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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Auschwitz tem número recorde de visitantes em 2009


Auschwitz tem número recorde de visitantes em 2009


Apesar da crise econômica, o antigo campo de extermínio nazista foi visitado por 1,3 milhão de pessoas, 100.000 a mais do que o recorde conseguido em 2007.

O interesse internacional no mais importante símbolo do Holocausto, Auschwitz-Birkenau, é maior do que nunca. De acordo com a assessoria de imprensa do memorial, 1,3 milhão de pessoas de todo o mundo visitaram o antigo campo de extermínio no ano passado – um recorde na história de 62 anos do memorial. O número de visitantes é cerca de 100.000 acima do antigo recorde de 1,22 milhão em 2007.

A vasta maioria dos visitantes, 821.000, são jovens, dos quais 600.000 são poloneses, onde a visita ao campo é obrigatória aos estudantes. Comparado a 2008, o número de jovens visitantes de todo o mundo cresceu em 120.000 – o que o diretor do museu, Piotr Cywinski, considerou um prazeroso desenvolvimento.

A importância deste lugar para a história mundial não pode ser subestimada”, ele disse. “A Europa de hoje não pode ser entendida sem um estudo a fundo de Auschwitz”.

É, ele acrescenta, impossível entender a responsabilidade de alguém sem escutar as histórias de vítimas do Holocausto. “Dessa forma, estou muito feliz com o aumento de jovens visitantes. O futuro do mundo está nas mãos deles”.

Os cinco países que mais mandaram visitantes são Polônia, Inglaterra, Itália, Israel e Alemanha. Também foi notado um aumento de 18.000 turistas israelenses em 2009.

Contudo, foi notado que menos turistas norte-americanos apareceram, possivelmente por causa da crise econômica, e a depreciação do dólar, enquanto que o número de visitantes asiáticos aumentou bastante.

No entanto, há quem diga que o memorial usa métodos “questionáveis” para alcançar esses números. Até mesmo o roubo da famosa placa “Arbeit macht frei”, que atingiu as manchetes no fim do ano passado, contribuiu para aumentar as visitas.

Em dezembro de 2009 a placa foi roubada do portão frontal. Logo após, cinco homens foram presos. A placa, que foi encontrada dois dias depois do roubo cortada em três pedaços, se destinaria a um colecionador britânico de objetos nazistas, que havia contratado um grupo de neonazistas suecos para roubá-la.

Contudo, foram apontadas discrepâncias e contradições nos depoimentos de autoridades polonesas, o que jogou dúvidas sobre as investigações. Há sugestões de que toda a ação tenha sido, na verdade, um ato de “publicidade” para atrair atenção para o museu, provar para o mundo os perigos a que Auschwitz está exposto e ampliar o apoio à atual campanha de levantamento de fundos lançada em 18 de dezembro – quando o governo alemão decidiu destinar 60 milhões de euros para preservar os dormitórios, as câmaras de gás e outras evidências dos crimes de guerra nazistas.

Fonte: Ynetnews, 6 de janeiro de 2010.

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