Cremador de Hitler recusa-se a revelar o local das cinzas
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Exatamente 65 anos após Adolf Hitler perecer em seu bunker em Berlim, o homem que Moscou diz ter destruído seus ossos hoje recusa-se a revelar o local exato na Alemanha onde ele “cremou” o Führer.
Vladimir Gumeniuk, um oficial aposentado da KGB de 73 anos, jurou levar seu segredo para o túmulo, para que a localização nos arredores de Magdeburg não se torne um centro de peregrinação de neonazistas.
O veterano é o último homem vivo do time de três que secretamente foram encarregados em 1970 por Yuri Andropov – então chefe da KGB e mais tarde da União Soviética – de exumar os ossos de Hitler, sua esposa Eva Braun e da família Goebells.
Ele disse a um jornal russo que queimou os ossos do líder nazista e sua trupe; então, junto com os dois colegas, levaram as cinzas para o topo de uma colina ao lado de um rio inominado antes de jogá-las ao vento.
Foi uma localização predeterminada por Moscou. “Ninguém estava lá”, ele disse. “Vinte segundos – e o trabalho estava feito. Aquela foi a última noite do Führer”.
O papel de Gumeniuk foi inicialmente revelado por Moscou em liberações de arquivos secretos em 2001. Recentemente ele deu mais detalhes, mas disse que recusou altas somas oferecidas pela imprensa alemã para revelar o local exato da ação.
“Acredito que a cobertura desse assunto não é apropriada”, ele disse.
Deixando claro que iria para o túmulo com o segredo, revelou: “Ainda há muitos neonazistas por aí. Haveria peregrinações. Eles até mesmo fariam um monumento”.
Ele disse ter sido atormentado pelo medo de “falhar” desde 1970, preocupado que o seu conhecimento da operação pudesse vazar antes que o estado aprovasse sua liberação. “Meus dois colegas e eu recebemos ordens secretas – devido à transferência de uma base militar soviética – de queimar os restos de Hitler e seus associados, e espalhar as cinzas ao vento”, disse Gumeniuk, que serviu num departamento da KGB ligado ao Exército Vermelho na Alemanha Oriental.
“Eles foram enterrados lá após a guerra, num local secreto. Recebemos as coordenadas sob tanto segredo que mesmo agora não posso ter contar tudo”. O local na base soviética era cercado por prédios alemães, ele disse.
Quando foram escavar os restos, eles fingiram ser pescadores em uma viagem, e montaram uma tenda sobre o local onde os ossos estavam. A escavação inicial não deu resultados. Mas então eles perceberam que tinham contado 45 metros ao invés de 45 passos da coordenada secreta, e moveram a tenda.
A 1,5 metro da superfície, eles encontraram as caixas de madeira onde o alto-comando alemão estava enterrado. “Os restos estavam há muito tempo no solo, e eu sou uma pessoa cuidadosa, então peguei luvas de borracha, botas e uma roupa especial para proteção química. Achei que o cheiro seria terrível, e até coloquei uma máscara. Mas quando começamos a cavar, nada disso aconteceu. Algumas vezes enquanto cava no jardim, você acha um osso – foi a mesma coisa aqui. Carregamos os ossos e cobrimos o solo”.
A ordem era queimar os ossos, “mas na Alemanha uma fogueira à noite, mesmo na margem do rio é algo atípico. As pessoas aqui são disciplinadas, e não podíamos fazer a queima fora da Alemanha Oriental”. Então tiveram que esperar pela manhã, dirigindo para Magdeburg para não serem seguidos, e foram para um rio, ainda simulando serem pescadores.
Eles acenderam o fogo e fizeram uma sopa – e então uma segunda fogueira para queimar os ossos de Hitler. “Gastamos todo um galão de gasolina nele”, disse.
Mais tarde coletaram as cinzas em um saco e foram para a localização predeterminada na colina – onde as espalharam.
“Tudo acabou bem rapidamente. Abri o saco e o vento pegou as cinzas em uma pequena nuvem amarronzada, e em um segundo tinham-se ido”.
Ele escreveu um relatório dizendo ter completado a tarefa, nunca mais tocando no assunto, nem mesmo com a esposa.
Fonte: Daily Mail, 30 de abril de 2010.
Vladimir Gumeniuk, um oficial aposentado da KGB de 73 anos, jurou levar seu segredo para o túmulo, para que a localização nos arredores de Magdeburg não se torne um centro de peregrinação de neonazistas.
O veterano é o último homem vivo do time de três que secretamente foram encarregados em 1970 por Yuri Andropov – então chefe da KGB e mais tarde da União Soviética – de exumar os ossos de Hitler, sua esposa Eva Braun e da família Goebells.
Ele disse a um jornal russo que queimou os ossos do líder nazista e sua trupe; então, junto com os dois colegas, levaram as cinzas para o topo de uma colina ao lado de um rio inominado antes de jogá-las ao vento.
Foi uma localização predeterminada por Moscou. “Ninguém estava lá”, ele disse. “Vinte segundos – e o trabalho estava feito. Aquela foi a última noite do Führer”.
O papel de Gumeniuk foi inicialmente revelado por Moscou em liberações de arquivos secretos em 2001. Recentemente ele deu mais detalhes, mas disse que recusou altas somas oferecidas pela imprensa alemã para revelar o local exato da ação.
“Acredito que a cobertura desse assunto não é apropriada”, ele disse.
Deixando claro que iria para o túmulo com o segredo, revelou: “Ainda há muitos neonazistas por aí. Haveria peregrinações. Eles até mesmo fariam um monumento”.
Ele disse ter sido atormentado pelo medo de “falhar” desde 1970, preocupado que o seu conhecimento da operação pudesse vazar antes que o estado aprovasse sua liberação. “Meus dois colegas e eu recebemos ordens secretas – devido à transferência de uma base militar soviética – de queimar os restos de Hitler e seus associados, e espalhar as cinzas ao vento”, disse Gumeniuk, que serviu num departamento da KGB ligado ao Exército Vermelho na Alemanha Oriental.
“Eles foram enterrados lá após a guerra, num local secreto. Recebemos as coordenadas sob tanto segredo que mesmo agora não posso ter contar tudo”. O local na base soviética era cercado por prédios alemães, ele disse.
Quando foram escavar os restos, eles fingiram ser pescadores em uma viagem, e montaram uma tenda sobre o local onde os ossos estavam. A escavação inicial não deu resultados. Mas então eles perceberam que tinham contado 45 metros ao invés de 45 passos da coordenada secreta, e moveram a tenda.
A 1,5 metro da superfície, eles encontraram as caixas de madeira onde o alto-comando alemão estava enterrado. “Os restos estavam há muito tempo no solo, e eu sou uma pessoa cuidadosa, então peguei luvas de borracha, botas e uma roupa especial para proteção química. Achei que o cheiro seria terrível, e até coloquei uma máscara. Mas quando começamos a cavar, nada disso aconteceu. Algumas vezes enquanto cava no jardim, você acha um osso – foi a mesma coisa aqui. Carregamos os ossos e cobrimos o solo”.
A ordem era queimar os ossos, “mas na Alemanha uma fogueira à noite, mesmo na margem do rio é algo atípico. As pessoas aqui são disciplinadas, e não podíamos fazer a queima fora da Alemanha Oriental”. Então tiveram que esperar pela manhã, dirigindo para Magdeburg para não serem seguidos, e foram para um rio, ainda simulando serem pescadores.
Eles acenderam o fogo e fizeram uma sopa – e então uma segunda fogueira para queimar os ossos de Hitler. “Gastamos todo um galão de gasolina nele”, disse.
Mais tarde coletaram as cinzas em um saco e foram para a localização predeterminada na colina – onde as espalharam.
“Tudo acabou bem rapidamente. Abri o saco e o vento pegou as cinzas em uma pequena nuvem amarronzada, e em um segundo tinham-se ido”.
Ele escreveu um relatório dizendo ter completado a tarefa, nunca mais tocando no assunto, nem mesmo com a esposa.
Fonte: Daily Mail, 30 de abril de 2010.
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