porta-aviões USS Ranger de 1937 a 1939, e foi promovido a Contra-Almirante em janeiro de 1941. O ataque a Pearl Harbor aconteceu quando ele era comandante da aviação naval na costa oeste americana.
Em agosto de 1944, McCain recebeu uma posição de combate como comandante de um grupo de porta-aviões da Força-Tarefa 58 sob ordens do Almirante Marc Mitscher. Durante a campanha de Leyte, nas Filipinas, um super-confiante Almirante Halsey liberou a Força-Tarefa de McCain para descanso e reparação em Ulithi. Então, no dia 25 de outubro, vieram as chocantes notícias de que couraçados japoneses estavam à solta em meio à invasão do Golfo de Leyte. Halsey apressadamente chamou McCain de volta.
No rastro desses acontecimentos, McCain recebeu o comando da Força-Tarefa 58 da Terceira Frota de William Halsey e liderou um ataque de duas semanas contra Hainan e Taiwan em janeiro de 1945. A principal ameaça japonesa tinha se tornado os ataques kamikazes. McCain improvisou bem-sucedidas táticas anti-kamikaze. Pouco depois, um tufão atingiu sua frota, causando alguns danos aos navios. Ele quase foi dispensado de seu comando por causa desse incidente. Com a aproximação do fim da guerra, a saúde de McCain foi se deteriorando e em agosto o stress de combate o tinha exaurido, deixando-o com 50 quilos. Ele pediu licença médica e acompanhou a cerimônia de rendição japonesa a bordo do couraçado USS Missouri em 2 de setembro, partindo para os EUA imediatamente após.
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