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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reencenação da Batalha das Ardenas acontece no frio


Reencenação da Batalha das Ardenas acontece no frio


O som de metralhadoras ecoou através do vale enquanto o termômetro teimava em não subir acima dos 10 graus no sábado, 30 de janeiro de 2010.

Homens em uniformes caiam no solo. Já que não havia sangue para marcar os feridos, os espectadores das duas reencenações da Batalha das Ardenas tiveram que assistir com atenção para ver os capacetes de quem estavam no chão, ao invés de sobre suas cabeças. Nessa reencenação, este era o sinal de que tinha sido ferido.

A batalha – este ano celebra os 65 anos da última grande ofensiva nazista contra os Aliados – é apresentada anualmente pelos historiadores da World War II Federation.

Entre meados de dezembro de 1944 até janeiro de 1945, mais de um milhão de tropas se envolveram nessa batalha histórica, que se estendeu pela Bélgica, França e Luxemburgo antes dos Aliados finalmente conseguirem a vitória.

E desta forma foi a reencenação do dia 30/01. Ambos os lados “perderam” muitos homens antes da vitória ser declarada.

Por mais realistas que fossem o frio e o som das armas, não há maneira adequada de reproduzir o que realmente aconteceu naquele longínquo campo de batalha da guerra, de acordo com Alex Kisse, 85. Kisse sabe. Ele lutou na verdadeira Batalha das Ardenas.

Nós perdemos um monte de homens”, disse Kisse, membro da 28ª Divisão de Infantaria. “Todos que estavam lá, todos que estavam no front, ninguém fala disso. Nós que estávamos lá, queremos focar somente nas horas boas”.

Te conto isso. 99% do tempo, quando as pessoas falam das batalhas nas quais estiveram, elas não estavam na linha de frente. Estavam alguns quilômetros atrás, nas linhas de suprimento, ou escutaram de alguém que esteve lá. O resto de nós não fala sobre isso”.

Como um lembrete do quão sangrenta foi a Batalha das Ardenas, membros do grupo de reencenação também montaram um hospital de campo alemão para demonstrar o tratamento dos feridos de guerra. Médicos e enfermeiras alemãs, todos voluntários, trabalharam o tempo todo para salvar os soldados feridos.

O hospital de campo sofria de sérias deficiências. Poucas luvas estavam disponíveis para os cirurgiões; geralmente, eles simplesmente lavavam as mãos entre cirurgias. O anestésico mais comum era éter, e já que o desenvolvimento da penicilina ainda estava no futuro, os médicos usavam sulfa para evitar infecções. A morfina era usada para aliviar a dor. Mesmo assim, a maioria dos soldados que eram tratados em hospitais de campo sobreviveram às feridas e prosseguiam seu caminho.

Membros do grupo histórico também demonstraram outras facetas da batalha.

George Hobbs era um dos poucos que tinham um emprego aquecido naquele dia: atender na cozinha de campo. Membro da seção Grossdeutschland do grupo, Hobbs cozinhou e limpou os itens da cozinha de campo alemã. Visto que o Exército Alemão raramente tinha rações preparadas – em contraste com os Aliados – os cozinheiros tinham que preparar refeições no campo.

A cozinha de campo inclui uma grande panela de pressão, que tipicamente continha um guisado com qualquer tipo de carne disponível. Um fogão a parte era usado para fritar ou grelhar comida.

A cozinha também um galão de água quente que era usado para fazer café ou água para esterilizar equipamento cirúrgico. Normalmente o fogo era alimentado por madeira.

Além das reencenações educacionais, comerciantes venderam itens de militaria e réplicas.

Fonte: LDNews, 30 de janeiro de 2009.

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