Veterano recebe medalha por captura de Tojo

Mais de 60 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, um Coronel aposentado do Exército dos EUA recebeu a medalha Bronze Star por sua participação, em 1945, na prisão do principal Primeiro-Ministro japonês da guerra, General Hideki Tojo.
A medalha, uma das mais altas honras conferidas a militares por ações em combate, foi concedida a John J. Wilpers, agora com 90 anos.
Em setembro de 1945, Wilpers estava estacionado no Japão como Primeiro-Tenente e membro de um destacamento do 308º Corpo de Contra-Inteligência. De acordo com sua comenda, datada de 4 de fevereiro de 2010, o Exército conseguiu prender Tojo por causa da “iniciativa, inventividade e coragem” de Wilpers.
“O Capitão Wilpers impediu que Tojo tirasse a própria vida, dessa forma assegurando que ele vivesse e fosse julgado por seus terríveis crimes de guerra”, diz a citação. “Se o Capitão Wilpers não tivesse agido com coragem e iniciativa, Hideki Tojo teria conseguido evitar o julgamento e possível execução por seus atos”.
Em janeiro de 1947, o comandante de Wilpers recomendou-o para a Bronze Star por suas ações em 10 e 11 de setembro de 1945. A papelada descreve como Wilpers localizou a residência de Tojo em Tóquio e arrombou a porta após ouvir um disparo de arma de fogo.
Lá dentro, Wilpers encontrou Tojo – que sabia da iminência de sua prisão – que tinha se alvejado no peito. Wilpers então tomou a arma do General e encontrou um médico japonês que, “sob a mira do revólver 38 do Capitão Wilpers”, ministrou os primeiros socorros até que médicos americanos chegassem ao local.
O destino da recomendação original é desconhecido; talvez não tenha chegado ao fim da cadeia de comando, talvez tenha-se perdido. É o que atesta o Tenente-Coronel Mike Moose, relações-públicas do Comando de Recursos Humanos do Exército.
Wilpers decidiu não ir atrás da recomendação do seu comandante até décadas depois. Após a guerra, disse ele, começou a trabalhar para a CIA e teve cinco filhos com a esposa, o que deixou pouco tempo para pensar sobre a guerra.
“Eu estava muito ocupado com minha própria família e o trabalho”, disse. “Nunca disse a ninguém na família sobre Tojo. Não contei pra minha esposa. Não contei aos meus filhos”.
A família de Wilpers não sabia de seu envolvimento na prisão de Tojo – que eventualmente foi julgado e executado por crimes de guerra – até que seu filho Michael viu seu nome enquanto estudava na Universidade de Wisconsin.
Wilpers só iniciou a busca pela medalha em 2002, quando contatou a Sessão de Condecorações das forças armadas. Numa carta ele escreveu: “Caro senhor, no processo de organizar meu histórico militar (velhos têm a tendência de fazer isso ao se aproximarem da reta final), eu encontrei uma recomendação de 1947... de uma medalha... Se a recomendação não foi aprovada, apenas um telefonema resolverá. Se foi aprovada, eu prefiro a notificação mais simples possível... Sempre tentei evitar o apetite da mídia e preferiria continuar assim”.
O pedido foi analisado por seis membros da Comissão, que trabalharam no caso por seis meses. O esforço também foi auxiliado pelo escritório do deputado democrata Chris Van Hollen. “É um pedaço extraordinário de história, e ele estava no centro dessa história servindo nosso país. Seu serviço não recebeu o reconhecimento merecido”, disse Van Hollen.
Wilpers disse estar muito satisfeito em receber a medalha tantos anos depois, mas não fala sobre a guerra ou suas ações em termos gloriosos. “Tudo foi muito triste”, ele disse. “Não tentarei descrever nada como maravilhoso. O que aconteceu, aconteceu. Como qualquer guerra, deve ser lamentada”.
Fonte: The Washington Post, 26 de fevereiro de 2010.
A medalha, uma das mais altas honras conferidas a militares por ações em combate, foi concedida a John J. Wilpers, agora com 90 anos.
Em setembro de 1945, Wilpers estava estacionado no Japão como Primeiro-Tenente e membro de um destacamento do 308º Corpo de Contra-Inteligência. De acordo com sua comenda, datada de 4 de fevereiro de 2010, o Exército conseguiu prender Tojo por causa da “iniciativa, inventividade e coragem” de Wilpers.
“O Capitão Wilpers impediu que Tojo tirasse a própria vida, dessa forma assegurando que ele vivesse e fosse julgado por seus terríveis crimes de guerra”, diz a citação. “Se o Capitão Wilpers não tivesse agido com coragem e iniciativa, Hideki Tojo teria conseguido evitar o julgamento e possível execução por seus atos”.
Em janeiro de 1947, o comandante de Wilpers recomendou-o para a Bronze Star por suas ações em 10 e 11 de setembro de 1945. A papelada descreve como Wilpers localizou a residência de Tojo em Tóquio e arrombou a porta após ouvir um disparo de arma de fogo.
Lá dentro, Wilpers encontrou Tojo – que sabia da iminência de sua prisão – que tinha se alvejado no peito. Wilpers então tomou a arma do General e encontrou um médico japonês que, “sob a mira do revólver 38 do Capitão Wilpers”, ministrou os primeiros socorros até que médicos americanos chegassem ao local.
O destino da recomendação original é desconhecido; talvez não tenha chegado ao fim da cadeia de comando, talvez tenha-se perdido. É o que atesta o Tenente-Coronel Mike Moose, relações-públicas do Comando de Recursos Humanos do Exército.
Wilpers decidiu não ir atrás da recomendação do seu comandante até décadas depois. Após a guerra, disse ele, começou a trabalhar para a CIA e teve cinco filhos com a esposa, o que deixou pouco tempo para pensar sobre a guerra.
“Eu estava muito ocupado com minha própria família e o trabalho”, disse. “Nunca disse a ninguém na família sobre Tojo. Não contei pra minha esposa. Não contei aos meus filhos”.
A família de Wilpers não sabia de seu envolvimento na prisão de Tojo – que eventualmente foi julgado e executado por crimes de guerra – até que seu filho Michael viu seu nome enquanto estudava na Universidade de Wisconsin.
Wilpers só iniciou a busca pela medalha em 2002, quando contatou a Sessão de Condecorações das forças armadas. Numa carta ele escreveu: “Caro senhor, no processo de organizar meu histórico militar (velhos têm a tendência de fazer isso ao se aproximarem da reta final), eu encontrei uma recomendação de 1947... de uma medalha... Se a recomendação não foi aprovada, apenas um telefonema resolverá. Se foi aprovada, eu prefiro a notificação mais simples possível... Sempre tentei evitar o apetite da mídia e preferiria continuar assim”.
O pedido foi analisado por seis membros da Comissão, que trabalharam no caso por seis meses. O esforço também foi auxiliado pelo escritório do deputado democrata Chris Van Hollen. “É um pedaço extraordinário de história, e ele estava no centro dessa história servindo nosso país. Seu serviço não recebeu o reconhecimento merecido”, disse Van Hollen.
Wilpers disse estar muito satisfeito em receber a medalha tantos anos depois, mas não fala sobre a guerra ou suas ações em termos gloriosos. “Tudo foi muito triste”, ele disse. “Não tentarei descrever nada como maravilhoso. O que aconteceu, aconteceu. Como qualquer guerra, deve ser lamentada”.
Fonte: The Washington Post, 26 de fevereiro de 2010.
Veja também:
>>Primeiro-Ministro japonês queria continuar a luta
>>Documentário retrata relação de Hirohito com os militares
>>Camarote para a rendição
>>Vídeo: Rendição japonesa
>>Ocupação americana censurou ex-membros da Unidade 731
Comente aqui!
0 comentários:
Postar um comentário