Rússia: Ocidente esqueceu dos soviéticos nas celebrações do Dia-D
Rússia: Ocidente esqueceu dos soviéticos nas celebrações do Dia-D
A Rússia acusou os líderes ocidentais de diminuir o papel da União Soviética para a vitória Aliada sobre a Alemanha Nazista em suas comemorações do desembarque do Dia-D este mês na Normandia.
“As celebrações de 6 de junho não poderiam ter acontecido se não fosse pelo sacrifício de milhões de soldados soviéticos”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Andrei Nesterenko.
Ele disse que os líderes da Inglaterra, França, Canadá e Estados Unidos apresentaram uma “interpretação peculiar” da Segunda Guerra, superestimando a significância do front ocidental e não reconhecendo adequadamente a contribuição soviética para a vitória.
“Nem uma palavra foi dita sobre o papel decisivo da União Soviética, que suportou o mais terrível peso do exército de Hitler e sofreu as maiores baixas humanas”, disse Nesterenko.
Os comentários marcam a insistência dos líderes russos na aceitação universal de sua versão dos acontecimentos históricos, particularmente da Segunda Guerra Mundial e do papel decisivo da União Soviética na Europa pós-guerra. Em discurso na celebrações na Normandia, o Presidente Barack Obama foi o único líder ocidental a mencionar o sacrifício soviético.
A liberação da Europa e as comemorações do Dia-D “seriam impossível se milhões de nossos soldados não tivessem pagado com seu sangue e suas vidas na batalha contra as melhores unidades da Wehrmacht de Hitler; se nosso exército – nas palavras de Churchill – não tivesse quebrado a espinha da máquina de guerra de Hitler”.
Estima-se que 27 milhões de cidadãos soviéticos morreram na guerra, e a vitória sobre a Alemanha Nazista é uma imensa fonte de orgulho para os russos não importando se olham para o período soviético com nostalgia ou ódio.
Por décadas, governantes russos e muitos cidadãos expressaram seu desapontamento com o que eles vêem como desacato ocidental pela contribuição soviética. Muitos russos, por sua vez, não têm consciência da extensão da contribuição ocidental, e uma visão comum moldada pela propaganda soviética é que os Estados Unidos esperaram para entrar na guerra quando seu desfecho já estava decidido.
As celebrações na Normandia já são polêmicas devido às disputas diplomáticas entre as nações ocidentais sobre seu papel na guerra. Muitos ingleses reclamam que sua nação não ganha o reconhecimento que deve – tanto por seu aliado, os Estados Unidos, ou dos franceses que ajudaram a libertar.
Os comentários do Ministério do Exterior chegam no meio da crescente campanha do Kremlim de criticar qualquer um que questione a interpretação russa da história desde a fundação do país mais de um milênio atrás. No mês passado, o presidente Dmitry Medvedev criou uma comissão estatal para lutar contra o que ele chama de tentativas de prejudicar a Rússia por mentir sobre sua história.
Os críticos do Kremlin dizem que a Rússia está buscando esconder a verdade e “limpar” a conduta da União Soviética em casa e no exterior.
O Kremlin busca controlar a interpretação da história pós-guerra, o que aumenta o desgaste entre a Rússia e as antigas repúblicas soviéticas e satélites do leste europeu, cuja maioria dos cidadãos vê a União Soviética como um ocupador, não libertador.
O governo polonês exigiu uma explicação no começo do mês após um artigo culpando a Polônia pela Segunda Guerra Mundial foi publicado no site do Ministério da Defesa russo.
Tensões se montam enquanto a Rússia prepara-se para celebrar o 65º aniversário da vitória Aliada no próximo mês de maio.
Fonte: Whiznews.com, 18 de junho de 2009.
“As celebrações de 6 de junho não poderiam ter acontecido se não fosse pelo sacrifício de milhões de soldados soviéticos”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Andrei Nesterenko.
Ele disse que os líderes da Inglaterra, França, Canadá e Estados Unidos apresentaram uma “interpretação peculiar” da Segunda Guerra, superestimando a significância do front ocidental e não reconhecendo adequadamente a contribuição soviética para a vitória.
“Nem uma palavra foi dita sobre o papel decisivo da União Soviética, que suportou o mais terrível peso do exército de Hitler e sofreu as maiores baixas humanas”, disse Nesterenko.
Os comentários marcam a insistência dos líderes russos na aceitação universal de sua versão dos acontecimentos históricos, particularmente da Segunda Guerra Mundial e do papel decisivo da União Soviética na Europa pós-guerra. Em discurso na celebrações na Normandia, o Presidente Barack Obama foi o único líder ocidental a mencionar o sacrifício soviético.
A liberação da Europa e as comemorações do Dia-D “seriam impossível se milhões de nossos soldados não tivessem pagado com seu sangue e suas vidas na batalha contra as melhores unidades da Wehrmacht de Hitler; se nosso exército – nas palavras de Churchill – não tivesse quebrado a espinha da máquina de guerra de Hitler”.
Estima-se que 27 milhões de cidadãos soviéticos morreram na guerra, e a vitória sobre a Alemanha Nazista é uma imensa fonte de orgulho para os russos não importando se olham para o período soviético com nostalgia ou ódio.
Por décadas, governantes russos e muitos cidadãos expressaram seu desapontamento com o que eles vêem como desacato ocidental pela contribuição soviética. Muitos russos, por sua vez, não têm consciência da extensão da contribuição ocidental, e uma visão comum moldada pela propaganda soviética é que os Estados Unidos esperaram para entrar na guerra quando seu desfecho já estava decidido.
As celebrações na Normandia já são polêmicas devido às disputas diplomáticas entre as nações ocidentais sobre seu papel na guerra. Muitos ingleses reclamam que sua nação não ganha o reconhecimento que deve – tanto por seu aliado, os Estados Unidos, ou dos franceses que ajudaram a libertar.
Os comentários do Ministério do Exterior chegam no meio da crescente campanha do Kremlim de criticar qualquer um que questione a interpretação russa da história desde a fundação do país mais de um milênio atrás. No mês passado, o presidente Dmitry Medvedev criou uma comissão estatal para lutar contra o que ele chama de tentativas de prejudicar a Rússia por mentir sobre sua história.
Os críticos do Kremlin dizem que a Rússia está buscando esconder a verdade e “limpar” a conduta da União Soviética em casa e no exterior.
O Kremlin busca controlar a interpretação da história pós-guerra, o que aumenta o desgaste entre a Rússia e as antigas repúblicas soviéticas e satélites do leste europeu, cuja maioria dos cidadãos vê a União Soviética como um ocupador, não libertador.
O governo polonês exigiu uma explicação no começo do mês após um artigo culpando a Polônia pela Segunda Guerra Mundial foi publicado no site do Ministério da Defesa russo.
Tensões se montam enquanto a Rússia prepara-se para celebrar o 65º aniversário da vitória Aliada no próximo mês de maio.
Fonte: Whiznews.com, 18 de junho de 2009.
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