Voando num Junkers 52!

Meu amigo Thomas Rübmann, de Stuttgart, recentemente tirou uma semana de férias para esquiar na Suíça. Grande entusiasta da aviação da Segunda Guerra, Thomas também é um excelente fotógrafo (a foto do Focke-Wulf que ilustra o cabeçalho da Sala de Guerra neste mês é dele), e fez um relato de como é voar em um autêntico Junkers Ju 52 sobre os Alpes. Essa é com certeza uma aventura que eu também ainda quero realizar! No ano passado eu vi um Ju 52 voando sobre Bad Honnef e o Reno, e foi maravilhoso só de vê-lo. Imagine como deve ser estar lá dentro!
“Você pode voar com o Ju 52 de um bocado de aeroportos na Alemanha. A Ju Air tem 4 Ju 52 operacionais, bem como um DC-3. Eu lhe falei sobre um grande show aéreo que acontece perto de Stuttgart – lá, os quatro estavam voando juntos com outro da França e o Ju 52 da Lufthansa. Ao todo 6 Jus.
Eu fui de carro até a Suíça, para a cidade de Dübendorf. Esse aeroporto é a base da Ju Air e dos 4 Jus. Dübendorf é o mais antigo aeródromo da Força Aérea Suíça.
Eu levei duas horas para chegar lá de carro. O link para o website deles é: http://www.airforcecenter.ch/
Meia hora antes da decolagem você tem que estar no escritório da empresa aérea. São permitidos 17 passageiros por voo. Você pega sua passagem e então caminha até o avião. Algumas vezes, o avião está retornando de outra viagem.
Que poderoso som vem dos três motores BMW 801 originais! Agora você tem tempo suficiente para tirar fotos do avião – por dentro e por fora.
Aí você toma seu assento, aperta o cinto de segurança, e os motores são ligados. É o último momento em que se tem silêncio. Mas o som é como música para os meus ouvidos!
Enquanto taxiamos na pista, você pode ver o piloto manobrando os controles dos dois motores das asas. Também operam os freios de ar comprimido nas rodas.
O voo agora pode começar! Lentamente a velocidade vai aumentando, mas você não precisa de muita velocidade. O Ju 52 já está voando a 150 km/h. Mas agora você começa a sentir o clima.
Não é como um jato moderno. O Ju vai pra cima e pra baixo conforme o vento sopra. E você pode ver o piloto segurando os controles. As curvas trazem sons magníficos aos ouvidos.
Não há cabine pressurizada aqui. Entre a porta e a fuselagem fica uma abertura.
Se você olhar para fora da janela sobre as asas, pode ver o quanto de combustível e óleo estão nos tanques. O indicador de óleo é de vidro, com uma bóia, e o indicador de combustível tem um ponteiro. Ambos ficam atrás do motor.
Agora está na hora de voar pelas montanhas. É permitido ir até a cabine e conversar com os pilotos. Mas que grande visão das montanhas cobertas de neve! E a hélice do motor do nariz está girando bem à sua frente!
Algumas vezes as montanhas são mais altas do que a altitude do voo. E agora você sente o vento de novo! Antes de passar pelo topo, você sente o avião subindo. Mas depois é como estar em um elevador. Está indo pra baixo! É fantástico.
Depois de 40 minutos estamos voltando ao aeroporto. Eu estava na cabine durante a volta para a pista, e somente no último trecho eu tive que voltar ao meu assento. Isso não é possível num jato moderno.
Agora acontece a aterrissagem e vamos de volta à posição de parada. É uma sensação curiosa num avião com roda na cauda.
Algo muito especial nesses voos é o cheiro de óleo e engrenagens. E os três propulsores cantando sua música. Eu já voei três vezes em Dübendorf, em três aviões diferentes. Cada um tem sua própria “personalidade”. Mas isso você pode ver no link. Também há a visita ao museu.
E com certeza voltarei para meu próximo voo!!!”
Thomas Rübmann
“Você pode voar com o Ju 52 de um bocado de aeroportos na Alemanha. A Ju Air tem 4 Ju 52 operacionais, bem como um DC-3. Eu lhe falei sobre um grande show aéreo que acontece perto de Stuttgart – lá, os quatro estavam voando juntos com outro da França e o Ju 52 da Lufthansa. Ao todo 6 Jus.
Eu fui de carro até a Suíça, para a cidade de Dübendorf. Esse aeroporto é a base da Ju Air e dos 4 Jus. Dübendorf é o mais antigo aeródromo da Força Aérea Suíça.
Eu levei duas horas para chegar lá de carro. O link para o website deles é: http://www.airforcecenter.ch/
Meia hora antes da decolagem você tem que estar no escritório da empresa aérea. São permitidos 17 passageiros por voo. Você pega sua passagem e então caminha até o avião. Algumas vezes, o avião está retornando de outra viagem.
Que poderoso som vem dos três motores BMW 801 originais! Agora você tem tempo suficiente para tirar fotos do avião – por dentro e por fora.
Aí você toma seu assento, aperta o cinto de segurança, e os motores são ligados. É o último momento em que se tem silêncio. Mas o som é como música para os meus ouvidos!
Enquanto taxiamos na pista, você pode ver o piloto manobrando os controles dos dois motores das asas. Também operam os freios de ar comprimido nas rodas.
O voo agora pode começar! Lentamente a velocidade vai aumentando, mas você não precisa de muita velocidade. O Ju 52 já está voando a 150 km/h. Mas agora você começa a sentir o clima.
Não é como um jato moderno. O Ju vai pra cima e pra baixo conforme o vento sopra. E você pode ver o piloto segurando os controles. As curvas trazem sons magníficos aos ouvidos.
Não há cabine pressurizada aqui. Entre a porta e a fuselagem fica uma abertura.
Se você olhar para fora da janela sobre as asas, pode ver o quanto de combustível e óleo estão nos tanques. O indicador de óleo é de vidro, com uma bóia, e o indicador de combustível tem um ponteiro. Ambos ficam atrás do motor.
Agora está na hora de voar pelas montanhas. É permitido ir até a cabine e conversar com os pilotos. Mas que grande visão das montanhas cobertas de neve! E a hélice do motor do nariz está girando bem à sua frente!
Algumas vezes as montanhas são mais altas do que a altitude do voo. E agora você sente o vento de novo! Antes de passar pelo topo, você sente o avião subindo. Mas depois é como estar em um elevador. Está indo pra baixo! É fantástico.
Depois de 40 minutos estamos voltando ao aeroporto. Eu estava na cabine durante a volta para a pista, e somente no último trecho eu tive que voltar ao meu assento. Isso não é possível num jato moderno.
Agora acontece a aterrissagem e vamos de volta à posição de parada. É uma sensação curiosa num avião com roda na cauda.
Algo muito especial nesses voos é o cheiro de óleo e engrenagens. E os três propulsores cantando sua música. Eu já voei três vezes em Dübendorf, em três aviões diferentes. Cada um tem sua própria “personalidade”. Mas isso você pode ver no link. Também há a visita ao museu.
E com certeza voltarei para meu próximo voo!!!”
Thomas Rübmann




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