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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nota de Falecimento: André Bayle


André Bayle
(20/05/1926 - 08/03/2010)

Faleceu no último dia 8 de março em Sausset-les-Pins, França, de causas naturais aos 83 anos de idade, o ex-voluntário francês da Waffen-SS, SS-Unterscharführer André Bayle.

Nascido em Marselha, em uma família de treinadores esportivos, Bayle foi à Berlim com os pais assistir os Jogos Olímpicos de 1936. Apaixonado pelo esporte, tornou-se um ginasta. Após a derrota da França em 1940, ele desejava entrar para a Marinha, mas seus sonhos foram desfeitos quando a frota na Riviera foi afundada após os alemães ocuparem Vichy em novembro de 1942 (em resposta ao desembarque Aliado nas colônias francesas do Norte da África). Descrito por si mesmo como "provinciano, francês, católico e europeu", André Bayle ressentiu-se dos seus compatriotas pela perda da frota, e juntou-se à Waffen-SS em 15 de março de 1943, aos 16 anos e meio.

Ele passou por treinamento em Clignancourt e depois em Sennheim, na Alsácia. Em agosto de 1944, ao concluir o período de instruções, foi transferido para o front na Ucrânia, onde lutou na região da Galícia. Após a morte de seu chefe de pelotão, Joseph Peyron, em 15 de agosto, Bayle viu sua unidade cercada por soviéticos e sem liderança. Ele então tomou o controle do pelotão, e guiou os homens até estarem fora de perigo. Sua atitude foi muito elogiada por seus comandantes, e ele recebeu a Cruz de Ferro de 2ª Classe. Em fevereiro de 1945, após a elevação da Brigada Francesa a 33ª Divisão Waffen-Grenadier-SS "Charlemagne", Bayle recebeu o comando de um pelotão da 2ª Companhia do 57º Regimento. Quando a Charlemagne foi enviada para os pesados combates contra os soviéticos na Pomerânia, Bayle conseguiu escapar do massacre do seu regimento na planície de Belgard, na manhã de 5 de março. Contudo, logo depois ele foi capturado por partisans poloneses e entregue aos soviéticos. Bayle foi enviado para o campo de prisioneiros de Tambov, onde ficou a maioria dos voluntários franceses.

Libertado em 1947, ele retornou à França. André Bayle nunca modificou suas convicções: "Eu não tenho arrependimentos das minhas ações e escolhas passadas, especialmente agora que os eventos recentes nos deram razão. Não tenho nada a negar; quando todos nos traíram, permanecemos fiéis. O melhor período da minha vida foi essa cruzada moderna contra o bolchevismo. Eu fiz o que pude, agora é com vocês". Ele escreveu dois livros, "De Marselha a Novosibirsk" e "San e os Persas", nos quais discorre sobre suas experiências de guerra. Recentemente, os dois foram publicados sob um único título, "Dos Jogos Olímpicos à Waffen-SS".

Capa da edição francesa de "Dos Jogos Olímpicos à Waffen-SS".

NOTA: Agradeço ao amigo Jarbinha Pelodan pela dica.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Fritz Darges
>>Veteranos da Waffen SS marcham por Riga
>>Nota de Falecimento: Ernst Barkmann
>>Nota de Falecimento: Friedrich Blond
>>Nota de Falecimento: Heinz Stahlschmidt
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1 comentários:

Observer disse...

Mein ehre heist treue, até o fim.
Gente deste naipe é cada vez mais rara... infelizmente.