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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Veterano ainda serve, após 60 anos

Veterano ainda serve, após 60 anos


O adesivo vermelho e branco afixado no andador do veterano da Segunda Guerra Mundial Bob Oehmen diz muito sobre o velho voluntário: “Preferia estar matando terroristas”.

A dedicação de Oehmen ao serviço e ao país não terminou em 1946 quando ele completou seu período de três anos de serviço junto ao 198º Batalhão de Artilharia Antiaérea, passando por combates na Nova Guiné e Filipinas.

O nativo de Chicago e residente de Tinley Park passou mais de 60 anos como voluntário da filial local da Associação de Veteranos. Aos 87 anos, Oehmen ainda serve como historiador da sua filial. Ele chefiou a filial entre 1970 e 1971, e através dos anos foi diretor de diversos projetos especiais – incluindo o concurso nacional anual de redação estudantil, edição de jornais e uma variedade de outros trabalhos.

Se fico sentado sem fazer nada, fico ansioso”, diz Oehmen, que vive com a esposa, Sharline. Eles são patriarcas de uma grande família de 11 filhos, 12 netos e 24 bisnetos.

Oehmen é uma presença constante na Associação, que foi formada em 1941, apenas cinco anos antes de sua filiação. Em adição aos 860 veteranos filiados, a filial mais 160 veteranas do Corpo Auxiliar Feminino.

Ele tem o desejo de sempre tentar ajudar alguém. Ele quer fazer as coisas para os outros, e sempre procura alguém que precise de ajuda”, diz Roger Barton, grande amigo de Oehmen.

Devido aos esforços de Oehmen, entre 800 e 1.000 crianças locais participam anualmente do concurso nacional de redação estudantil. “Ele realmente encoraja as crianças a acreditarem na democracia e no serviço”, diz Barton. “Ele quer mantê-las interessadas em apoiar os veteranos e o modo de vida deste país”.

Oehmen disse que vive por duas frases-chave para ficar feliz e ocupado: “Um sorriso sempre vai longe” e “Ações falam mais alto que palavras”.

Eu amo as pessoas”, diz ele sorrindo. “Algumas vezes você é esnobado, mas eu sempre espero não ver esse tipo de pessoa até o final do dia”.

Fonte: Southtown Star, 27 de dezembro de 2009.

NOTA: Mais um ano terminando pessoal, foram 257 postagens em 2009. Espero que tenham gostado, pois eu me diverti muito preparando o material. Grande abraço para vocês e até 2010 aqui na Sala de Guerra!

Veja também:
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Corte rejeita processo do neto de Stalin

Corte rejeita processo do neto de Stalin


Uma corte de Moscou rejeitou o pedido de indenização do neto de Josef Stalin, Evgeny Dzhugashvili, em um processo por difamação que ele moveu contra o jornal Novaya Gazeta.

O parente do ditador soviético queria o montante de 10 milhões de rublos – o equivalente a 330 mil dólares – como compensação.

A razão do processo foi um artigo publicado numa edição especial do Novaya Gazeta dedicado ao massacre de Katyn – os assassinatos em massa de prisioneiros poloneses perpetrados pelo infame NKVD. Dzhugashvili disse que os fatos descritos no artigo de 22 de abril de 2009 infringiram a honra e dignidade do seu avô, e foi à justiça com um processo.

A decisão da corte foi recebida com emoções mistas. Alguns presentes à audiência aplaudiram, e velhos apoiadores do neto de Stalin gritaram: “Isso é uma vergonha!

Não esperávamos qualquer outro resultado”, disse o advogado de Dzhugashvili, Yury Mukhin, acrescentando que seu cliente irá apelar da sentença.

O advogado de Anatoly Yablokov, autor do artigo, também disse que não se surpreendeu com o resultado.

Todos os fatos apresentados pelos acusadores parecem uma farsa”, disse Aleksey Benetsky à agência de notícias RIA-Novosti. “Hoje justiça foi feita na Corte de Basmanny”.

O advogado também deixou claro que todas as informações usadas no artigo foram tiradas de documentos recém-liberados, abertos ao público geral.

Fonte: Russia Today, 14 de dezembro de 2009.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Indonésia devolve restos de 291 soldados japoneses

Indonésia devolve restos de 291 soldados japoneses


O governo da Indonésia devolveu oficialmente os restos de 291 soldados japoneses que morreram na região de Biak durante a Segunda Guerra Mundial.

A devolução foi realizada durante uma cerimônia no monumento memorial à Segunda Guerra na vila de Parai, em Biak, com a presença de representantes ministeriais da Indonésia e do Japão.

Também presentes na ocasião estavam o chefe distrital Alimuddin Sabe, um oficial da embaixada japonesa em Jacarta e familiares dos mortos. O governo disse que os restos foram recuperados e coletados para permitir que o governo japonês honre seus cidadãos que perderam a vida enquanto serviam seu país durante a guerra – e para que possam finalmente descansar em paz.

Também foi expressa gratidão à administração de Biak, ao governo provincial de Papua e à comunidade local que deu apoio à implementação do programa de cooperação entre a Indonésia e o Japão. “Em nome do governo central, eu também gostaria de agradecer todas as partes envolvidas por terem conduzido a recuperação de forma tão cuidadosa e dentro do calendário”, disse o ministro Masykur.

Alimuddin disse que espera que o programa recupere e devolva aos japoneses os restos dos seus mortos de guerra, e que isso tenha um impacto positivo na população local. Ele pediu ao governo japonês por assistência no combate à pobreza, ignorância e subdesenvolvimento, especialmente em Biak e suas redondezas.

Espero que a cooperação que existe desde abril de 1993 tenha um efeito positivo na sociedade de Papua e no desenvolvimento de Biak Numfor”, ele disse.

Kimihiko Yokoyama, representante dos familiares dos mortos, disse que a devolução dos restos ao Japão é um momento de grande alívio para as famílias e para o governo japonês.

Em nome da minha família e do governo, eu gostaria de expressar minha gratidão à comunidade local e ao governo por ajudar a recuperar os restos dos nossos soldados e enviá-los ao Japão”, disse Yokoyama.

Fonte: The Jakarta Globe, 14 de dezembro de 2009.

Cobertura da cerimônia.

Veja também:
>>Restos de cinco soldados alemães são encontrados na França
>>Veterano encontra os restos de colega, após 60 anos
>>Veterano devolve bandeira japonesa da Segunda Guerra
>>Veterano japonês reconta os horrores na China
>>O que diz o manual dos kamikazes
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

E se Hitler tivesse escapado?

E se Hitler tivesse escapado?


Muitas são as histórias e hipóteses para uma possível fuga de Hitler nos últimos dias do Terceiro Reich em Berlim. Nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial, muitos “avistamentos” do Führer foram reportados no mais diversos lugares, como Alemanha, Dinamarca, Espanha, Argentina e até nos Estados Unidos. Nenhum desses avistamentos jamais gerou evidências mínimas para que pudesse ter alguma credibilidade.

Mas e se deixássemos toda a bobagem de lado, é importante lembrarmos que era realmente factível que Hitler pudesse ter escapado de seu bunker. Afinal, muitos líderes nazistas assim fizeram, e escaparam de Berlim em aviões, em automóveis, ou mesmo a pé.

Então, se Hitler realmente tivesse acabado num local remoto distante do seu Reich em ruínas, o que teria feito? Embora a Alemanha estivesse completamente dominada pelos Aliados, ainda havia muitos alemães que secretamente permaneciam leais à causa nazista.

Pronunciamentos de Hitler teriam ajudado a fomentar a resistência. No entanto, sem acesso a um suprimento regular de armas, é provável que um levante rapidamente fosse esmagado. Quatro gigantescos exércitos Aliados ocuparam o país por décadas.

Os Aliados também teriam feito de tudo para encontrar Hitler, sabendo que, enquanto ele permanecesse vivo, também permaneceria o nazismo.

E enquanto muitos nazistas não foram perseguidos no fim da guerra devido a falta de recursos ou vontade política, todo esforço seria empregado para caçar Hitler.

Talvez isso o teria forçado a ir relutantemente para a América do Sul, onde poderia pelo menos ser abrigado pelo ditador argentino Juan Perón. No entanto, até mesmo lá ele estaria em perigo – o prospecto de uma grande recompensa oferecida pelos Aliados certamente soltaria a língua de alguém na comunidade nazista argentina ou na polícia secreta argentina.

Com Hitler encontrado, o ditador argentino se veria sob imensa pressão internacional para liberar seu “convidado”. Uma mistura de sanções diplomáticas e econômicas teriam forçado Perón, que tinha uma queda pelo poder, a entregar o Führer.

Em algum ponto no começo da década de 50, Hitler teria sido trazido à justiça em outro julgamento de Nuremberg e teria sido enforcado, no que seria o julgamento do século.

Embora tal cadeia de eventos fosse certamente possível, é um erro confundir possibilidade com leviandade. A verdade é que qualquer sugestão de uma fuga de Hitler vai contra todas as evidências.

Fonte: Daily Mail, 10 de dezembro de 2009.

Veja também:
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>>França encontra arquivo sobre o jovem Hitler
>>Ódio de Hitler foi provocado pela morte da mãe
>>Fui o guarda-costas de Hitler
>>Empregada de Hitler diz que ele era um chefe “charmoso”
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O presente de Natal que todos queríamos

O presente de Natal que todos queríamos


É o sonho de todos nós – das pequeninas fitas de munição ao cockpit em miniatura, tudo é encantador nesse impressionante modelo de aeronave.

É uma réplica exata de um North-American P-51D Mustang, que foi o principal caça de longo-alcance dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O modelo foi construído por um dentista aposentado, que usou alguns dos seus instrumentos para criá-lo.

Construído na escala 1/16, cada parte é completamente funcional, ligadas por uma intrincada série de minúsculas correntes, cabos e juntas.

O trem de pouso recolhe-se e os controles funcionam, porém as alavancas são tão pequenas que têm de ser operadas com uma pinça. Young C. Park, de Honolulu, Havaí, levou três anos e 6.000 horas de trabalho para completar o modelo. Com um corte transversal do lado esquerdo para mostrar o funcionamento do interior, todas as seções foram moldadas com chapas de alumínio de construção civil. O metal foi anelado para adquirir a maleabilidade necessária, tornando mais fácil o processo de moldar e esculpir.

O Sr. Park, de 77 anos, usou mais de 15 metros de alumínio, dando forma usando um torno, até que ficasse satisfeito com o resultado. O metal era normalmente moldado sobre um suporte de madeira, mas para uma grande área da superfície atrás do cockpit ele usou a planta do pé para conseguir a forma correta.

De acordo com o Sr. Park, o trabalho com alumínio não é tão diferente do trabalho dentário usando ouro. Ambos podem ser anelados, moldados, polidos e tornados maleáveis. Ele também usou suas ferramentas odontológicas para escavar partes da fuselagem e fazer baixos-relevos nas superfícies das asas.

A aeronave tem 60 cm de comprimento, 30 cm de altura e 68 cm de envergadura. Está atualmente em exibição no Joe Martin Foundation Craftsmanship Museum em Vista, Califórnia.

A fascinação do Sr. Park por aviões de caça começou na adolescência após um ferro-velho de aeronaves da Segunda Guerra Mundial, e cresceu quando ele serviu como soldado na Guerra da Coreia em 1952.

A respeito do Mustang, ele diz: “É o mais bonito dos caças da Segunda Guerra Mundial”.

O Mustang serviu como escolta de bombardeiros e aeronave de reconhecimento, e ao fim da guerra havia destruído 4.950 aeronaves inimigas, mais do que qualquer outro modelo de caça americano na Europa.

Fonte: Daily Mail, 20 de dezembro de 2009.




O Sr. Park trabalhando em sua oficina.

Outro dos sublimes modelos de motores aeronáuticos feitos pelo Sr. Park.

Veja também:
>>Réplica em 1/10 do Yamato
>>Museu de San Diego exibirá réplica de stealth alemão
>>Entusiastas constroem seu próprio Panzer III
>>Vídeo: Museu Asas de um Sonho
>>Terceiro Me 262 sai do hangar
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!! - 2009

"Façamos de 2010 um ano melhor que 2009 - que já foi de grandes conquistas. Meus melhores votos de um Feliz Natal e um Ano-Novo repleto de positividade para todos os amigos da Sala de Guerra. Vocês são os responsáveis pelo crescimento do blog, e devo-lhes meus sinceros agradecimentos. Abraços, meus caríssimos!"

Júlio César

Soldados alemães celebram o natal no quartel-general do 9º Batalhão de Observação, nas proximidades de Smolensk, União Soviética - 24 de dezembro de 1942.

Veja também:
>>Feliz Natal!! - 2008
>>Feliz Natal!! - 2007
>>Ratos do Deserto se encontram com antigo inimigo
>>Luftwaffe convidada para celebração da Batalha da Inglaterra
>>Veterano encontra colega que pensava estar morto há 67 anos
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Egito intensifica limpeza de campos minados

Egito intensifica limpeza de campos minados


O Egito planeja usar locais de batalhas decisivas da Segunda Guerra Mundial para desenvolver a indústria de petróleo, gás natural e turismo. Para fazer isso, vastos campos minados deixados para trás têm que ser limpos.

A área selecionada para ser limpa pelas autoridades egípcias segue a costa do Mediterrâneo de El Alamein até a fronteira líbia, cenário de pesadas batalhas entre 1941 e 1943. O Diretor da Secretaria Executiva para Limpeza de Campos Minados e Desenvolvimento da Costa Noroeste, Fathy El Shazly, descreveu o projeto de 250 milhões de dólares:

Este projeto abre um portão gigantesco para o futuro. Nosso projeto é, por excelência, uma limpeza para o desenvolvimento”.

Em novembro de 1942, as tropas britânicas derrotaram os alemães e italianos na 2ª Batalha de El Alamein, no Egito, e rapidamente os perseguiram pelo Norte da África até a Tunísia. Uma força combinada de britânicos e americanos forçou as forças alemãs e italianas para fora do continente em maio de 1943.

De acordo com um relatório recentemente divulgado, o Egito tem cerca de 20% das minas e munições intactas deixadas para trás pelo Eixo e pelos Aliados. Dessa forma, o país é similar à Bósnia, Afeganistão e Angola, onde armas não-explodidas impedem o desenvolvimento. Uma divisão de infantaria sul-africana plantou minas enquanto recuava perante os alemães em 1942 – ao mesmo tempo em que o comandante alemão, Generalfeldmarschall Erwin Rommel ordenou que meio milhão de minas fosse plantadas para proteger suas posições em El Alamein.

A região do deserto é habitada majoritariamente por beduínos, muitos dos quais são feridos ou mesmo mortos pelas minas. O campo de batalha é também uma atração turística, trazendo parentes e amigos de muitas nações para ver o lugar de descanso de seus entes queridos, ou aprender sobre sua história.

Além de britânicos, alemães e italianos, também australianos, neozelandeses e sul-africanos lutaram em El Alamein, ao lado de indianos, poloneses e outros.

Shazly disse que planeja limpar todas as minas na área em cinco anos. A área ocupa cerca de 250.000 hectares de costa e deserto intocados. Ele disse: “Estou confiante que o objetivo será atingido em sua integridade”.

Entre 1981 e 1999 o Egito limpou cerca de três milhões de minas. Com a nova iniciativa, foram desativadas mais 300.000 de cerca de 5% da área objetivada desde fevereiro de 2009.

A área contém estimados 4,8 bilhões de barris de petróleo e mais 4,5 trilhões de metros cúbicos de gás natural.

Fonte: Digital Journal, 11 de dezembro de 2009.

Veja também:
>>Livro: O Outro Lado da Colina
>>Filmes: El Alamein
>>Ratos do Deserto se encontram com antigo inimigo
>>Günter Halm
>>Vídeo: Afrika Korps em cores
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rússia celebra 70 anos do T-34

Rússia celebra 70 anos do T-34


Setenta anos atrás, em 19 de dezembro de 1939, o Comitê de Defesa soviético passou uma resolução aprovando o suprimento de diversos novos tipos de automóveis e veículos blindados para o exército. Um dos últimos foi o tanque T-32 com motor diesel B-2.

A resolução também dizia que a blindagem do novo tanque deveria ser reforçada e a visibilidade e armamentos melhorados. O tanque remodelado foi chamado T-34. Quando foi entregue ao exército, poucas pessoas pensaram que seria um design tão duradouro.

A equipe de projetistas liderada por Adolf Dik começou o trabalho no tanque em 1937, mas este caiu vítima dos expurgos de Stalin. Ele foi substituído por Mikhail Koshkin, projetista da fábrica que, posteriormente, montaria o tanque.

As batalhas da Guerra Civil Espanhola mostraram que a blindagem de 15-20 mm era inútil contra armas antitanque de 25-47 mm. Foi percebido que uma blindagem mais espessa aumentaria o peso do tanque, impedindo a desejada combinação de esteiras e rodas.

No entanto, na época a URSS podia fabricar esteiras que duravam muitos milhares de quilômetros, permitindo aos projetistas substituir as rodas por esteiras sem afetar a velocidade do tanque. O T-34 foi desenhado para operações ofensivas que envolvessem longas marchas em alta velocidade. Em soma, foi decidido equipar o tanque com uma arma mais poderosa, de 76 mm, porque a de 45 mm se provou ineficiente contra infantaria e armas antitanque.

Em 17 de março de 1940, dois tanques T-34 saíram de Kharkov para Moscou, onde foram apresentados aos líderes soviéticos, inclusive Stalin, no Kremlin. Koshkin, que liderou a marcha, pegou pneumonia e faleceu no outono de 1940. O tanque tinha muitas falhas e a produção era lenta. O exército criticou-o bastante, mas o governo não parou a produção.

Em 22 de junho de 1941, quando a Alemanha atacou a União Soviética, o Exército Vermelho tinha mais de 1.000 T-34s. Mas eles não puderam provar seu valor nas lutas fronteiriças. O Exército Alemão era superior ao Exército Vermelho em quase todos os aspectos, incluindo número de tropas, qualidade de comando, experiência de combate e logística, dessa forma neutralizando a superioridade dos tanques russos.

Os alemães descobriram o T-34 no outono de 1941, quando brigadas de tanques soviéticos começaram a atacar pesadamente unidades alemãs cansadas de meses de luta. Com bons motoristas e comandantes, o T-34 rapidamente demonstrou seus poder e blindagem superiores, como admitiram os alemães.

A produção do T-34 foi ampliada enquanto as indústrias do país foram transferidas para o leste. Muito também foi feito para simplificar o desenho do tanque, o que ajudou produzir mais unidades e formar novas brigadas. Rapidamente o T-34 se tornou a maior preocupação dos alemães, que antes tinham orgulho dos seus próprios tanques.

A Alemanha não podia aumentar sua produção de tanques tanto quanto a URSS, então decidiu melhorar seus tanques médios e desenhar uma nova geração de tanques Panther e Tiger. Naquala época, o papel dos tanques estava mudando, e duelos entre tanques se tornaram cada vez mais freqüentes.

Os alemães criaram tanques insuperáveis para tais duelos, mas falharam em melhorar sua deficiência estratégica em relação aos tanques soviéticos. Enquanto o número de unidades móveis Aliadas aumentava, a Alemanha ia se sufocando.

Os projetistas soviéticos melhoraram o T-34 para que pudesse enfrentar os novos tanques alemães. No fim de 1943, o T-34 estava equipado com um canhão longo de 85 mm, cuja munição podia perfurar a blindagem dos Panthers e Tigers. O T-34-85 se tornou o padrão do Exército Vermelho, o rápido símbolo da vitória que foi mantido como monumento em muitas cidades européias liberadas.

Um sobrevivente, o T-34 permaneceu em combate por mais de 20 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Foi também exportado para outros países e lutou com valentia na Coréia, Vietnã, Oriente Médio e África.

Mesmo assim, o capítulo mais notório da história do tanque foi a Grande Guerra Patriótica. Esse é um fato aceito não somente na Rússia, mas em muitos outros países, incluindo inimigos da União Soviética que, mesmo assim, foram os primeiros a declarar o T-34 como o melhor tanque da guerra, e também seus aliados, que disseram que foi o melhor tanque de todos.

O tanque médio T-34 pesava 26 toneladas e tinha tripulação de quatro pessoas, velocidade máxima de 55 km/h e autonomia de 180 km.

Fonte: Ria Novosti, 18 de dezembro de 2009.

Parada da Vitória em 1990, com um grupo de T-34s desfilando na Praça Vermelha.

Veja também:
>>Tanques no coração de Moscou
>>Parada da Vitória Soviética 1945 - Em Cores
>>Trailer: Tali-Ihantala 1944
>>Nota de Falecimento: Valentin Varennikov
>>Rússia: Ocidente esqueceu dos soviéticos nas celebrações do Dia-D
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Entrevista com Fritz Langanke - Parte 2

Entrevista com Fritz Langanke
Tanquista da Waffen-SS


-Claramente, a pressão aumentava. Como manteve o grupo junto?
-Eu tinha que mudar a situação de alguma forma. Nós demos partida no motor, viramos para a direita e atingimos uma cerca, sem ligar para os danos ao nosso sistema de direção e caixa de marchas. Atrás da cerca havia uma plantação na qual podíamos nos esconder. Os aviões metralharam e bombardearam aquela área por um tempo, mas então perderam o interesse e se foram. Logo depois, um soldado veio e nos disse que perto dali, numa casamata numa fazenda, estavam um comandante de um regimento de infantaria e 10 ou 12 oficiais. Eu presumi que eles estavam planejando que ação tomar em seguida para cruzar a estrada Hambye-Roncey e continuar a retirada. Eu disse à minha tripulação que correria até lá para ver como poderíamos nos juntar a esse grupo. Ainda perto do meu tanque, eu recebi uma explosão de fogo de artilharia. Granadas caíram por todos os lados ao meu redor. Eu me joguei no chão e comecei a esgueirar-me em ziguezague. Foi quando me desesperei. Quando recuperei o controle, tive certeza de que minha tripulação não havia me visto. Provavelmente, não existe camaradagem mais próxima e irrestrita do que numa tripulação de tanque que tem que viver e lutar junta, atravessando tempos realmente difíceis. Se eles me vissem engatilhando, aqueles bons rapazes me perguntariam – de forma amistosa, é claro – que tipo de insetos eu estava tentando capturar ou qualquer bobagem do tipo.

-Quando recuperou a compostura, o senhor continuou até a fazenda?
-Cheguei à casamata, prestei continência e reportei-me ao comandante regimental, pedindo ordens. Ele não tinha ordens pra mim, e eu deixei o abrigo. Pelas próximas duas ou três horas, eu estava bastante ocupado. Corri de volta uns 200 ou 300 metros pela estrada procurando veículos de nossa força-tarefa e outros. A maioria dos homens que havia abandonado seus veículos já estava de volta. Encontrei dois Panthers operacionais e um Panzerkampfwagen IV. Com eles fui capaz de mover obstáculos suficientes para que nossos meia-lagartas e veículos de rodas pudessem passar. Formamos uma grande coluna. Eu disse aos que estavam comigo que, quando viesse a noite, poderíamos romper o bloqueio. Eu reportei isso ao comandante regimental e chequei novamente duas ou três vezes. Ele finalmente me disse que não fizesse qualquer barulho e esperasse. Ele iria, sob a cobertura da escuridão, penetrar silenciosamente pelo bloqueio americano com sua infantaria e os desgarrados, sem atirar. Eu achei que ele estivesse brincando comigo, porque isso não fazia sentido.

-Parece que aquele oficial tinha perdido seus nervos.
-Pouco depois do nosso último encontro, alguns paraquedistas veteranos vieram e me disseram: “Pobre de você. Você é o único por aqui que não sabe o que está acontecendo. Aqueles caras não planejam nada. Eles vão se render”. Me senti envergonhado por minha estupidez. Voltei à casamata e disse que partiria com minha coluna às 22h naquela noite, e que fossem para o inferno. Então dois oficiais vieram ao meu tanque. Um deles, um major, era o comandante de um batalhão de canhões de assalto, e o outro era seu ajudante. Eles tinham camuflados dois dos seus veículos em uma trilha próxima. Eles me perguntaram se poderiam se juntar à nossa coluna. Na hora eu já tinha desistido de imaginar porque um oficial daquela patente perguntaria a um líder de pelotão, que nem mesmo era um oficial, se ele poderia se juntar, ao invés de tomar o comando. Eu então levei meu tanque de volta à estrada e abri duas passagens pelas cercas no lado esquerdo, para que flanqueássemos a grande peça de artilharia e outros veículos destruídos na nossa frente. Numa tentativa de mover ou destruir os veículos ao lado da estrada, um dos meus Panthers quebrou a suspensão e teve que ser abandonado.

-Que outras preparações o senhor fez para sua esperada ruptura?
-Eu montei uma formação em marcha. Primeiro meu tanque com granadeiros do lado esquerdo e cerca de 50 ou 60 paraquedistas do lado direito como proteção contra combate próximo e bazucas. Então os dois canhões de assalto, os veículos de rodas de nossa força-tarefa, diversos desgarrados, armas de infantaria auto-propulsada e a unidade móvel de flak. A retaguarda era protegida pelo Panzer IV e meu outro Panther. Estabeleci uma freqüência para nossa comunicação via rádio e às 22h nos começamos. Claro, não havia batedores à nossa frente.

-Os outros três Panthers do seu pelotão já tinham sido destruídos?
-Não. O segundo Panther que tomou parte na ruptura era o único que restava do meu pelotão. O nome de seu comandante era Panzer. Soa tão engraçado! Os outros Panthers ficaram presos no tráfego ou tiveram falhas mecânicas. No lado direito uma fazenda estava em chamas. Na luz ondulante eu pensei ter visto um Sherman no campo ao lado. Disparamos duas vezes e o atingimos, mas ele não se incendiou. Então eu dirigi a toda velocidade pela estrada Hambye-Roncey, onde esperava encontrar pesada resistência americana e, se me lembro corretamente, passamos sobre uma arma antitanque. Eu atirei na trilha que levava à estrada principal do outro lado e então paramos. Passando o cruzamento, eu vi dois Shermans à minha direita, dispostos em ângulos retos, com suas torres passando por cima das cercas. Agora tinha percebido que eram as metralhadoras que tinham atirado nos nossos paraquedistas quando começamos a nos mover, ferindo alguns deles. Tínhamos que ser rápidos para usar o efeito-surpresa, então ordenei que os canhões de assalto viessem ao cruzamento, virassem à direita e destruíssem os dois tanques que estavam com as laterais expostas. Eles hesitaram e começaram a debater. Fiquei enfurecido. Virei minha torre e disse que fossem imediatamente, ou os explodiria. Eles foram, viraram à direita e não tiveram problemas em destruir os tanques americanos. Eu então prossegui à frente.

Do meu lado direito havia um campo aberto com uma cerca tangenciando-o. Ao longo dessa cerca, um número de veículos blindados estava estacionado, em direção à estrada principal. Eu tive sorte. Atingimos o último, provavelmente um carregador de munição, e foi como fogos de artifício numa festa de verão. A munição traçante de cores diferentes foi uma visão espetacular. Toda a área foi iluminada, e eu pude facilmente escolher outros quatro ou seis desses meia-lagartas blindados. Eu não me lembro o número exato. Com tudo isso, um grande número de soldados de infantaria que estavam atrás de nós na estrada norte-sul encorajaram-se e juntaram-se a nós. Eles fizeram isso de maneira não-militar, aos gritos e vivas, atirando para cima. A princípio fiquei pasmo, mas então percebi que foi muito útil. Os americanos pareciam completamente surpresos e mesmo chocados. Eles abandonaram muitos veículos, que foram tomados pelos alemães, e praticamente não houve mais resistência.

Eu avancei mais, e talvez uns 150 metros à minha frente veio um tanque americano na minha direção, da direita vindo para a estrada. Queríamos pará-lo, e então aconteceu aquilo que toda tripulação de tanque teme – você aperta o gatilho e a arma não dispara. Já pensando que era nosso fim, eu me virei e tive um choque ainda maior. Do sul, quatro tanques americanos vinham da estrada que cruzava com a nossa, que vinha de Valtolaine. Eles então deram a volta e desapareceram a toda velocidade. Eu novamente olhei para frente. Aquele tanque vinha tão rápido quando atingiu a estrada que não conseguiu parar a tempo e ficou preso numa vala ao lado. Somente com muito esforço ele conseguiu sair, virar e fugir. Estávamos lá sentados no nosso Panther, não somente ilesos como também sem acreditar no que acontecera.

-Parece que as coisas estavam dando certo para o senhor.
-A coluna que tínhamos formado inicialmente tinha uns 300 homens. Agora já tinha o dobro desse número. Enquanto avançávamos, nosso progresso foi ficando mais fácil devido a um número de veículos Aliados capturados. Alguns desgarrados juntaram-se a nós, enquanto outros se separaram e decidiram seguir caminhos diferentes. Éramos um bando muito misto. Eu achei que combate aconteceria nessa área de interseção, que parecia ser mais do que um mero bloqueio rodoviário. Eu ordenei que o outro Panther tomasse a frente, e fui para a retaguarda. As comunicações por rádio ainda funcionavam, e começamos nossa caminhada sem rumo. Inicialmente atingimos Lengronne, então continuamos para Cacrences, cruzamos o rio Sena e chegamos a Gavray.

-O que encontrou em Gavray?
-Quando chegamos à cidade, estava sob fogo. Aqui nossa coluna se misturou com um número de outros veículos. Do lado de fora da cidade nos continuamos sem perdas e viramos para St. Denis-le-Gast, mas antes de chegar lá deixamos a estrada e fomos em direção à ponte em Baleine. Enquanto nos aproximávamos, nosso movimento quase parou. Eu sai para fora da torre do Panther para checar a razão. Fogo de artilharia, que continuava esporadicamente, ou bombardeio, tinham danificado a ponte, cujos lados estavam parcialmente destruídos. Os motoristas relutavam em atravessá-la. Eu então olhei ao redor, organizei a aproximação da ponte e conduzi cada veículo por ela. Quando nosso tanque cruzou, como o último veículo, somente metade das esteiras encontravam apoio em alguns lugares. No lado sul do rio, sinais táticos de um monte de unidades tinham sido instalados, e a coluna se dissolveu. A maioria agora sabia para onde ir. Minha missão auto-apontada fora encerrada. Já era pleno dia agora, e os primeiros aviões apareceram. Dirigimos-nos a uma trilha que levava a uma colina, e na primeira fazenda com plantações nós paramos. Eu disse à tripulação que agora tiraríamos uma boa soneca após três noites quase completamente sem sono. Fomos para baixo do tanque e nos perdemos do mundo ao redor. Era meio-dia quando acordamos, e estávamos sozinhos.

-O que aconteceu com o outro Panther do seu pelotão, o tanque do comandante Panzer?
-Panzer seguiu com os veículos da Deustchland e chegou ao regimento. Minha tripulação e eu não conseguimos continuar após a travessia do rio, estávamos completamente exaustos. O motorista e o artilheiro caíram no sono diversas vezes durante nossa ruptura, e eu também não tinha mais forças. Quando consegui atravessar todos os veículos pela ponte – que foi uma tarefa bestial, com gritos, xingos e ameaças – minha energia se esgotara. Física e mentalmente eu estava acabado, não dava pra continuar, tínhamos que dormir um pouco. Foi por essa razão que paramos na plantação.

-O que aconteceu quando finalmente acordaram?
-A 100 metros de distância eu vi outro Panther do lado direito da trilha que vinha até nós. Do lado esquerdo outra trilha cruzava com a nossa. Por lá, os americanos devem ter subido a colina, porque o Panther estava destruído. Tinha um buraco na torre.

-Esse Panther tinha sido destruído antes do senhor ir dormir?
-Não sei, mas não posso acreditar que os americanos já estavam lá quando chegamos à fazenda. Eu andei através do campo pela esquerda e encontrei alguns soldados alemães. Eles me disseram que já havia diversas tropas americanas no vale, e já conseguíamos ouvi-los também. Voltei e então tivemos uma tarde muito tensa. O céu estava cheio de aviões. Eu corria uns 50 ou 100 metros à frente, olhava a direção do voo de vários grupos de aeronaves, dava o sinal quando era favorável para nos movermos, e então o tanque se movia para essa nova posição. Algumas horas depois, pouco antes de escurecer, encontramos uma coluna de suprimentos da nossa divisão, e então pudemos reabastecer com um pouco de combustível. Nessa área os americanos deviam estar presentes, porque não havia aviões sobrevoando. Tínhamos perdido um conjunto de rodas devido ao fogo de artilharia, e os inimigos tinham danificado diversos elos das esteiras. Com uma carga de 1 kg de explosivos conseguimos explodir a parte danificada e por sorte não danificar o restante da esteira e da suspensão. Durante a noite perdemos completamente nossa direção. Pela manhã chegamos a Beauchamps. Então encontramos um sinal rodoviário que dizia que estávamos a somente 15 km de Granville. Isso deu-nos de volta nossa orientação. Viramos e observamos ao redor de Villedieu-les-Poêles, evitamos colunas americanas diversas vezes nas estradas ao sul dessa cidade, viramos para o norte, então para leste e nos reportamos de volta ao nosso regimento na noite de 31 de julho para 1 de agosto, na área de Percy. O comandante regimental já tinha escutado sobre nossa ação e estava bastante feliz em nos ver, ainda mais porque agora ele tinha mais um tanque operacional. Antes da noite passar já estávamos a caminho de outro bloqueio rodoviário.

Por suas ações, que garantiram que centenas de soldados e seu equipamento conseguissem escapar do Bolsão de Roncey, Fritz Langanke foi recomendado para a Cruz do Cavaleiro em 7 de agosto de 1944. Ele recebeu a condecoração em 27 de agosto de 1944.

Fonte: World War II Magazine, novembro de 2003.

Veja também:
>>Entrevista com Fritz Langanke - Parte 1
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1 , Parte 2
>>Entrevista com Ion Dobran - Parte 1, Parte 2
>>Entrevista com James Edmundson - Parte 1 , Parte 2
>>Entrevista com o Rei Mihai I - Parte 1, Parte 2, Parte 3
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista com Fritz Langanke - Parte 1

Entrevista com Fritz Langanke
Tanquista da Waffen-SS

por George S. Winter Sr.

Seis semanas após os desembarques na Normandia, o 2º Exército britânico ainda lutava para tomar Caen, e o 1º Exército americano estava preso na Península de Contentin, em terreno de densas cercas-vivas. A tomada de St. Lô pelos americanos em 18 de julho de 1944 montou o cenário para a Operação Cobra, que foi o pontapé inicial para a ruptura das linhas alemãs em 25 de julho.

Na noite de 27 de julho, elementos do Comando de Combate B da 3ª Divisão Blindada estavam perto de Camprond, num esforço para cortar as unidades alemãs a norte da estrada Coutances-St. Lô. Mais ao sul, elementos da 2ª Divisão Blindada atingiram Notre Dame-de-Cenilly. Em 28 de julho, tanques da 3ª Divisão Blindada se aproximaram de Savigny e Cerisy-la-Salle, e elementos da 2ª Divisão Blindada ameaçaram St. Denis-le-Gast e Lengronne. No dia seguinte, as pontas-de-lança da 3ª Blindada flanquearam Roncey, que estava ao seu sul, e cortaram a estrada Coutances-Lengronne, enquanto unidades avançadas da 2ª Blindada entravam em St. Denis-le-Gast e atingiram Lengronne. O domínio americano dessas duas posições avançadas era frágil – para dizer o mínimo – dado o caos da batalha e o vaivém de territórios ganhos e perdidos. Mesmo que os alemães estivessem agora em plena retirada, eles resistiam tenazmente enquanto recuavam.

Fritz Langanke era um dos soldados alemães que lutaram contra os Aliados com grande determinação durante a retirada. Na época da campanha da Normandia, o veterano de 25 anos, com sete anos de serviço na SS, era um aspirante a oficial na 2ª Divisão Panzer-SS Das Reich. Foi durante seus esforços para tirar seus tanques de dentro do Bolsão de Roncey que ele vivenciou alguns dos mais intensos combates a serviço da Waffen-SS e ganhou o respeito de seus oficiais superiores, que eventualmente o condecorariam com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro.

-Onde o senhor estava no início da Operação Cobra?
-No começo da noite de 28 de julho de 1944 eu estava junto ao meu pelotão de quatro Panthers da 2ª Companhia do Regimento Panzer-SS Das Reich, que estava reforçando o 3º Batalhão do Regimento SS Deutschland – que também era parte da nossa divisão. Os cercos americanos do grosso dessas unidades alemãs que estavam ao norte da principal ruptura americana de St. Lô estavam quase completos. O Bolsão de Roncey estava fechando. Nossa força-tarefa, liderada pelo comandante do 3º Batalhão, Major Helmut Schreiber, foi ordenada a tomar a rota via Cerisy-la-Salle e Notre Dame-de-Cenilly na direção de Percy, onde uma nova linha de defesa estava sendo estabelecida. Muitos fragmentos de divisões de infantaria que estavam posicionadas na área estavam sendo levados junto de nós. Era uma confusão absoluta.

-Ordens sendo ordens, o que o senhor fez?
-Tomei a liderança, e Schreiber sentou-se no meu tanque. As trilhas e estradas estavam entupidas com veículos de todos os tipos. Eventualmente, conseguimos começar o movimento. No lado leste de Notre Dame-de-Cenilly pudemos ouvir o som da batalha. No fim da noite tínhamos atingido Croix-Marie, perto da estrada que levava de Villebaudon a Lengronne. Esse cruzamento já estava bloqueado, e havia troca de tiros. Schreiber ordenou-me que limpasse essa junção para que pudéssemos continuar. Em frente de nós, veículos tinham sido amontoados e bloqueavam a estrada. Todos eles eram carros de manutenção ou de estado-maior; nenhum vinha de unidades de combate. A maioria dos motoristas e tripulações havia deixado seus veículos em pânico. Eu dirigi pela lateral dos veículos e pedi que abrissem espaço para o meu tanque. Mas por mais que eu implorasse, xingasse ou ameaçasse, apenas alguns motoristas obedeciam. Eu empurrei um carro ou um ônibus para o lado aqui e ali, e prossegui vagarosamente. Então haviam dois ou três veículos de rádio abertos bem no meio da estrada, e tive que passar por cima deles. Tendo sido um operador de rádio, eu retirei dois ou três aparelhos de rádio-transmissão de seus chassis e os joguei na traseira de nosso tanque antes de amassar os carros.

-Então o senhor foi capaz de abrir uma passagem?
-Nós atingimos uma área daquela luta desigual e rapidamente afugentamos a infantaria americana para um campo à esquerda. De volta à estrada, fomos atingidos por uma cápsula antitanque e ficamos bastante chocados. O motorista e o operador de rádio gritaram: “Estamos queimando, não conseguimos ver mais nada”. Aqui, pela primeira vez na guerra, experimentamos cápsulas de fósforo. Deve ter sido uma arma rebocada, porque não vi nenhum tanque. Recuamos uns dois metros e fomos para uma pequena trilha lateral. Virando a esquina e fora de vista, passamos com nosso tanque por cima de uma grande quantidade de caixas de munição e outras coisas, apagando o motor. Muitas tentativas foram feitas pelo motorista para religar o motor, todas em vão. Não ousávamos deixar o Panther rolar para frente naquela trilha porque estaríamos indefesos na frente do inimigo. Tínhamos que dar a partida com a manivela, do lado de fora. Eu saltei da torre e pus algumas caixas juntas, para que pudéssemos ficar em cima delas. Coloquei a manivela em um ângulo tal que pudesse forçá-la para baixo com o estômago e puxá-la para cima com os braços. Fiz isso diversas vezes e o mais rápido possível, e finalmente o motor pegou. O medo aumenta suas forças consideravelmente: normalmente são necessários dois homens para essa tarefa. Viramos então a esquina e, disparando o canhão e a metralhadora, eliminamos a arma antitanque. O caminho estava agora livre, e retornamos para a frente da nossa coluna. Tudo aquilo tomou muito tempo, e com a impressão de que não conseguiríamos romper o bloqueio da estrada, Schreiber decidiu dar a volta, virar para oeste e tentar uma rota mais ao sul. Eu pedi a ele que não fizesse isso, apontando os engarrafamentos e o fato de que logo viria o dia e com ele as aeronaves – e então não haveria qualquer tipo de movimento. Ele insistiu, e eu tinha que obedecer, claro. Na próxima esquina, conversamos com o líder de um pequeno grupo de batalha que já tinha travado contato com o inimigo. Ele estava confiante que poderia manter sua posição. Ele era demasiado otimista.

-Ainda estava escuro quando terminaram com isso tudo?
-A noite já tinha acabado, e nos movemos em plena luz do dia. Rapidamente as aeronaves apareceram no céu. Inicialmente estavam ocupadas ao norte e ao sul de nossa posição, e fomos capazes de dirigir por três ou quatro quilômetros pela próxima hora, dessa forma passando St. Martin-de-Cenilly. Então passamos a ser o centro das atenções – após os primeiros ataques, a estrada foi bloqueada de vez. Os aviões podiam então, calmamente, escolher alvo por alvo. Já que não havia qualquer defesa, deve ter sido um passeio para aqueles caras no ar. Para nós no solo foi terrível. Para piorar as coisas, a artilharia começou a bombardear-nos. Nesse ponto tínhamos uma boa capacidade de combate, mas nenhuma chance de usá-la, somente sendo destroçados. Nossa divisão perdeu cerca de dois terços de suas armas e equipamentos no bolsão. Quando tudo acabou à tarde, acho que o mesmo número de veículos que foram destruídos ainda podia se mover. Mas o bloqueio da estrada era completo. Logo antes do primeiro ataque à nossa coluna, atingimos um ponto a 200 metros da estrada Hambye-Roncey perto de Valtolaine. Na nossa frente estava um trator em chamas com uma grande peça de artilharia e alguns veículos bloqueando a estrada. Schreiber saltou do nosso tanque e tentou descobrir o que acontecia à nossa frente. Ele correu pela estrada, mas as tropas americanas tinham estabelecido um bloqueio naquele ponto, e ele não pôde voltar. Dali em diante, o restante dos homens se apoiaria em mim.

-Não havia nenhum outro oficial presente no momento para tomar o comando?
-Sim, mas era uma situação estranha e inesperada. Normalmente, o próximo oficial mais graduado toma o comando, mas dessa vez foi diferente. Aconteceu somente. Alguém tinha que fazer, e eu era o cara em cujo tanque Schreiber vinha sentado.

-Agora que o senhor repentinamente se viu no comando dessa força ad hoc, o que fez?
-Após os primeiros ataques, os transmissores de rádio na traseira do tanque foram incendiados. Eu rapidamente abri a escotilha traseira da torre, me inclinei para fora e tirei as peças em chamas de dentro do veículo. Eu queimei uma das mãos, mas não foi muito. O que foi realmente ruim foi que os aviões viram um tanque deixado para trás, que parecia ainda operacional e com a tripulação lá dentro. Eles então se concentraram em nós. No fim, um número considerável deles estava atacando exclusivamente a nós. O contínuo tracejar das balas por todos os lados da torre era de enlouquecer. Então houve um grande estrondo! No teto da torre havia um buraco, onde um lançador de granadas de fumaça devia estar instalado. Quando esse equipamento não estava disponível, essa abertura era coberta com uma placa redonda presa com quatro rebites. Nós tínhamos esse arranjo. O grande número de impacto de balas rompeu os rebites lançou a placa bem longe. Luz do dia na torre! O carregador e eu tivemos a mesma reação. Pegamos nossos cobertores, os unimos num tipo de cone e os inserimos na abertura para que servisse de tampão. Duas vezes, os impactos das balas o tiraram do lugar, mas com sorte conseguimos colocá-lo no lugar antes que mais balas chovessem sobre nós.

-Pode descrever a cena ao redor do seu tanque?
-Uns 20 ou 30 metros à nossa frente estava um grupo de paraquedistas que tinha sido dizimado no primeiro ataque. Entre aqueles pilotos devia haver alguns tipos muito sádicos. Por vezes sem fim eles metralharam esse grupo, atirando em corpos mortos. Eles voavam pouco acima do nível das árvores, então eles viam todos os detalhes. Vagarosamente os membros foram se soltando, e os intestinos foram cuspidos para fora. É uma das minhas mais terríveis memórias da guerra. Meu artilheiro tinha uma visão de fora do tanque com seu telescópio de mira e seu estreito campo de visão. Esse, infelizmente, estava apontado para esse grupo de soldados mortos. Nesse tremendo stress que tivemos que sofrer, a horrenda visão aumentava a escala, e ele não agüentou. Gritando e xingando, ele queria sair. Por alguns momentos, ele perdeu a razão. Eu puxei minha pistola e coloquei o cano em seu pescoço, gritei para ele e ordenei que parasse de bancar o idiota louco. Ele imediatamente voltou ao normal. Esse homem foi um dos melhores camaradas que eu tive, absolutamente confiável, ousado e imperturbável. Mas tenho certeza de que qualquer homem exposto a tempo suficiente a pressão realmente extrema terá seu momento de fraqueza.

CONTINUA...

Veja também:
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1 , Parte 2
>>Entrevista com Ion Dobran - Parte 1, Parte 2
>>Nota de Falecimento: Ernst Barkmann
>>Entrevista com Ilmari Juutilainen - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3
>>Entrevista com Luigi Gorrini - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Como Superman realmente ajudou os EUA a vencer

Como Superman realmente ajudou os EUA a vencer

Durante a Segunda Guerra Mundial, quase todas as histórias em quadrinhos mudaram para um passo de guerra, com capas de super-heróis dando uma surra nos nazistas e combatendo sabotadores nas páginas internas. Mas pelo menos em um caso, eles fizeram bem mais que isso.

Vê a capa à direita? É a capa de uma edição especial de Superman, baseada no exemplar nº 33 da série regular, que foi produzida para o Exército dos Estados Unidos.

O Exército tinha um problema na época – eles estavam recrutando milhares de homens todo ano, mas muitos deles não tinham qualquer tipo de educação, com grandes quantidades de completos iletrados – que teriam que operar maquinário complexo em tempo recorde. Eles precisavam aprender a ler, e rápido. As tropas também necessitavam de entretenimento barato e portátil, algo que pudessem carregar junto de si pelos campos de batalha da Europa e da Ásia.

Então, com a cooperação da National Periodical Publications – precursora da DC Comics – essa edição foi produzida pelo Departamento de Guerra com diálogos simplificados e balões com palavras. Centenas de milhares de cópias foram distribuídas entre os soldados, ajudando-os a aprender a ler e passar o tempo.

E, claro, cópias desses quadrinhos foram distribuídas para crianças em terras distantes, como gestos de boa vontade.

Um total de 23 edições foi produzido dessa maneira, e essas raras variantes estão entre os primeiros exemplos do uso de quadrinhos para ensinar, não somente entreter.

Então não ficamos surpresos quando um estudo recém-publicado apontou que revistas em quadrinhos podem ser usadas para melhorar a leitura. O governo dos Estados Unidos sabe disso há décadas.

Fonte: ComicMix, 7 de dezembro de 2009.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quantos couraçados afundados em Pearl Harbor?

Quantos couraçados afundados em Pearl Harbor?


Em 7 de dezembro de 1941, porta-aviões japoneses no Pacífico lançaram 353 aeronaves em um ataque-surpresa contra a frota da Marinha Norte-Americana ancorada em Pearl Harbor, causando baixas massivas. Há muitos mitos e histórias cercando essa “data que viverá na infâmia”.

Um fato comumente registrado de forma confusa é o número de couraçados americanos afundados no ataque. Muitas pessoas dizem que todos os oito couraçados estacionados no Havaí foram afundados, no entanto, isso é forçar um pouco a realidade.

Mesmo fontes que parecem ser confiáveis não conseguem entrar em acordo. De acordo com o PearlHarbor.org, três foram afundados, o Naval History & Heritage diz que foram quatro, a National Geographic lista dois como “semi-afundados” e o eSSORTMENT diz que foram cinco.

Então, qual é a verdade?

Todas as fontes citadas concordam que o USS Arizona e o USS West Virginia foram afundados durante o ataque. O Oklahoma, o Utah e o California também são citados.

De acordo com o website oficial do USS Arizona, “a explosão que destruiu o ARIZONA e afundou-o ao longo da Ilha Ford consumiu as vidas de 1.177 dos 1.400 a bordo naquela hora”.

Embora não especificamente utilizando a palavra “afundamento”, o website oficial do USS West Virginia diz que “o West Virginia foi abandonado, deitado horizontalmente no fundo do porto”.

Parte da discordância parece estar na definição da palavra “afundado”. Pearl Harbor é raso, então é impossível que um navio tão grande desapareça completamente abaixo da linha da água. Muitos foram descomissionados após o ataque, mas todos – exceto o Arizona e o Utah – foram restaurados e retornaram à operacionalidade.

Oficialmente, de acordo com a Marinha, três couraçados afundaram naquele dia – o Arizona, o Utah e o Oklahoma.

Fonte: Examiner.com, 7 de dezembro de 2009.

NOTA: Não posso dizer que concordo com essa contagem oficial da US Navy. Eles só levaram em consideração os navios irrecuperáveis. Se formos considerar os navios que foram factualmente afundados no dia - somente salvos depois pela pouca profundidade do porto - teremos cinco: Arizona, West Virginia, California, Oklahoma e Nevada. Utah não era mais um considerado um couraçado na época, e sim um navio-alvo.

Dado semelhante pode ser encontrado no ataque a Taranto, em novembro de 1940: o RN Conte di Cavour é considerado "afundado" no ataque - em águas rasas também - mas foi posteriormente erguido e levado para reparos.

Da mesma forma, no ataque da Decima MAS à Alexandria em dezembro de 1941, foram afundados o HMS Queen Elizabeth e o HMS Valiant - ambos em águas rasas e mais tarde recuperados.

O conceito de "afundamento" é, na minha concepção, referente a romper o casco de um navio e inundá-lo, de forma que não consiga mais manter-se na superfície. O fato de estar ou não em águas rasas - possibilitando sua eventual recuperação - não entra no mérito.

Mas eu gostaria de ouvir suas opiniões. O que acham?

Veja também:
>>Resolvido o mistério do último mini-submarino?
>>Fotos do ataque a Pearl Harbor
>>Réplica em 1/10 do Yamato
>>Nota de Falecimento: Alan "Alfie" Sutton
>>R.N. Roma em 3D
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nota de Falecimento: Luther Smith

Luther H. Smith Jr.
(1920 - 09/12/2009)

Faleceu no último dia 9 de dezembro na Filadélfia, de causas naturais aos 88 anos de idade, o veterano Tuskegee Primeiro-Tenente Luther H. Smith Jr.

Nascido em Des Moines, Iowa, Smith e seu irmão Henry alistaram-se no Corpo Aéreo do Exército em um programa para treinamento de pilotos civis. Com o ataque japonês a Pearl Harbor e a declaração de guerra dos Estados Unidos às potências do Eixo, o Alto-Comando do Exército teve - com algum contragosto - que ampliar o treinamento de pilotos negros, formando o 332º Grupo de Caça, popularmente conhecido como "Tuskegee Airmen". A unidade, sob comando do Coronel Benjamin O. Davis Jr. foi enviada para o Marrocos em novembro de 1942, participando as operações no Norte da África e da Sicília.

Na primavera de 1944, o 332º Grupo foi transferido para o aeródromo italiano de Ramitelli, na costa do Adriático, sendo reequipados com o P-51 Mustang. Luther iniciou seu segundo tour operacional, voando missões de escolta dos bombardeiros da 15ª Força Aérea sobre a Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria e Polônia. Segundo ele, "esse foi o verdadeiro início da igualdade racial, quando os tripulantes brancos dos bombardeiros perceberam que esses caras que os protegiam eram tão bons quanto quaisquer outros, porque conseguiam cumprir suas missões com sucesso". Numa missão sobre o sul da França, um Messerschmitt 109 penetrou a formação de bombardeiros que Smith estava protegendo, e ele aproximou-se com seu Mustang. "Quando me coloquei ao lado dele, pude ver que era apenas um garoto. Ele não usava máscara de oxigênio, então pude ver sua face - parecia ter uns 16 ou 17 anos. Eu não podia acreditar que estava ali prestes a derrubar alguém que era apenas uma criança. Mas eu tinha um trabalho a fazer e disse 'Bem, tenho que derrubar esse avião'. Atirei e ele foi abaixo".

Luther Smith havia completado 132 missões bem-sucedidas - derrubando dois inimigos e destruindo 10 aeronaves no solo - na sexta-feira 13 de outubro de 1944. Naquele dia ele atacou uma composição ferroviária que explodiu bem em frente ao seu Mustang, danificando a aeronave e forçando-o a saltar perto de Balaton, na Hungria. Contudo, seu pé ficou preso e ele feriu-se gravemente ao saltar. Tirado de uma árvore por soldados alemães, ele passou por uma complicada cirurgia num hospital alemão, passando os próximos sete meses num campo de prisioneiros. A certa altura, um oficial da SS sentou-se ao lado da sua cama e perguntou-lhe: "Você voluntariou-se para lutar por um país que lincha seu povo. Por quê?" Smith respondeu que estava orgulhoso em servir seu país.

Ele permaneceu na Força Aérea até 1947, e em seguida conseguiu formar-se em engenharia aeroespacial na Universidade do Iowa. Ele teve uma longa carreira de 37 anos na General Electric Co. Luther Smith compareceu à cerimônia de posse do presidente Barack Obama em janeiro de 2009, e veio a falecer no hospital Bryn Mawr, num subúrbio da Filadélfia, após um longo período de saúde frágil. Ele deixa esposa e dois filhos.

Luther Smith e um P-51C na Base Aérea de Des Moines, Iowa, em 2002.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Carl Luksic
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Nota de Falecimento: Dale Karger
>>Os africanos que lutaram na Segunda Guerra
>>Donald "Don" Blakeslee
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Code Talker reconta suas experiências para estudantes

Code Talker reconta suas experiências para estudantes

Estudantes da escola básica de Santa Ridge, Califórnia, ganharam um mergulho em uma parte única da Segunda Guerra Mundial.

Samuel Tsosie, 84, foi um dos 400 membros da tribo indígena Navajo que serviram como comunicadores especiais dos Fuzileiros Navais no Teatro do Pacífico.

Chamados “Code Talkers”, eles enganaram a inteligência japonesa ao longo dos anos decisivos da guerra com um código derivado de sua própria língua nativa. O código nunca foi quebrado.

Vestido em seu uniforme militar com uma gravata Navajo e um colar tribal, Tsosie sentou à frente do auditório com sua filha Loretta, próximo a uma mesa cheia de fotos, livros e lembranças, incluindo um boneco G.I. Joe Navajo.

Cerca de 75 alunos foram enviados ao auditório para ouvir Tsosie recontar histórias de seus dias no Corpo de Fuzileiros Navais. Menos de 100 Code Talkers ainda estão vivos, e pelo menos cinco falecerem nos últimos três meses.

A palestra na escola foi realmente muito boa”, disse Dave Gordon, diretor da escola. “Alguns estudantes estão decepcionados por tê-la perdido”.

Quando tinha 16 anos, Tsosie mentiu para o recrutador sobre sua idade e forjou a assinatura da mãe para alistar-se, para consternação dos estudantes.

Quando você decide fazer algo, não importa, você faz o que é preciso”, disse Tsosie, que gosta de falar para grupos. “Eu simplesmente queria me alistar”.

Muitos dos Navajos eram atiradores exímios porque tinham praticado atirando em coiotes na reserva, disse Tsosie.

Ele tornou-se um operador de rádio antes de se juntar aos Code Talkers. Usando centenas de termos Navajo, eles podiam se comunicar mais rápido do que ao usar máquinas de cifras.

Tsosie disse que os Code Talkers usavam termos Navajo que eram associados aos respectivos termos militares que se assemelhavam. Dessa forma, eles se comunicaram de forma que mesmo um Navajo não-iniciado não entenderia.

Para a palavra ‘granada’, nós usávamos a palavra batata. Para ‘avião’ usávamos pássaro”, disse Tsosie, que divide seu tempo entre o Arizona e Salt Lake City, onde mora sua filha.

Durante seu serviço, Tsosie viajou para locais como Austrália e China. Após a guerra, ele trabalhou por 40 anos no serviço de saúde pública e aposentou-se em 1985. Quatro dos seus filhos serviram nas forças armadas.

Ele não vê o papel dos Code Talkers como algo especial. “Eu estava apenas fazendo meu trabalho”, disse.

Como o número de Code Talkers está diminuindo, existe uma campanha para arrecadar fundos para construir um museu e um centro de veteranos no Novo México.

Fonte: Standard NET, 3 de dezembro de 2009.

Veja também:
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>>Jefferson DeBlanc
>>Nota de Falecimento: James Swett
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Elza Cansanção Medeiros

Elza Cansanção Medeiros
2º Tenente
(1921 - 2009)

Elza Cansanção Medeiros nasceu no dia 21 de outubro de 1921 na cidade do Rio de Janeiro. Era filha de pais alagoanos, sendo seu pai o médico sanitarista Tadeu de Araújo Medeiros – que fora auxiliar do Dr. Oswaldo Cruz na campanha contra a febre amarela. Ainda muito jovem aprendeu a atirar e começou a dominar idiomas estrangeiros, especialmente o inglês. Perdeu seu irmão mais velho, vítima de um derrame cerebral aos 17 anos de idade e, portanto, sentia que tinha a obrigação de representar a família na defesa da pátria.

Em 1942, Elza ingressou em um curso de enfermagem das Samaritanas da Cruz Vermelha, concluindo-o um ano depois. Com a declaração de guerra do Brasil à Alemanha e Itália em agosto de 1942, Elza iniciou suas tentativas de entrar efetivamente para o esforço de guerra. Como as Forças Armadas brasileiras não permitiam mulheres em seu efetivo, Elza contentou-se em tentar embarcar como enfermeira, e dessa forma tornou-se a primeira voluntária brasileira a se apresentar para a Segunda Guerra Mundial, em 18 de abril de 1943.

O Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército foi criado em 13 de dezembro de 1943, e devido à falta de efetivo, foi iniciada a primeira turma do Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército. Elza fez parte desta primeira turma, cujo treinamento levou quatro semanas, entre medicina, treinamento físico, línguas estrangeiras e legislação militar. Em 25 de março de 1944, Elza graduou-se em primeiro lugar na turma, junto com as colegas Maria do Carmo Correa e Castro e Berta Moraes.

Devido a um acordo prévio com o General Souza Ferreira, Elza foi a primeira enfermeira a embarcar para a Itália, no dia 9 de julho de 1944, junto ao Destacamento Precursor de Saúde. Durante a escala em Argel, Elza e as outras enfermeiras do Destacamento Precursor ouviram na rádio os alemães anunciarem a “chegada das enfermeiras brasileiras”, dando sua localização, seu destino e seus nomes – delatando o descuido com o sigilo de informações e a pujança do sistema de espionagem do Eixo no Brasil.

Chegando à Nápoles no dia 15 de julho, Elza e suas colegas tiveram a missão de receber os cinco mil homens do 1º Escalão da FEB, que desembarcavam do USS General Mann. Designadas para o 45º Hospital de Campo, as enfermeiras brasileiras travaram o primeiro contato com os feridos de guerra e com o corpo médico norte-americano. Por sua habilidade como intérprete, Elza era constantemente requeridas nas diversas alas do hospital.

Contudo, um problema apareceu. As brasileiras eram enquadradas como Enfermeiras de 3ª Classe, o que não é uma patente militar. Além de serem alvos freqüentes de humilhações por parte de suas colegas norte-americanas – que eram todas oficiais – elas não podiam freqüentar a cantina dos oficiais e nem o refeitório dos praças, pois não pertenciam a nenhuma das categorias. Elza então levou o problema ao General Mascarenhas de Morais, comandante da Força Expedicionária Brasileira, que tratou de encontrar uma brecha na legislação para enquadrá-las como oficiais. Dessa forma, todas as enfermeiras brasileiras que chegaram à Itália foram imediatamente elevadas ao posto de 2º Tenente.

Elza pediu então sua transferência para um hospital no front, sendo atendida e transferida para o 38º Hospital de Evacuação em Santa Luce, 30 km a sudeste de Pisa. No entanto, pouco tempo depois o hospital teve de era abandonado devido a uma enchente, provocada pela detonação das represas do rio Arno pelos alemães. Ela seguiu então para o 16º Hospital de Evacuação, localizado em Pistoia, e bem próximo da linha de frente. Lá, Elza tratou tanto de Aliados quanto de alemães, que ela julgou serem pacientes muito mais fáceis de tratar do que os brasileiros.

O 7º Hospital de Campo, em Livorno, era a maior e mais equipada unidade hospitalar daquele setor do teatro de operações, e também era o que tinha o maior contingente médico brasileiro. Devido à situação disciplinar alarmante no hospital, o Coronel Generoso Ponce, Sub-Chefe da unidade, designou Elza Medeiros para assumir a coordenação em 29 de novembro de 1944, como enfermeira-chefe. Ela então iniciou um duro trabalho de conciliação entre brasileiras e norte-americanas, atenuando as diferenças lingüísticas e estabilizando o relacionamento entre o corpo médico.

O trabalho foi, entretanto, muito exigente para Elza, e ela pediu transferência, sendo designada oficial de ligação no 45º Hospital Geral a partir de 18 de abril de 1945. Com o fim da guerra em 8 de maio, ela pediu seu repatriamento e, em 11 de junho, embarcou para o Brasil.

Ao chegar, foi desligada do serviço ativo em 14 de julho de 1945. Poucos dias depois, Mascarenhas promoveu-a a Enfermeira de 1ª Classe. Elza então trabalhou para o serviço médico do Banco do Brasil, e escreveu seu primeiro livro, “Nas Barbas do Tedesco”, em 1955. Em junho de 1957, uma lei federal permitiu que as enfermeiras voluntárias da FEB voltassem ao serviço ativo, e Elza foi enquadrada na Diretoria Geral de Saúde do Exército, sendo promovida a 1º Tenente em 25 de agosto de 1962.

Em 1965, passa a trabalhar para o Serviço Nacional de Informações, e em 1966 vai para a Policlínica Central do Exército. Elza passou para a reserva em 12 de abril de 1976 na patente de Major.

Ela escreveu ainda mais dois livros sobre a guerra, e construiu um acervo de mais de 5.000 fotografias do conflito. Organizou também o Museu da Segunda Guerra Mundial em Maceió, recebendo o título de cidadã honorária da cidade em 1982 – e recentemente ganhou um busto de bronze na instituição. Em abril de 2007, tornou-se membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. A Major Elza era uma figura conhecida e querida, sempre presente em eventos e desfiles militares.

Era a decana das mulheres militares do Brasil, e também mais condecorada brasileira da história, com 36 medalhas. A Major Elza Cansanção Medeiros faleceu no Rio de Janeiro, aos 88 anos de idade, no dia 8 de dezembro de 2009, de complicações após uma fratura no fêmur.

Major Elza falando sobre sua experiência de guerra:


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>>Nota de Falecimento: Diana Barnato Walker
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Polêmica sobre os restos de Hitler na Rússia

Polêmica sobre os restos de Hitler na Rússia


Dentro da Lubyanka, quartel-general da polícia secreta russa, está um fragmento preservado da mandíbula de Hitler, mantido como troféu da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha Nazista. Um fragmento de crânio com uma marca de bala está nos Arquivos Nacionais.

Então, quando os pesquisadores americanos disseram que testes de DNA mostraram que o crânio é de uma mulher, eles desafiaram um antigo conto da caça pelos restos de Hitler. O arquivista chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB) insistiu que os ossos são genuínos e explicou como a KGB destruiu quase todos os traços do corpo do ditador.

O Tenente-General Vasily Khristoforov disse que os restos do ditador foram incinerados em 1970, e as cinzas foram jogados num rio da Alemanha Oriental.

Agentes sob as ordens do chefe da KGB, Yuri Andropov, exumaram de uma tumba os restos de Hitler, Eva Braun e a família de seu ministro Joseph Goebbels. Os oficiais removeram os restos do local do enterro na base soviética de Magdeburg – e Andropov escreveu aos chefes do partido comunista recomendando a destruição dos corpos após a decisão de passar o controle da base para a Alemanha Oriental.

Em 1970, Andropov compilou um relatório declarando que “os restos foram queimados numa área vaga perto de Schönebeck, a 11 quilômetros de Magdeburg, reduzidos a cinzas, juntados e jogados no rio Biederitz” – ou no rio Ehle perto do subúrbio de Biederitz ou no Biederitz See.

O General Khristoforov disse que os restos de Hitler foram destruídos para evitar que sua tumba se tornasse um santuário nazista. “Não valia a pena deixar qualquer material que pudesse fazer surgir um culto de adoração... Há pessoas que professam a ideologia fascista, infelizmente até na Rússia”.

Os restos de Hitler chegaram a Magdeburg no começo de 1946 após trocar de local por oito meses. Os corpos de Hitler e Braun foram pobremente queimados em 30 de abril de 1945, na saída de seu bunker em Berlim. Ele havia mordido uma cápsula de cianeto e atirado contra a têmpora.

Quando o Exército Vermelho chegou ao bunker, encontraram os dois corpos ao lado dos corpos de Goebbels e sua esposa. A princípio houve dúvida da autenticidade do cadáver de Hitler – foi transportado para um hospital de campo em Berlim para análises.

Os registros dentários de Hitler foram localizados, e estilhaços de vidro encontrados em sua mandíbula sugeriram que ele havia mordido uma cápsula de veneno. O primeiro relatório não faz menção ao ferimento de bala, talvez porque os oficiais soviéticos não queriam enfurecer Stalin sugerindo que Hitler havia tido uma “morte de herói”. Nesse meio tempo, testemunhas do bunker diziam aos seus interrogadores que Hitler tinha mesmo atirado contra si.

Os relatórios dúbios confundiram Stalin. Enquanto a incerteza pairasse, a agência contra-inteligência Smersh e o NKVD disputariam os restos do ditador. Toda vez que o Smersh se movia, Hitler ia junto – enterrado numa floresta nas cercanias de Berlim, depois em Rathenow, e então quando um comitê de investigação foi montado, ele foi levado para Magdeburg.

A mandíbula de Hitler e o fragmento do seu crânio foram mandados para o Kremlin. O restante foi mantido em Magdeburg até que fosse decidido entregar a instalação ao controle da Alemanha Oriental.

O General Khristoforov insistiu que o FSB não tem razão para questionar a autenticidade dos fragmentos de crânio em sua posse. Em setembro de 2009, professores da Universidade de Connecticut disseram que amostras de DNA mostraram que o crânio provinha de uma mulher com idade aproximada de 40 anos.

Khristoforov disse: “A mandíbula de Hitler está nos arquivos do FSB, e o fragmento de crânio está nos Arquivos Nacionais. Esses materiais são as únicas evidências documentais da morte dele”. Ele não ofereceu nenhuma prova de DNA. A mandíbula nunca foi vista em público.

Fonte: The Times, 9 de dezembro de 2009.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Resolvido o mistério do último mini-submarino?

Resolvido o mistério do último mini-submarino?


Pesquisadores acreditam ter encontrado os restos de um mini-submarino japonês que provavelmente atacou couraçados americanos em 7 de dezembro de 1941.

Os restos de um mini-submarino japonês que participou do ataque a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 foram encontrados, de acordo com pesquisadores. O achado oferece evidência que o submarino disparou seus torpedos na Linha dos Couraçados, resolvendo uma antiga disputa entre historiadores.

Cinco mini-submarinos participaram do ataque, mas quatro afundados, destruídos ou atolaram, sem constituir um fator no ataque. O destino do quinto permanece um mistério. Mas uma variedade de novas evidências sugere que o quinto disparou seus dois torpedos de 400 kg, provavelmente contra os couraçados USS West Virginia e USS Oklahoma – virando este último. Um dia depois, pensam os pesquisadores, a tripulação afundou o submarino nas cercanias de West Loch.

Neste local também aconteceu um desastre em 1944, no qual seis navios-tanque preparados para a invasão de Saipan foram destruídos numa explosão de munição que matou 200 marinheiros e feriu centenas mais. Quando a Marinha afundou o que restava dos navios para proteger o segredo da invasão, acabou fazendo-o por cima do mini-submarino.

Não é sempre que um historiador tem a chance de reescrever a história”, disse o historiador marinho Parks Stephenson, que juntou evidências do caso. “O Oklahoma virando de ponta cabeça foi o segundo evento mais icônico do ataque. Se um dos mini-submarinos conseguiu, em 1941, entrar no porto e atingir um couraçado, quem sabe o que conseguiria fazer hoje. O Irã e a Coreia do Norte estão construindo-os. É muito preocupante”.

Três peças do submarino foram encontradas durantes mergulhos de rotina entre 1994 e 2001 por Terry Kerby, chefe do Laboratório de Pesquisas Submarinas do Havaí. Contudo, Kerby e os outros pensaram se tratar de um troféu de guerra que fora capturado em Guadalcanal ou outro lugar, trazido para o Havaí e afundado.

Stephenson envolveu-se na pesquisa em 2007 porque estava procurando o quinto mini-submarino japonês.

Às 22:41 de 8 de dezembro de 1941, um tripulante do submarino I-16 recebeu uma mensagem de rádio do mini-submarino anunciando o sucesso de sua missão. Isso indicou a Stephenson que o mini-submarino tinha encontrado um lugar calmo no porto e escondeu-se até a noite seguinte, antes de subir e enviar a mensagem. Os tripulantes então teriam afundado o barco, pois não teriam conseguido sair do porto.

Um mergulhador que estava procurando o submarino mandou fotos do achado para Stephenson. “Assim que vi a proa com o característico cortador de redes, eu sabia que tinha encontrado o quinto mini-submarino”, disse. A Marinha Japonesa desenvolveu cortadores de rede para missões especificas, e o encontrado nos destroços é idêntico aos dos outros mini-submarinos.

Nenhum torpedo foi encontrado nos destroços, sugerindo que não estavam presentes no ato do afundamento. Uma recém-divulgada foto tirada por um avião japonês durante o ataque parece mostrar um mini-submarino disparando um torpedo na Linha dos Couraçados. Um relatório do Almirante Chester Nimitz ao Congresso em 1942 descreve um torpedo de 400 kg encontrado intacto após a batalha. É duas vezes maior que o carregado pelos aviões torpedeiros. Esse torpedo falho aparentemente atingiu o West Virginia.

Um exame dos destroços do Oklahoma mostra que o navio teve danos subaquáticos muito maiores que o provocado por um torpedo aéreo. Somente uma explosão subaquática poderia tê-lo virado, disse Stephenson. “Do contrário, ele apenas teria assentado no fundo”, como os outros navios afundados.

A maior parte dos destroços está presa junto com os navios afundados em 1944, então os pesquisadores não sabem se a tripulação ficou presa lá dentro. Contudo, um mapa tirado de um dos mini-submarinos mostra a localização de uma casa segura em Pearl City, Havaí, sugerindo que a tripulação pode ter afundado o submarino e escapado.

Fonte: Los Angeles Times, 7 de dezembro de 2009.

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