Petacci: Hitler era um sentimentalista
Os diários escritos pela amante do ditador fascista Benito Mussolini revelam que o Duce achava que Adolf Hitler era um “velho sentimentalista no coração”.
Os recém-publicados diários de Claretta Petacci também ressaltam o anti-semitismo de Mussolini, seu desgosto pelos casamentos mistos entre italianos e nativos nas colônias africanas, e sua raiva do papa do pré-guerra, Pio XI.
O pai dela era o médico pessoal do Papa. Ela tinha apenas 20 anos em 1932 quando conheceu Mussolini, que tinha 49. Ela foi seu amor por nove anos antes do fim da guerra e, como ele, foi fuzilada e pendurada pelos pés pelos partisans numa praça de Milão.
Agora seus diários, que estão sendo mantidos por um sobrinho que vive nos EUA, serão publicados em um livro, “O Segredo de Mussolini”.
Neles, Petacci lembra-se que Mussolini descreveu-lhe sua infame conferência em Munique, em outubro de 1938, onde encontrou Hitler e Primeiro-Ministro britânico Neville Chamberlain para discutir sobre a Tchecoslováquia: “A recepção em Munique foi fantástica e o Führer estava muito feliz. Hitler é um velho sentimentalista no coração. Quando ele me viu, ficou com lágrimas nos olhos. Ele gosta mesmo muito de mim. Mas ele tem acessos de ódio que somente eu posso controlar. Houve momentos tensos e ele lutava para se controlar. Eu, por outro lado, nunca me perturbava”.
Em outra passagem, de 5 de janeiro de 1938, escrita logo após se encontrarem em sua residência em Roma, ela descreve como Mussolini, casado e pai de 5, descreveu suas fantasias sexuais para ela: “Sabia amor, que ontem a noite no teatro eu tirei sua roupa pelo menos três vezes? Eu tinha um desejo louco de possui-la. Seu corpo pequeno, sua carne me enlouquece, amanhã você será minha”.
“Seu corpo delicioso será meu, todo meu. Eu o tomarei e nossos corpos serão um”.
Petacci também escreveu em seu diário que Mussolini tinha outras amantes. Ela descreve suas desculpas em 19 de fevereiro de 1938: “Sim meu amor, eu errei, mas eu te amo e sinto que você me é necessária mais do que nunca. Eu a adoro, eu sou um louco. Não quero que sofra porque esse seu sofrimento se reflete em mim; eu sofro quando você sofre”.
Ela então escreve como Mussolini descreveu-lhe suas visões racistas em 4 de agosto de 1938, quando os amantes estavam em um barco: “Sou racista desde 1921. Eu não sei porque o povo acha que estou imitando Hitler, ele não era ninguém. Isso me faz rir... Preciso ensinar esses italianos sobre raça, que não se cria castas mistas e que não arruínem a beleza em nós”.
24 dias depois, ela relata a visão de Mussolini sobre a África: “Toda vez que recebo um relatório da África, fico preocupado. Hoje tivemos mais cinco pessoas presas por viver com os negros. Ah, esses italianos sujos, ele estão destruindo um Império em menos de sete anos. Eles não têm consciência de raça”.
Em 8 de outubro de 1938, Petacci escreveu sobre a raiva que o Duce tinha do Papa Pio XI: “Você não tem ideia do mal que este Papa faz à igreja. Nunca houve um Papa tão agourado com a igreja. Há católicos comprometidos que o detestam. Ele perdeu virtualmente o mundo todo. A Alemanha toda. Ele não sabe manter fiéis e erra em tudo”.
Em outra passagem três dias depois, Petacci relata o ódio de Mussolini pelos judeus: “Esses judeus nojentos, devem ser todos destruídos. Os destruirei como os turcos fizeram. Isolei 70.000 árabes (nas colônias norte-africanas), e posso facilmente isolar 50.000 judeus. Construirei uma pequena ilha e os colocarei lá”.
Trechos do diário foram publicados no Corriere Della Sera. Será lançado em forma de livro, escrito pelo editor americano Mauro Suttora. Ele teve permissão de usar os diários, que são mantidos pelo único parente vivo de Claretta, seu sobrinho Ferdinando Petacci, que vive no Arizona.
Fonte: The Daily Mail, 16 de novembro de 2009.
Os recém-publicados diários de Claretta Petacci também ressaltam o anti-semitismo de Mussolini, seu desgosto pelos casamentos mistos entre italianos e nativos nas colônias africanas, e sua raiva do papa do pré-guerra, Pio XI.O pai dela era o médico pessoal do Papa. Ela tinha apenas 20 anos em 1932 quando conheceu Mussolini, que tinha 49. Ela foi seu amor por nove anos antes do fim da guerra e, como ele, foi fuzilada e pendurada pelos pés pelos partisans numa praça de Milão.
Agora seus diários, que estão sendo mantidos por um sobrinho que vive nos EUA, serão publicados em um livro, “O Segredo de Mussolini”.
Neles, Petacci lembra-se que Mussolini descreveu-lhe sua infame conferência em Munique, em outubro de 1938, onde encontrou Hitler e Primeiro-Ministro britânico Neville Chamberlain para discutir sobre a Tchecoslováquia: “A recepção em Munique foi fantástica e o Führer estava muito feliz. Hitler é um velho sentimentalista no coração. Quando ele me viu, ficou com lágrimas nos olhos. Ele gosta mesmo muito de mim. Mas ele tem acessos de ódio que somente eu posso controlar. Houve momentos tensos e ele lutava para se controlar. Eu, por outro lado, nunca me perturbava”.
Em outra passagem, de 5 de janeiro de 1938, escrita logo após se encontrarem em sua residência em Roma, ela descreve como Mussolini, casado e pai de 5, descreveu suas fantasias sexuais para ela: “Sabia amor, que ontem a noite no teatro eu tirei sua roupa pelo menos três vezes? Eu tinha um desejo louco de possui-la. Seu corpo pequeno, sua carne me enlouquece, amanhã você será minha”.
“Seu corpo delicioso será meu, todo meu. Eu o tomarei e nossos corpos serão um”.
Petacci também escreveu em seu diário que Mussolini tinha outras amantes. Ela descreve suas desculpas em 19 de fevereiro de 1938: “Sim meu amor, eu errei, mas eu te amo e sinto que você me é necessária mais do que nunca. Eu a adoro, eu sou um louco. Não quero que sofra porque esse seu sofrimento se reflete em mim; eu sofro quando você sofre”.
Ela então escreve como Mussolini descreveu-lhe suas visões racistas em 4 de agosto de 1938, quando os amantes estavam em um barco: “Sou racista desde 1921. Eu não sei porque o povo acha que estou imitando Hitler, ele não era ninguém. Isso me faz rir... Preciso ensinar esses italianos sobre raça, que não se cria castas mistas e que não arruínem a beleza em nós”.24 dias depois, ela relata a visão de Mussolini sobre a África: “Toda vez que recebo um relatório da África, fico preocupado. Hoje tivemos mais cinco pessoas presas por viver com os negros. Ah, esses italianos sujos, ele estão destruindo um Império em menos de sete anos. Eles não têm consciência de raça”.
Em 8 de outubro de 1938, Petacci escreveu sobre a raiva que o Duce tinha do Papa Pio XI: “Você não tem ideia do mal que este Papa faz à igreja. Nunca houve um Papa tão agourado com a igreja. Há católicos comprometidos que o detestam. Ele perdeu virtualmente o mundo todo. A Alemanha toda. Ele não sabe manter fiéis e erra em tudo”.
Em outra passagem três dias depois, Petacci relata o ódio de Mussolini pelos judeus: “Esses judeus nojentos, devem ser todos destruídos. Os destruirei como os turcos fizeram. Isolei 70.000 árabes (nas colônias norte-africanas), e posso facilmente isolar 50.000 judeus. Construirei uma pequena ilha e os colocarei lá”.
Trechos do diário foram publicados no Corriere Della Sera. Será lançado em forma de livro, escrito pelo editor americano Mauro Suttora. Ele teve permissão de usar os diários, que são mantidos pelo único parente vivo de Claretta, seu sobrinho Ferdinando Petacci, que vive no Arizona.
Fonte: The Daily Mail, 16 de novembro de 2009.
Veja também:
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2 comentários:
Excelente matéria e excelente site; meus parabéns, camarada Julio César.
Excelente matéria e excelente site; meus parabéns, camarada Julio César.
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