Veteranos japoneses refletem sobre batalha em Kadena

Um grupo de idosos japoneses entrou em um escuro bunker enquanto o vento balançava barulhentamente a vegetação acima. Olhando para o abrigo de concreto, eles puderam sentir o cheiro da terra molhada e rememorar um passado longínquo e sangrento.
Eles puderam rever um tempo em que os sinistros bunkers da Base Aérea de Kadena ainda abrigavam soldados suicidas do Exército Imperial Japonês e a catastrófica Batalha de Okinawa ainda acontecia.
“Sim, eu perdi meu braço, e daí?” disse Kentaro Togashi, 89, veterano da Segunda Guerra Mundial que usa um membro prostético. “Tantos que nem puderam voltar para casa”.
Togashi e outros 27 veteranos japoneses que viajaram do Japão para Kadena (em Okinawa) estavam entre os que conseguiram voltar para casa após a guerra. Alguns lutaram na Batalha de Okinawa e outros lutaram na China, Birmânia, etc.
Cerca de 110 mil tropas japonesas e conscritos de Okinawa, bem como mais de 150 mil civis okinawanos, morreram durante a luta pela ilha, a última grande batalha da Guerra do Pacífico.
A Força Aérea Americana permitiu que os veteranos japoneses visitassem os locais históricos de Kadena. Veteranos locais visitaram a base no ano passado, mas esta foi a primeira vez que um grupo vindo do Japão em si veio a Kadena, de acordo com o porta-voz da base.
Togashi, que perdeu seu braço servindo na China, disse que visitar os locais históricos em Kadena proveu-lhe uma conexão com aqueles que serviram e morreram lá.
“Isso retrata quão grande foi o sacrifício feito pelo povo de Okinawa durante a batalha”, disse ele, que é membro da Associação de Veteranos Deficientes em Tóquio – órgão que organizou a visita.
Shigeru Miyagi, 78, foi um guia montanhês para os soldados imperiais em Okinawa em 1945, quando uma metralhadora americana perfurou seu braço esquerdo e mandíbula. “Cerca de uma semana depois de eu ter sido ferido, as feridas pioraram e eu quase morri por falta de tratamento adequado. Foi aí que meu irmão decidiu que nos entregaríamos no campo americano lá perto”, disse ele.
Lembrar-se das tragédias e dor de Okinawa pode ser o caminho para evitar outra grande guerra, disse Yoshio Takeda, 88, que perdeu um braço nas lutas em Cingapura.
“Aqueles que experimentaram a guerra estão ficando velhos”, disse Takeda. “Após todos nós morrermos, não sobrará mais ninguém para passar adiante as histórias daquela terrível guerra”.
“Preservar os locais da guerra como este é muito importante para fazer com que as gerações futuras vejam a tragédia de nossa época”, concluiu.




Fonte: Star and Stripes, 1 de outubro de 2010.
Eles puderam rever um tempo em que os sinistros bunkers da Base Aérea de Kadena ainda abrigavam soldados suicidas do Exército Imperial Japonês e a catastrófica Batalha de Okinawa ainda acontecia.
“Sim, eu perdi meu braço, e daí?” disse Kentaro Togashi, 89, veterano da Segunda Guerra Mundial que usa um membro prostético. “Tantos que nem puderam voltar para casa”.
Togashi e outros 27 veteranos japoneses que viajaram do Japão para Kadena (em Okinawa) estavam entre os que conseguiram voltar para casa após a guerra. Alguns lutaram na Batalha de Okinawa e outros lutaram na China, Birmânia, etc.Cerca de 110 mil tropas japonesas e conscritos de Okinawa, bem como mais de 150 mil civis okinawanos, morreram durante a luta pela ilha, a última grande batalha da Guerra do Pacífico.
A Força Aérea Americana permitiu que os veteranos japoneses visitassem os locais históricos de Kadena. Veteranos locais visitaram a base no ano passado, mas esta foi a primeira vez que um grupo vindo do Japão em si veio a Kadena, de acordo com o porta-voz da base.
Togashi, que perdeu seu braço servindo na China, disse que visitar os locais históricos em Kadena proveu-lhe uma conexão com aqueles que serviram e morreram lá.
“Isso retrata quão grande foi o sacrifício feito pelo povo de Okinawa durante a batalha”, disse ele, que é membro da Associação de Veteranos Deficientes em Tóquio – órgão que organizou a visita.
Shigeru Miyagi, 78, foi um guia montanhês para os soldados imperiais em Okinawa em 1945, quando uma metralhadora americana perfurou seu braço esquerdo e mandíbula. “Cerca de uma semana depois de eu ter sido ferido, as feridas pioraram e eu quase morri por falta de tratamento adequado. Foi aí que meu irmão decidiu que nos entregaríamos no campo americano lá perto”, disse ele.
Lembrar-se das tragédias e dor de Okinawa pode ser o caminho para evitar outra grande guerra, disse Yoshio Takeda, 88, que perdeu um braço nas lutas em Cingapura.
“Aqueles que experimentaram a guerra estão ficando velhos”, disse Takeda. “Após todos nós morrermos, não sobrará mais ninguém para passar adiante as histórias daquela terrível guerra”.
“Preservar os locais da guerra como este é muito importante para fazer com que as gerações futuras vejam a tragédia de nossa época”, concluiu.




Fonte: Star and Stripes, 1 de outubro de 2010.
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