(06/09/1919 - 27/01/2010)
Faleceu no último dia 27 de janeiro em Nova Iorque, EUA, de causas naturais aos 90 anos de idade, o único ás negro da Segunda Guerra Mundial, Tenente-Coronel Lee Andrew Archer, Jr.
Nascido em Yonkers, sua família rapidamente se mudou para o Harlem, em Nova Iorque. Desde pequeno, Archer lia revistas em quadrinhos sobre os combates aéreos do Barão Vermelho durante a Primeira Guerra Mundial, e alimentava o sonho de se tornar piloto militar. Ele ingressou na Universidade de Nova Iorque, mas logo abandonou-a para tentar a carreira no Corpo Aéreo do Exército. Rejeitado para o treinamento de pilotagem em 1941, ele tornou-se um infante e depois sinaleiro. Na época, o Exército não aceitava negros para o treinamento de voo, contudo, após uma intervenção da primeira-dama Eleanor Roosevelt, decidiu-se criar uma unidade de pilotos negros, que seriam treinados em Tuskegee, Alabama. Archer voluntariou-se novamente para o treinamento e foi aceito em dezembro de 1942. Graduado com honras em julho de 1943, ele foi comissionado Segundo-Tenente.
Designado para o 302º Esquadrão do 332º Grupo de Caça - os "Tuskegee Airmen" - Archer inicialmente pilotou o P-39 Airacobra em missões de apoio terrestre na Itália, antes que o grupo fizesse a conversão para o P-51 Mustang em meados de 1944. Na nova tarefa de escolta de bombardeiros, os "Red Tails" (o grupo pintara as caudas de seus caças inteiramente de vermelho) se mostraram exímios aviadores. Em 18 de julho de 1944, em uma missão de escolta de B-24s sobre o sul da Alemanha, a formação foi interceptada por um enxame de Messerschmitts Me 109. No combate que se seguiu, onze caças alemães foram derrubados; Archer derrubou um e imediatamente avistou outro. Quando aproximou-se para engajar o caça, seu colega Freddie Hutchins o seguiu. Archer abriu fogo contra o Me 109, danificando pesadamente a aeronave, que começou a cair lentamente. Foi quando Hutchins também disparou contra o caça, "terminando o serviço". Isso acabou fazendo com que 0,5 vitória fosse dada a cada piloto.*
Em agosto, durante uma missão de ataque ao solo, ele destruiu seis aeronaves estacionadas num aeródromo inimigo. Em 22 de outubro, voando com seu P-51C "Ina The Macon Belle" (em homenagem à sua esposa Ina Burdell Archer) sobre Lago Balaton, na Hungria, Archer avistou um Heinkel He 111 e iniciou a perseguição, quando deu de frente com 7 Messerschmitts. Mostrando toda a sua habilidade e agressividade, Archer abateu três dos caças inimigos. Embora seu total oficial emitido pela USAF seja de 4,5 vitórias aéreas confirmadas - um resultado contestado por muitos, inclusive pelo próprio Archer - ele é considerado o único ás negro da Segunda Guerra Mundial, e muitas fontes lhe conferem as 5 vitórias completas. Completando 169 missões de combate, ele foi condecorado com a Distinguished Flying Cross, Air Medal e Distinguished Unit Citation.
Após a guerra, ele continuou na Força Aérea até aposentar-se como Tenente-Coronel em 1970. Depois disso, foi trabalhar na General Foods, tornando-se um dos primeiros vice-presidentes corporativos negros em uma grande empresa americana. Em 1987 ele fundou uma firma de gerenciamento. Viúvo desde 1996, Lee Archer deixa três filhos e uma filha.
Os ases do P-51 Major-General Donald Strait (13,5 vitórias) e Tenente-Coronel Lee Archer em setembro de 2006.
*NOTA: No vídeo abaixo o Coronel Archer diz que o próprio Freddie Hutchins admitiu que não atirou contra o Messerschmitt em questão. Ao que parece (e ele alega), houve um caso de resistência dentro da USAF em admitir um ás negro.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Luther Smith
>>Os africanos que lutaram na Segunda Guerra
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
>>Liberação de Paris foi feita uma "vitória branca"
>>Trailer: Miracle at St. Anna
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2 comentários:
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4,5 vitórias
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