Mais velho veterano americano ganha biografia

Como prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial, o Major Albert Brown foi agredido, torturado e baionetado. Sofreu diversas fraturas nas costas e padeceu de cerca de 15 doenças tropicais.
Mesmo assim ele sobreviveu, e ainda está vivo hoje. Aos 105 anos, Brown é o mais velho veterano norte-americano vivo da Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Biblioteca de Guerra Norte-Americana.
Ele também é o mais velho sobrevivente confirmado da Marcha da Morte de Bataan em 1942, que foi responsável pela morte de milhares em condições extremamente desumanas. Então como ele conseguiu sobreviver?
Recentemente foi lançado seu livro biográfico, “Forsaken Heroes of the Pacific War: One Man’s True Story”. Os autores, Don Morrow e Kevin Moore, foram até a casa de Brown e gravaram em vídeo toda a história de vida do veterano.
Em 1937, Brown, um Tenente comissionado no Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva, foi ordenado a apresentar-se em Fort Snelling, Minnesota, dentro de três dias. Ele tinha 32 anos, era casado e pai de três crianças, e há dez anos praticava odontologia em Iowa. Teve que deixar tudo para trás, e somente pôde rever sua família dez anos depois.
Nas Filipinas, Brown viu os bombardeios e a morte por todo lugar. Não havia quase nenhuma comida, munição ou armas. Ele contraiu malária, dengue, disenteria e muitas outras doenças. Após os americanos e filipinos se renderem aos japoneses, eles foram forçados a marchar por 110 quilômetros, no que se tornou conhecida por Marcha da Morte de Bataan.
“Aquela marcha foi uma das piores atrocidades da guerra”, disse Morrow.
Num diário que ele manteve durante a guerra, Brown escreveu: “Havia um oficial com uma espada samurai. Ele simplesmente fazia os prisioneiros se ajoelharem e arrancava as cabeças deles – acontecia muito”.
“Se você não ficasse com o grupo, ganhava um tiro ou então tinha a cabeça decepada. Marchamos por cinco dias sem uma gota de água”.
Após Brown chegar ao campo de prisioneiros, ele viveu com três pequenas porções de arroz por dia – do tamanho de bolas de pingue-pongue. Seu peso caiu de 80 para 38 quilos.
Depois da guerra, ele se mudou para a Califórnia e começou uma nova vida. Voltou à escola e graduou-se em Relações Internacionais, manteve-se ativo jogando handebol e conheceu diversas celebridades de Hollywood.
Hoje, ele tem 12 netos, 12 bisnetos e 2 tataranetos.
Moore disse que a mensagem do livro é ensinar às novas gerações importantes lições: “É uma história de esperança. Uma lição de recuperação, determinação e desejo de voltar à vida após a guerra. Nunca desistir, não importa o quão ruim esteja o presente. Você pode ir frente com sua vida e progredir”.
Fonte: News Times, 24 de dezembro de 2010.
Mesmo assim ele sobreviveu, e ainda está vivo hoje. Aos 105 anos, Brown é o mais velho veterano norte-americano vivo da Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Biblioteca de Guerra Norte-Americana.Ele também é o mais velho sobrevivente confirmado da Marcha da Morte de Bataan em 1942, que foi responsável pela morte de milhares em condições extremamente desumanas. Então como ele conseguiu sobreviver?
Recentemente foi lançado seu livro biográfico, “Forsaken Heroes of the Pacific War: One Man’s True Story”. Os autores, Don Morrow e Kevin Moore, foram até a casa de Brown e gravaram em vídeo toda a história de vida do veterano.
Em 1937, Brown, um Tenente comissionado no Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva, foi ordenado a apresentar-se em Fort Snelling, Minnesota, dentro de três dias. Ele tinha 32 anos, era casado e pai de três crianças, e há dez anos praticava odontologia em Iowa. Teve que deixar tudo para trás, e somente pôde rever sua família dez anos depois.
Nas Filipinas, Brown viu os bombardeios e a morte por todo lugar. Não havia quase nenhuma comida, munição ou armas. Ele contraiu malária, dengue, disenteria e muitas outras doenças. Após os americanos e filipinos se renderem aos japoneses, eles foram forçados a marchar por 110 quilômetros, no que se tornou conhecida por Marcha da Morte de Bataan.
“Aquela marcha foi uma das piores atrocidades da guerra”, disse Morrow.
Num diário que ele manteve durante a guerra, Brown escreveu: “Havia um oficial com uma espada samurai. Ele simplesmente fazia os prisioneiros se ajoelharem e arrancava as cabeças deles – acontecia muito”.
“Se você não ficasse com o grupo, ganhava um tiro ou então tinha a cabeça decepada. Marchamos por cinco dias sem uma gota de água”.
Após Brown chegar ao campo de prisioneiros, ele viveu com três pequenas porções de arroz por dia – do tamanho de bolas de pingue-pongue. Seu peso caiu de 80 para 38 quilos.
Depois da guerra, ele se mudou para a Califórnia e começou uma nova vida. Voltou à escola e graduou-se em Relações Internacionais, manteve-se ativo jogando handebol e conheceu diversas celebridades de Hollywood.Hoje, ele tem 12 netos, 12 bisnetos e 2 tataranetos.
Moore disse que a mensagem do livro é ensinar às novas gerações importantes lições: “É uma história de esperança. Uma lição de recuperação, determinação e desejo de voltar à vida após a guerra. Nunca desistir, não importa o quão ruim esteja o presente. Você pode ir frente com sua vida e progredir”.
Fonte: News Times, 24 de dezembro de 2010.
NOTA: Sobreviveu a Bataan, quatro anos em cativeiro japonês, múltiplas fraturas e ainda está desse jeito aos 105 anos de idade?? Esse cara é de aço?
Veja também:
>>Pensamentos de Hiroo Onoda
>>Veterano agradece o carinho em carta
>>Restos de aeronave japonesa encontrados em Bataan
>>Fuzileiro Sid Phillips reconta sua vida em livro
>>Memórias de veterano da USAAF, que mora no Brasil, se tornarão livro
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1 comentários:
Depois ainda querem tratar o Japão como coitadinho da guerra. Por ter levado duas bombas atomicas na cabeça! O Japão tinha sim é de ter tido uma condenação bem maior por crimes de guerra!!!
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