Finlândia celebra 70 anos da Guerra de Inverno

Os finlandeses celebraram, no último dia 30 de novembro, o 70º aniversário da Guerra de Inverno, um conflito que viu o pequeno país segurar Exército Vermelho de Joseph Stalin por 105 dias, e sofrer somente um terço de baixas do inimigo – num clima tão frio que alguns soldados tinham alucinações.
A Finlândia perdeu a guerra, mas sua resistência contra a maciça máquina de guerra soviética, usando seu “exército fantasma” vestido de branco, assombrou Moscou – que planejava ocupar o país vizinho em poucas semanas – e fez os soviéticos aceitarem a paz.
Cerca de 27.000 soldados finlandeses morreram e 43.000 ficaram feridos, numa população total de 3,7 milhões. A União Soviética teve 217.500 baixas, entre mortos e feridos.
Muitos congelaram quando a temperatura desceu a -45º C durante os três meses de hostilidades – uma das guerras mais geladas da história. O clima extremo causou congelamento de membros e alucinações que forçaram a troca de turnos de guarda de 2 horas para 30 minutos.
Viljo Kontio, 95, serviu num batalhão de sinaleiros perto da fronteira quando os soviéticos invadiram.
“Granadas choveram e os russos vieram direto pra cima de nós por áreas abertas. Na floresta fechada, os garotos soviéticos não ousavam lutar porque temiam os finlandeses com camuflagem de neve”, diz Kontio. “Vi com meus próprios olhos como os russos motivavam seus soldados – os que recuavam eram mortos a sangue frio”.
As perdas soviéticas e a mal-sucedida campanha forçaram Stalin a refazer seus planos e concordar com uma trégua, que levou a um acordo de paz assinado pela Finlândia e a União Soviética em 12 de março de 1940.
A questão de quem começou a guerra foi motivo de desavença até a queda da União Soviética, quando historiadores russos admitiram a culpa de Stalin.
Em 26 de novembro de 1939, o Ministro do Exterior soviético, Vyacheslav Molotov, acusou os finlandeses de disparar contra os russos ao longo da fronteira, perto da aldeia de Mainila, no sudeste finlandês.
Os finlandeses consistentemente negaram os “Tiros de Mainila”, e os historiadores russos agora reconhecem que o Exército Vermelho disparou os tiros e Stalin usou o suposto incidente como pretexto para invadir a Finlândia quatro dias depois.
Embora os russos estivessem bem-equipados, muitos historiadores consideram que sua estratégia e planejamento foram muito ruins. Mas após três meses segurando as forças inimigas, que no fim atingiram 450.000 soldados, os finlandeses demonstraram cansaço devido à falta de suprimentos adequados e munição.
O Marechal-de-Campo Carl Gustav Emil Mannerheim, comandante das forças finlandesas, rejeitou uma oferta de ajuda das potências ocidentais, dizendo que era “muito pouco, tarde demais”, e recomendando que a Finlândia negociasse a paz após a ofensiva soviética de março de 1940.
O tratado de paz forçou a Finlândia a ceder 11% de seu território, na maioria grandes áreas do leste da Karélia, e mais de 400.000 habitantes da região foram realocados para dentro do país.
As celebrações incluíram a colocação de coroas de flores em túmulos e cemitérios, exibições, eventos especiais em escolas e uma missa na Catedral de Helsinque, assistida pelo presidente Tarja Halonen.
Fonte: Yahoo News, 30 de novembro de 2009.
A Finlândia perdeu a guerra, mas sua resistência contra a maciça máquina de guerra soviética, usando seu “exército fantasma” vestido de branco, assombrou Moscou – que planejava ocupar o país vizinho em poucas semanas – e fez os soviéticos aceitarem a paz.
Cerca de 27.000 soldados finlandeses morreram e 43.000 ficaram feridos, numa população total de 3,7 milhões. A União Soviética teve 217.500 baixas, entre mortos e feridos.
Muitos congelaram quando a temperatura desceu a -45º C durante os três meses de hostilidades – uma das guerras mais geladas da história. O clima extremo causou congelamento de membros e alucinações que forçaram a troca de turnos de guarda de 2 horas para 30 minutos.
Viljo Kontio, 95, serviu num batalhão de sinaleiros perto da fronteira quando os soviéticos invadiram.
“Granadas choveram e os russos vieram direto pra cima de nós por áreas abertas. Na floresta fechada, os garotos soviéticos não ousavam lutar porque temiam os finlandeses com camuflagem de neve”, diz Kontio. “Vi com meus próprios olhos como os russos motivavam seus soldados – os que recuavam eram mortos a sangue frio”.
As perdas soviéticas e a mal-sucedida campanha forçaram Stalin a refazer seus planos e concordar com uma trégua, que levou a um acordo de paz assinado pela Finlândia e a União Soviética em 12 de março de 1940.
A questão de quem começou a guerra foi motivo de desavença até a queda da União Soviética, quando historiadores russos admitiram a culpa de Stalin.
Em 26 de novembro de 1939, o Ministro do Exterior soviético, Vyacheslav Molotov, acusou os finlandeses de disparar contra os russos ao longo da fronteira, perto da aldeia de Mainila, no sudeste finlandês.
Os finlandeses consistentemente negaram os “Tiros de Mainila”, e os historiadores russos agora reconhecem que o Exército Vermelho disparou os tiros e Stalin usou o suposto incidente como pretexto para invadir a Finlândia quatro dias depois.
Embora os russos estivessem bem-equipados, muitos historiadores consideram que sua estratégia e planejamento foram muito ruins. Mas após três meses segurando as forças inimigas, que no fim atingiram 450.000 soldados, os finlandeses demonstraram cansaço devido à falta de suprimentos adequados e munição.
O Marechal-de-Campo Carl Gustav Emil Mannerheim, comandante das forças finlandesas, rejeitou uma oferta de ajuda das potências ocidentais, dizendo que era “muito pouco, tarde demais”, e recomendando que a Finlândia negociasse a paz após a ofensiva soviética de março de 1940.
O tratado de paz forçou a Finlândia a ceder 11% de seu território, na maioria grandes áreas do leste da Karélia, e mais de 400.000 habitantes da região foram realocados para dentro do país.
As celebrações incluíram a colocação de coroas de flores em túmulos e cemitérios, exibições, eventos especiais em escolas e uma missa na Catedral de Helsinque, assistida pelo presidente Tarja Halonen.
Fonte: Yahoo News, 30 de novembro de 2009.
Comemorações dos 70 anos da guerra na Finlândia:
Veja também:
>>Aarne Edward Juutilainen
>>Eino Ilmari Juutilainen
>>Simo Häyhä
>>Nota de Falecimento: Kyösti Karhila
>>Hitler visita a Finlândia - Parte 1, Parte 2
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