Ocupação americana censurou ex-membros da Unidade 731

Um documento recentemente veio a público mostrando uma ordem das autoridades de ocupação norte-americanas para censurar o correio de antigos membros da Unidade 731, a unidade do Exército Imperial Japonês que conduziu experimentos de guerra bacteriológica em pessoas, disse um historiador de Tóquio.
O documento, marcado como “sigiloso”, foi descoberto por Taketoshi Yamamoto, professor de história da mídia na Universidade de Waseda, em Tóquio, em um arquivo de microfilmes da Biblioteca Nacional do Congresso.
O documento foi enviado pelo Exército dos Estados Unidos para o escritório de censura da ocupação norte-americana em 15 de fevereiro de 1946.
Lá estão listados os nomes e endereços de 12 japoneses cujo correio deveria ser censurado, incluindo o antigo comandante da Unidade 731 Tenente-General Shiro Ishii, e Kanji Ishihara, antigo oficial do Exército que tinha planejado o Incidente da Manchúria em 1931.
Também lista os nomes de nove ex-membros da Unidade 731 com formação em medicina, cujos endereços não eram conhecidos pelas autoridades. Eles trabalharam em instalações da notória unidade.
De acordo com Yamamoto, o governo americano garantiu imunidade aos antigos membros da Unidade 731 em troca de dados sobre guerra bacteriológica, incluindo informações sobre experimentos em seres humanos.
“A censura pode ter sido necessária para os EUA darem imunidade à Unidade 731, checando se estariam planejando algum tipo de retaliação contra os Estados Unidos ou não”, disse Yamamoto.
“Poucas listas de pessoas observadas [pela ocupação] restam hoje. Este é um material precioso, que mostra que os Estados Unidos secretamente conduziram uma operação de censura”, comentou.
Uma mensagem ordenando a destruição do documento ainda pode ser vista no canto do papel.
A Unidade 731, formada em 1936, era baseada nos arredores de Harbin, no nordeste da China. A unidade secretamente estudou e desenvolveu armas bacteriológicas conduzindo testes em prisioneiros chineses e russos. O número de vítimas pode ter passado de 3.000.
A Unidade 731 espalhou o bacilo da peste durante a guerra com a China e planejou em vão um ataque contra os Estados Unidos nos últimos estágios da Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, a unidade explodiu a maioria das suas instalações numa tentativa de destruir as evidências de suas armas e experimentos.
Fonte: The Japan Times, 10 de fevereiro de 2010.
O documento, marcado como “sigiloso”, foi descoberto por Taketoshi Yamamoto, professor de história da mídia na Universidade de Waseda, em Tóquio, em um arquivo de microfilmes da Biblioteca Nacional do Congresso.
O documento foi enviado pelo Exército dos Estados Unidos para o escritório de censura da ocupação norte-americana em 15 de fevereiro de 1946.
Lá estão listados os nomes e endereços de 12 japoneses cujo correio deveria ser censurado, incluindo o antigo comandante da Unidade 731 Tenente-General Shiro Ishii, e Kanji Ishihara, antigo oficial do Exército que tinha planejado o Incidente da Manchúria em 1931.
Também lista os nomes de nove ex-membros da Unidade 731 com formação em medicina, cujos endereços não eram conhecidos pelas autoridades. Eles trabalharam em instalações da notória unidade.
De acordo com Yamamoto, o governo americano garantiu imunidade aos antigos membros da Unidade 731 em troca de dados sobre guerra bacteriológica, incluindo informações sobre experimentos em seres humanos.
“A censura pode ter sido necessária para os EUA darem imunidade à Unidade 731, checando se estariam planejando algum tipo de retaliação contra os Estados Unidos ou não”, disse Yamamoto.
“Poucas listas de pessoas observadas [pela ocupação] restam hoje. Este é um material precioso, que mostra que os Estados Unidos secretamente conduziram uma operação de censura”, comentou.
Uma mensagem ordenando a destruição do documento ainda pode ser vista no canto do papel.
A Unidade 731, formada em 1936, era baseada nos arredores de Harbin, no nordeste da China. A unidade secretamente estudou e desenvolveu armas bacteriológicas conduzindo testes em prisioneiros chineses e russos. O número de vítimas pode ter passado de 3.000.
A Unidade 731 espalhou o bacilo da peste durante a guerra com a China e planejou em vão um ataque contra os Estados Unidos nos últimos estágios da Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, a unidade explodiu a maioria das suas instalações numa tentativa de destruir as evidências de suas armas e experimentos.
Fonte: The Japan Times, 10 de fevereiro de 2010.
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