Museu recebe chocante proposta de parente de nazista
Museu recebe chocante proposta de parente de nazista

O escritório do Yad Vashem, a agência israelense que cuida da memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas e seus aliados, recebeu uma extraordinária e mesmo indecorosa proposta recentemente. O neto de Rudolf Höss, o notório comandante do campo de extermínio de Auschwitz, ofereceu alguns dos itens pessoais do avô ao museu.
A carta ao museu, que foi enviada muitos meses atrás e intitulada “Objetos raros, Auschwitz, Comandante Höss”, era curta e sucinta, dizendo: “Estes são diversos objetos do patrimônio de Rudolf Höss, comandante de Auschwitz: uma grande caixa à prova de fogo com a insígnia oficial – presente de Heinrich Himmler, comandante da SS, pesando 50 quilos, um abridor de correspondência e envelopes, fotos de Auschwitz nunca antes vistas pelo público, cartas de seu período na prisão em Cracóvia. Gostaria muito de uma rápida resposta. Atenciosamente, Reiner Höss”.
A direção do Yad Vashem respondeu com choque à proposta e rejeitou-a no ato. O museu expressou seu desgosto pelo desejo do parente do criminoso de lucrar com artefatos do Holocausto.
Um diretor do Yad Vashem disse: “Agora devemos perguntar: você mata e lucra da mesma forma?” (referência ao Livro dos Reis 21:19).
No entanto, o museu disse ao neto de Rudolf Höss, Reiner, que ele poderia doar os itens originais à instituição.
Numa recente entrevista, Reiner Höss, 44, disse que a ideia de vender os itens para o Yad Vashem surgiu de uma conversa que ele teve com um amigo, o neto de Baldur von Schirach – antigo líder do movimento da juventude nazista, a Juventude Hitlerista.
“Estes itens estão em posse da família”, disse Höss por telefone. “Sabíamos deles, e pessoas fora da família os conheciam há muito tempo. Muitas organizações quiseram comprá-los de nós, incluindo conhecidos veículos de mídia como o Der Spiegel e a editora Axel Springer. No calor da recomendação do Sr. von Schirach, eu achei que seria apropriado vender os itens para o Yad Vashem. Não quero que estes itens caiam nas mãos erradas”.
Foi perguntado ao Sr. Höss: “O Senhor estaria disposto a doar os itens ao Yad Vashem?”
Ele respondeu: “Esta é uma boa pergunta. Não posso tomar a decisão sozinho. Minha tendência é concordar com a doação, mas terei de consultar o restante da família. Queremos que estes itens num museu que lida com história”.
Fonte: The Bulletin, 25 de outubro de 2009.
A carta ao museu, que foi enviada muitos meses atrás e intitulada “Objetos raros, Auschwitz, Comandante Höss”, era curta e sucinta, dizendo: “Estes são diversos objetos do patrimônio de Rudolf Höss, comandante de Auschwitz: uma grande caixa à prova de fogo com a insígnia oficial – presente de Heinrich Himmler, comandante da SS, pesando 50 quilos, um abridor de correspondência e envelopes, fotos de Auschwitz nunca antes vistas pelo público, cartas de seu período na prisão em Cracóvia. Gostaria muito de uma rápida resposta. Atenciosamente, Reiner Höss”.
A direção do Yad Vashem respondeu com choque à proposta e rejeitou-a no ato. O museu expressou seu desgosto pelo desejo do parente do criminoso de lucrar com artefatos do Holocausto.
Um diretor do Yad Vashem disse: “Agora devemos perguntar: você mata e lucra da mesma forma?” (referência ao Livro dos Reis 21:19).
No entanto, o museu disse ao neto de Rudolf Höss, Reiner, que ele poderia doar os itens originais à instituição.
Numa recente entrevista, Reiner Höss, 44, disse que a ideia de vender os itens para o Yad Vashem surgiu de uma conversa que ele teve com um amigo, o neto de Baldur von Schirach – antigo líder do movimento da juventude nazista, a Juventude Hitlerista.
“Estes itens estão em posse da família”, disse Höss por telefone. “Sabíamos deles, e pessoas fora da família os conheciam há muito tempo. Muitas organizações quiseram comprá-los de nós, incluindo conhecidos veículos de mídia como o Der Spiegel e a editora Axel Springer. No calor da recomendação do Sr. von Schirach, eu achei que seria apropriado vender os itens para o Yad Vashem. Não quero que estes itens caiam nas mãos erradas”.
Foi perguntado ao Sr. Höss: “O Senhor estaria disposto a doar os itens ao Yad Vashem?”
Ele respondeu: “Esta é uma boa pergunta. Não posso tomar a decisão sozinho. Minha tendência é concordar com a doação, mas terei de consultar o restante da família. Queremos que estes itens num museu que lida com história”.
Fonte: The Bulletin, 25 de outubro de 2009.
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