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sexta-feira, 30 de julho de 2010

EUA comparecerão ao aniversário do ataque a Hiroshima

EUA comparecerão ao aniversário do ataque a Hiroshima


Os Estados Unidos confirmaram que seu embaixador no Japão comparecerá à cerimônia que marca o aniversário do ataque nuclear pela primeira vez.

P J Crowley, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse que pela primeira vez um embaixador norte-americano irá comparecer às celebrações de 6 de agosto.

Cerca de 140.000 pessoas foram mortas no dia ou nos meses que se seguiram ao bombardeio americano de Hiroshima.

Crowley não revelou se as autoridades americanas irão à cerimônia em Nagasaki, onde 80.000 pessoas morreram no ataque de 9 de agosto de 1945. O Japão se rendeu em 15 de agosto, encerrando a Segunda Guerra Mundial.

Oficiais das embaixadas da Grã-Bretanha e da França também planejam comparecer ao evento este ano, de acordo com o canal de notícias NHK. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon também estará presente, se tornando o primeiro líder mundial a fazê-lo.

A cidade de Hiroshima também convidou o Presidente Barack Obama e líderes de nações atômicas para comparecer.

Muitos japoneses – incluindo sobreviventes das bombas atômicas conhecidos como “hibakusha” – esperam que Obama visite Hiroshima em novembro quando ele viajará ao Japão para o encontro da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).

No ano passado cerca de 500.000 pessoas, incluindo políticos e enviados de 59 países e das Nações Unidas, se juntaram para o evento que se realiza próximo ao Domo da Bomba A, o esqueleto de um edifício incinerado pela explosão nuclear.

Fonte: The Telegraph, 28 de julho de 2010.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bunker alemão intacto na Bélgica

Este bunker intacto da defesa costeira alemã foi "encontrado por acaso" em meios às vacas de uma fazenda em Ostend, Bélgica. Incrivelmente, não foi atingido pelas bombas da RAF (ao contrário de seus pares na região, também mostrados no fim do post), e não possui nenhum tipo de pichação. Inclusive os estrados das camas sobreviveram!

Parabéns ao fotógrafo que documentou essa raridade pra nós:

















Abaixo, outros bunkers na mesma área, acertos diretos da RAF:







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>>Tanque alemão é descoberto em Viena
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Neto de Ushijima luta pela paz

Neto de Ushijima luta pela paz

Sadamitsu Ushijima sempre soube que seu avô era um homem gentil. Como, então, podia ter seu avô ordenado as tropas para que lutassem até o último homem durante a Batalha de Okinawa em 1945?

Esperando achar uma resposta para esta pergunta, Ushijima, 56 anos, professor de ensino fundamental em Tóquio, visitou repetidamente a ilha desde 1994.

Seu avô foi o Tenente-General Mitsuru Ushijima, comandante das forças do Exército Imperial Japonês em Okinawa, local da luta mais sangrenta da Guerra do Pacífico.

Ushijima cometeu suicídio em Mabuni, na ponta sul de Okinawa, onde a última grande batalha foi travada em 23 de junho de 1945, 65 anos atrás. Ele tinha 57 anos.

Okinawa agora celebra o 23 de junho, o dia em que a resistência japonesa às forças americanas cessou, como um dia para lembrar as mais de 200.000 vítimas.

Como professor, Sadamitsu há muito foca seus esforços em educação integrada, encorajando crianças com deficiências a aprender ao lado de seus colegas não-deficientes. Mas ele se mantinha longe de Okinawa como assunto.

Ele odiava seu nome, que inclui os mesmo ideogramas chineses que seu avô. Ele tinha medo de ser questionado sobre o falecido comandante. Sua primeira visita a Okinawa em 1994, a pedido de colegas, mudou isso.

Ele visitou um memorial da paz em Mabuni onde encontrou a ordem de “lutar até o fim” de seu avô em exibição na entrada. Uma explicação diz que, por causa daquela ordem, “mais de 100.000 civis não-combatentes foram deixados para trás no meio da saraivada de bombas e balas”.

Sadamitsu ficou petrificado. Mas logo ele percebeu que o único caminho a seguir era encarar de frente o passado.

Ele conversou com pessoas que conheceram o avô que ele nunca conheceu; entrou a caverna em Mabuni onde seu avô se matou; leu e releu seus poemas de morte muitas vezes.

Mitsuru deu prioridade à defesa da pátria, onde o Imperador residia. Afinal de contas, ele tinha em mente somente o Imperador”, pensou Sadamitsu.

Descobrindo a resposta por si próprio, ele viu sua missão como professor. Ele começou a dar aulas de educação pela paz, passando adiante a história para as crianças. Ele já deu aulas em Okinawa, em Tóquio e por todo o Japão.

Em 18 de junho de 2010 ele visitou novamente a escola primária de Okinawa, no sétimo em que ministra suas aulas lá.

Sadamitsu falou sobre seu avô, a guerra e Okinawa, e então concluiu: “Forças armadas não defendem civis. Foi o que aprendemos com a Batalha de Okinawa”.

Tendo passado muito tempo odiando ser um Ushijima, agora ele entende como seu próprio destino está atrelado ao nome.

Fonte: Asahi Shimbun, 23 de junho de 2010.

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>>900 bombas achadas sob restaurante em Okinawa
>>Civil de Okinawa relembra batalha
>>Rendição poupou um jovem, duvidoso kamikaze
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Nota de Falecimento: Tony Younger

Tony Younger
(04/05/1919 - 05/07/2010)

Faleceu no último dia 5 de junho na Inglaterra, de causas naturais aos 91 anos de idade, o comandante da primeira unidade blindada a desembarcar na Normandia, Major-General Allan Elton "Tony" Younger.

Nascido em Clifton, Bristol, Younger descendia de uma família com longa tradição militar. Ele entrou para o Exército em 1937 e foi enviado para a Real Academia Militar em Woolwich, saindo de lá comissionado Tenente dos Engenheiros Reais. Após o início da guerra, ele foi enviado para a França junto à 61ª Companhia de Engenharia, mas com a ofensiva alemã em maio de 1940, foi evacuado de volta a partir de Dunquerque. Em seguida, Younger foi transferido para a Estação Experimental de Defesa Química, em Port Down. Enviado para a ilha escocesa de Gruinard, ele realizou testes com antrax, para saber como reagir a um hipotético ataque alemão com a praga. Após testar os esporos em ovelhas, ele teve que cavar profundas valas para enterrar as carcaças. Gruinard, contudo, permaneceu restrita por 48 anos.

Para a Operação Overlord, Younger recebeu o comando da 7ª Brigada de Engenharia, uma unidade equipada com lançadores de pontes e tanques especializados em limpeza de terreno. A bordo de um tanque limpa-minas, Younger desembarcou na Normandia à frente de sua unidade, mas foi rapidamente atingido por um morteiro. Ferido e surdo de um ouvido, ele teve forças para sair do veículo e liderar o ataque à pé. Sob pesado fogo cruzado, ele desativou minas em pontes e plantou cargas explosivas para destruir obstáculos, sendo condecorado com a Distinguished Service Order. Quando finalmente recuperou-se dos ferimentos, ele tomou o comando do 77º Esquadrão de Assalto em novembro de 1944. Com esta unidade, Younger participou da mais desafiadora missão de engenharia da guerra: a travessia do Reno em março de 1945. A mensagem de que já tinham cruzado o rio não chegou ao comando da artilharia Aliada, que iniciou uma pesada barragem sobre seus próprios homens. Felizmente, um oficial de artilharia atento percebeu o erro e interrompeu o bombardeio.

Após a guerra, Younger cursou a Escola de Estado-Maior e serviu na Malásia, antes de ser enviado para a Guerra da Coreia em 1950, comandando o 55º Esquadrão de Engenharia. Ele ainda comandou o 36º Corpo de Engenharia no Quênia e foi Chefe de Estado-Maior do QG Aliado no Norte da Europa entre 1970 e 1972. De 1974 até 1979, foi Coronel-Comandante dos Engenheiros Reais, aposentando-se como Major-General.

Em 2004 publicou suas memórias, "Blowing Our Bridges". Embora frequentasse a igreja por toda a vida, Younger considerava-se ateu por causa de todo sofrimento que presenciara na vida. Contudo, em 2008 foi batizado na piscina de sua casa. Tony Younger deixa esposa e três filhas.

Tanque Churchill lançador de pontes utilizado pelos Engenheiros Reais.

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>>Nota de Falecimento: Sir Tasker Watkins
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Túmulo de Stauffenberg pode ter sido encontrado

Túmulo de Stauffenberg pode ter sido encontrado


O túmulo secreto do pretenso assassino de Hitler, Claus Schenk Graf von Stauffenberg pode ter sido descoberta no 66º aniversário do atentado.

O aristocrático coronel alemão pode ter sido enterrado numa floresta suburbana de Berlim após ter sido fuzilado em 20 de julho de 1944, revela o testamento de um ex-inspetor de cemitérios.

Os nazistas, que fuzilaram Stauffenberg e seus companheiros que conspiraram para assassinar o Führer, não queriam que se soubesse a localização das tumbas.

Agora, planos foram feitos para procurar pelos restos do líder da Operação Valquiria, nas florestas de Wilmersdorf. Se encontrado Stauffenberg, que é considerado um herói pela Alemanha moderna, ele será enterrado novamente com honras de estado.

As revelações se deram após a descoberta do testamento do antigo inspetor do cemitério de Gueterfelde. No documento ele diz que seu predecessor, que faleceu nos anos 1950, revelara a ele a localização do local secreto do sepultamento.

Diz-se que na noite em que Stauffenberg foi morto – apenas algumas horas após a tentativa de assassinato – “entusiasmados” oficiais da SS acordaram o homem de seu sono.

Eles pediram para serem guiados até uma área onde poderiam cavar uma cova grande o suficiente para caber 10 corpos.

Após o inspetor mostrá-los onde cavar, foi mandado de volta para casa e ordenado a não falar nada sobre o ocorrido. Ele estava convencido, após divulgação das notícias sobre o atentado, que corpos enterrados eram dos conspiradores.

O Serviço de Registro de Tumbas Militares da Alemanha não tem registro do enterro, e os nazistas, também os consideravam traidores, não queriam que tivessem uma tumba identificada.

Stauffenberg é considerado um herói na Alemanha atual, com muitas ruas e prédios levando seu nome. Uma parada noturna com tochas foi realizada em 20 de julho, em frente ao local onde ele foi fuzilado. Diversas autoridades alemãs compareceram.

Fonte: Daily Mail, 20 de julho de 2010.

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>>Numa missão para matar Hitler, Tom Cruise e seus conspiradores
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Documentário: Herois Esquecidos (2)

Este documentário, também chamado "Herois Esquecidos" (homônimo do documentário produzido pela Anhembi-Morumbi), foi dirigido pelo jornalista Rodrigo Saccone e lançado em 2005. Também um curta-metragem, conta com depoimentos de veteranos do sul do país, em linguagem rápida e objetiva. Ponto para a produção.

Confiram:








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>>Waldemar Levy Cardoso
>>Nasce o 1º RI - Reenactors da FEB
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Preparação para recuperar Helldiver de San Diego começa

Preparação para recuperar Helldiver de San Diego começa


Mergulhadores começaram a preparar o local de recuperação de um avião da Segunda Guerra Mundial no fundo do Reservatório Lower Otay, em San Diego, Califórnia.

Bob Rasmussen, diretor do Museu Nacional da Aviação Naval, disse que ainda não tem uma data exata para iniciar a recuperação do Curtiss SB2C-4 Helldiver, mas espera que seja em agosto.

A prefeitura de San Diego irá providenciar um aparelho de sucção para coletar qualquer resquício de combustível, óleo e outras toxinas que possam vazar do avião para o reservatório. Uma empresa de Chicago será responsável por limpar o avião de destroços para ser içado.

Taras Lyssenko, da A&T Recovery, traçou um plano para recuperar a aeronave: “A primeira coisa que temos que fazer é retirar toda a lama, de dentro e ao redor do avião. Temos que verificar a integridade da estrutura antes de tentar içá-la. Também temos que checar por combustível e toxinas”.

Já se passou quase um ano desde que dois pescadores, Duane Johnson e Curtis Howard, descobriram o avião debaixo de 26 metros de água a sudeste da doca do reservatório.

O Helldiver permanece lá desde 28 de maio de 1945. Naquela data, o piloto naval E. D. Frazar fez um pouso forçado quando o motor do avião falhou. Frazar e seu artilheiro, Joseph Metz, sobreviveram à queda e nadaram até a margem. Hojem, ambos já são falecidos, mas familiares aguardam ansiosos o processo de recuperação.

O Museu está esperançoso de que a aeronave esteja em boas condições e possa ser restaurada para integrar o acervo em Pensacola, Flórida. Há cerca de cinco Helldivers sobreviventes dos estimados 7.000 construídos durante a guerra. A Marinha não tem um exemplar em sua coleção.

Definitivamente queremos um SB2C e achamos que essa é nossa melhor oportunidade de conseguir um”, disse Rasmussen.

Ed Ellis, da Fundação do Museu da Aviação Naval, disse que a fundação irá custear a recuperação. Usará dinheiro doado ao museu por Marlon Overholt, piloto na Segunda Guerra e antigo voluntário da instituição.

Ele deixou ao museu mais de 1 milhão de dólares para uso na recuperação, restauração e exibição de aeronaves no museu”, disse Ellis.

Fonte: Sign On San Diego, 14 de julho de 2010.

Logotipo e serial da Marinha do Helldiver no fundo do Reservatório Lower Otay.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nota de Falecimento: Charles Farmer

Charles Farmer
(31/01/1922 - 06/07/2010)

Faleceu no último dia 6 de julho em Marblehead, Massachussetts, de causas naturais aos 88 anos de idade, o ás norte-americano Tenente Charles Davis Farmer.

Nascido em Mobile, Alabama, Farmer era o mais novo de seis irmãos. Na adolescência, mudou-se com a família para New Jersey, de onde frequentemente ia para Nova Iorque escutar a orquestra de Benny Goodman. Ele alistou-se na Marinha em 1 de julho de 1942, completando seu treinamento de piloto naval em 16 de julho de 1943. No começo de 1944, Farmer integrou o Esquadrão VF-10 - os "Grim Reapers" - a bordo do USS Enterprise. Voando o Grumman F6F Hellcat, ele abriu seu escore em março de 1944 quando, juntamente com outros três colegas, derrubou um bombardeiro Mitsubishi G4M "Betty" sobre o Pacífico ao norte da Nova Guiné. Cada um ganhou 25% da vitória.

No dia 19 de junho de 1944, a Força-Tarefa 58 do Vice-Almirante Marc Mitcher - da qual fazia parte o Enterprise - aproximou-se de Saipan onde fez contato com a esquadra japonesa sob comando do Vice-Almirante Jisaburo Ozawa. O confronto que se seguiu tornou-se a maior batalha de porta-aviões da história, e ficou conhecida pelos americanos como "A Grande Caça aos Perus das Marianas". Os pilotos norte-americanos derrubaram quase 600 aeronaves japonesas, com perdas mínimas para seu lado. Farmer era um dos 400 pilotos americanos que tomaram parte na ação, e derrubou um torpedeiro Nakajima B5N "Kate" e um Mitsubishi A6M "Zero". Mais tarde, Farmer falou sobre o evento: "Era a opinião de todos os pilotos de caça com quem conversei que o ataque dos japoneses não era bom. Muitos de seus pilotos se contentavam em ficar completamente fora da ação. Os bombardeiros de mergulho e torpedeiros temiam manter formação e se separavam, perdendo assim sua capacidade de ataque coordenado". Os "Grim Reapers" foram em seguida enviados para os EUA para descanso e reequipagem com o poderoso Chance-Vought F4U Corsair.

Embarcado no USS Intrepid, Farmer retornou ao combate em fevereiro de 1945. No dia 16 de abril, ao largo de Okinawa, numa patrulha de caça matutina, ele encontrou pesada oposição aérea. Em meio ao combate contra uma força inimiga superior em número, ele derrubou um Kawasaki Ki-61 "Tony" e três Zeros. Por esta ação ele foi condecorado com a Navy Cross e encerrou seu total com 7,25 vitórias aéreas confirmadas.

Após a guerra, Farmer ingressou em Harvard para estudar governança, e por muitos anos trabalhou como consultor em Washington. Aposentando-se em 1979, ele ainda era chamado para realizar entrevistas com candidatos a estudar em Harvard. Sua esposa faleceu de câncer em 2006. Charles Farmer deixa três filhos e quatros netos.

Os "Grim Reapers" durante a guerra.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Spitfires marcam 70º aniversário da Batalha da Inglaterra

Spitfires marcam 70º aniversário da Batalha da Inglaterra


Dez históricos Spitfires voaram em formação para marcar o 70º aniversário do início da Batalha da Inglaterra.

Sua impressionante apresentação fez parte do show aéreo Flying Legends no Imperial War Museum em Duxford, Cambridgeshire, no sábado 10 de julho.

Mostrou o desenvolvimento do caça durante a Segunda Guerra Mundial, desde o raro Spiffire Mk.I, um dos primeiros modelos, até o Mk.XIX, que se tornou o último dos Spitfires foto-reconhecedores.

No domingo, como parte das comemorações, uma missa a céu aberto foi realizada em Folkestone, Kent, durante a qual houve três sobrevôos de Spitfires e Hurricanes.

O Group Captain Patrick Tootal, secretário do Fundo Memorial da Batalha da Inglaterra, disse: “todos os anos nós homenageamos os Poucos, homens do Comando de Caça da RAF que estiveram na primeira linha para impedir uma invasão alemã, bem como todos os homens e mulheres cujo apoio em tantos serviços ajudou a garantir nossa liberdade hoje”.

Nós da associação esperamos que este 70º aniversário seja prestigiado por um grande número de pessoas”, concluiu.

Durante a missa do domingo, o Príncipe Michael, de Kent, esteve presente como convidado de honra dos veteranos.

Fonte: The Telegraph, 10 de julho de 2010.

Os lendários Spitfires alinhados em Duxford.


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Nota de Falecimento: Vernon Baker

Vernon Baker
(17/12/1919 - 13/07/2010)

Faleceu no último dia 13 de julho em St. Maries, Idaho, de câncer no cérebro aos 90 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra, Primeiro-Tenente Vernon Joseph Baker.

Nascido em Cheyenne, Wyoming, Baker perdeu os pais aos 4 anos de idade, num acidente de carro, e desde então foi criado pelos avós juntamente com suas duas irmãs. Após concluir seus estudos, trabalhou como ferroviário e alistou-se no Exército em 26 de junho de 1941, seguindo para treinamento em Camp Wolters, Texas. Baker cursou a Escola de Aspirantes a Oficial e foi comissionado Segundo-Tenente em 11 de janeiro de 1943. Em junho de 1944, ele foi enviado para a Itália junto ao 370º Regimento da 92ª Divisão de Infantaria - uma unidade composta inteiramente de soldados negros, exceto oficiais superiores.

Em ação no front, Baker foi ferido no braço por uma bala inimiga em outubro. Perdendo muito sangue, ele perdeu a consciência. Quando acordou após a cirurgia, percebeu que estava numa ala segregada de hospital. Em dezembro ele retornou à sua unidade em frente à Linha Gótica. Em 5 de abril de 1945, Baker liderava um pelotão de 25 homens em uma região cheia de bunkers e ninhos de metralhadora perto de Viareggio, ao norte de Pisa. Às 5h da manhã, eles atingiram um ponto a 250 metros do Castelo Aghinolfi, fortaleza alemã que esperavam capturar. Baker avistou uma luneta saindo de uma pequena fresta de um bunker, e aproximou-se com cuidado da abertura. Ele então deu diversos tiros com seu rifle M-1, matando os dois alemães da guarnição. Baker seguiu para um camuflado ninho de metralhadora, e matou os dois soldados inimigos enquanto tomavam café. Prosseguindo, ele jogou uma granada na abertura de um outro bunker, matou o soldado que saiu e depois adentrou a casamata, eliminando toda a guarnição. Enquanto isso, fogo de metralhadora e morteiros alemães começaram a chover sobre o pelotão. No meio da reação, Baker atacou e destruiu sozinho outros dois ninhos de metralhadora, antes de ocupar a posição do último e chamar a atenção do inimigo, para permitir a evacuação dos feridos do pelotão. Na noite seguinte, ele voluntariamente liderou um ataque através de campos minados e pesado fogo inimigo, para capturar o castelo.

Suas audaciosas ações inspiraram seus colegas a continuar na ofensiva, e Baker foi condecorado com a Distinguished Service Cross. Ele continuou na Europa até 1947, como parte das forças de ocupação, e passou para a reserva em 1968.

Em 1993, um estudo do Exército dos EUA comprovou que a discriminação racial foi um fator de grande relevância para a outorga de comendas durante a Segunda Guerra Mundial, impedindo assim que soldados negros fossem condecorados com a mais alta comenda militar norte-americana. Uma comissão então revisou diversos relatórios de recomendação, e encontrou sete casos em que soldados negros protagonizaram ações dignas da Medalha de Honra do Congresso. Vernon Baker era o único dos sete ainda vivo, e em 13 de janeiro de 1997, numa cerimônia na Casa Branca, o Presidente Bill Clinton condecorou-o ao som de "God Bless America", tocado pela Banda dos Fuzileiros Navais. Baker tinha uma lágrima descendo pelo rosto.

Perguntado sobre como era servir em uma unidade segregada, Baker disse: "Eu era um jovem furioso. Todos estávamos furiosos. Mas tínhamos um trabalho para fazer, e o fizemos. Meus pensamentos pessoais diziam que as coisas melhorariam, e estou orgulhoso por ter vivido para ver isso". Vernon Baker deixa esposa e cinco filhos.

Vernon Baker recebendo a Medalha de Honra do Presidente Bill Clinton, 13 de janeiro de 1997.


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sexta-feira, 16 de julho de 2010

900 bombas achadas sob restaurante em Okinawa

900 bombas achadas sob restaurante em Okinawa


Mais de 900 bombas intactas da Segunda Guerra Mundial foram encontradas embaixo de um restaurante em Okinawa – ilha do arquipélago japonês, anunciou a polícia local.

Trabalhadores da construção civil trabalhando num projeto de expansão de estradas detectaram os explosivos com um detector de metais e avisaram a polícia, disse Kiyotaka Maedomari, chefe de polícia da cidade de Itoman.

Um esquadrão anti-bombas do exército descobriu um total de 902 bombas intactas, que provavelmente têm origem norte-americana. “É raro encontrar esse grande número de bombas intactas de uma só vez”, disse Maedomari.

Devido ao fato de explosivos intactos da Segunda Guerra Mundial estarem espalhados por toda Okinawa, o pessoal da construção civil sempre usa detectores de metal antes de começar a cavar o solo”, ele disse.

Esses tipos de bombas são periodicamente encontrados por todo o Japão, até mesmo na populosa Tóquio, mas casos de ferimentos por detonação são raros.

Okinawa foi o campo de batalha mais sangrento do Pacífico, com os EUA lançando um ataque aéreo e anfíbio que durou 83 dias em 1945, chamado pelos moradores locais de “Tufão de Aço”. Cerca de 190.000 japoneses foram mortos, metade deles civis.

Em janeiro de 2009, um trabalhador japonês foi seriamente ferido quando uma bomba da Segunda Guerra explodiu na cidade de Itoman.

Estima-se que cerca de 10.000 toneladas de munição não-explodida tenham sido esquecidas em Okinawa após a guerra. Cerca de 4.500 toneladas permaneceram quando os Estados Unidos devolveram Okinawa para o Japão em 1972.

Desde então, as forças armadas japonesas já desativaram mais 1.500 toneladas, mas espera-se que ainda demore mais 80 anos até que o resto seja removido.

Fonte: The Times of India, 15 de julho de 2010.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Paraquedista faz último salto aos 89 anos

Paraquedista faz último salto aos 89 anos


Logo após a meia-noite de 5 de junho de 1944, no começo do Dia-D, Jim Martin, um paraquedista norte-americano de 23 anos, fez seu primeiro salto de combate em meio ao fogo inimigo.

Ele e seus colegas do 506º Regimento de Infantaria Paraquedista da 101ª Divisão Aerotransportada, foram lançados atrás das linhas alemãs de um transportador C-47. Martin já tinha feito 17 saltos de treinamento antes fazer o primeiro de seus dois saltos de combate durante a guerra.

Às 10h da manhã de 11 de julho de 2010, Martin, ainda vigoroso aos 89 anos de idade, fez o que chamou de seu último salto de paraquedas, cercado por cerca de 30 familiares e amigos. Saltando de um pequeno Beech 18 branco, ele saltou de 3.800 metros sobre o aeroporto do Condado de Greene, Ohio.

Ao ser perguntado sobre o salto foi diferente daquele da Normandia, ele disse: “Ninguém atirou em mim. Foi muito mais divertido do que ter traçantes passando por todo lado”.

Como o último salto esportivo de Martin aconteceu há 30 anos atrás, foi necessário que ele saltasse junto com um instrutor, Bob Tyson, um experiente paraquedista de Columbus, Ohio.

Martin não demonstrou medo antes do salto, dizendo que se o paraquedas falhasse, os fotógrafos deveriam continuar a registrar o momento para mostrar a realidade. Após o salto ele admitiu: “Eu achei que ia ter problemas na hora de saltar, mas logo que ele disse pra ir, eu fui”.

Foi o pouso mais suave que já fiz”, disse após uma queda livre e sete minutos planando no ar.

Como paraquedista militar, Martin saltou do C-47 sobre a Normandia preso a uma linha estática que puxava a corda do paraquedas. Ele e seus colegas estavam sobrecarregados com até 60 quilos de munição, morteiros, rações e um rifle M-1. Sua missão de três dias que era capturar as pontes da região para que os alemães não pudessem transportar veículos blindados para as praias, acabou durando 33 dias.

Seu segundo salto de combate foi em 17 de setembro de 1944, na Holanda. De lá, eles foram levados em caminhões para a Batalha das Ardenas em Bastogne, na Bélgica, e então para o Ninho da Águia em Berchtesgarden, na Alemanha. Seu batalhão também ajudou na liberação de um campo de concentração. Ele foi condecorado com a Bronze Star e o Purple Heart.

Agora aposentado, Martin trabalhou na Comissão de Zoneamento de Sugarcreek após a guerra. Ele e a esposa Donna, que trabalhou na Base Aérea Wright Patterson durante a guerra, construíram sua própria casa em madeira, numa área arborizada.

Sempre mantendo suas opções em aberto, as últimas palavras de Martin para a multidão no aeroporto foram: “Vou fazer isso de novo quando completar 100!

Fonte: Dayton Daily News, 13 de julho de 2010.



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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Primeira operação de comandos a Guernsey completa 70 anos

Primeira operação de comandos a Guernsey completa 70 anos

Uma pedra comemorativa ao 70º aniversário da primeira operação de comandos a Guernsey, durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial, foi inaugurada.

Cerca de 100 moradores da ilha compareceram à cerimônia que comemorou a missão de reconhecimento em Guernsey liderada pelo Tenente Hubert Nicolle – que havia nascido lá.

A pedra foi inaugurada pelo governador insular Sir Geoffrey Rowland, que chamou Nicolle de “um dos grandes heróis de Guernsey”.

O Tenente Nicolle foi chamado de “o primeiro comando” por sua audaciosa missão solitária.

Ele foi enviado à ilha em 8 de julho de 1940 para descobrir que efeitos a ocupação alemã, que havia começado em 30 de junho, estava tendo sobre a população civil.

A pedra comemorativa foi posicionada na baía de Le Jaonnet, onde Nicolle desembarcou e onde ele foi resgatado pela Royal Navy três dias depois.

Aquela foi a primeira de muitas operações de reconhecimento em todas as Ilhas do Canal durante toda a ocupação.

O Tenente Nicolle retornou à ilha em setembro de 1940, mas dessa vez foi forçado a entregar-se às autoridades alemãs.

Ele conseguiu escapar do campo de prisioneiros de Spangenberg através de um túnel, somente para ser recapturado e mantido cativo até o fim da guerra, quando foi liberado por forças americanas em 1945. Hubert Nicolle faleceu em 1998.

Fonte: BBC News, 9 de julho de 2010.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

O último adeus a Amedeo Guillet

O último adeus a Amedeo Guillet


Aconteceu no dia 26 de junho na Catedral de Capua, Itália, a última cerimônia de adeus ao General Amedeo Guillet. A caixa com as cinzas do eterno Comandante Diavolo foram colocadas ao lado do altar, e diversas coroas de flores foram recebidas. Diversas personalidades estiveram presentes, incluindo presidente da Associação Nacional Bersaglieri Gabriele Rendina e diversos veteranos de Capua.

"Eu só tive o prazer de cumprimentar pessoalmente o General Guillet durante uma recente visita à cidade de Capua, mas tive o privilégio de aprender mais sobre esta figura histórica que serviu admiravelmente a Itália. Um soldado que se atreveu a lançar uma carga de cavalaria contra tanques; um homem corajoso, fiel aos seus ideais, que se tornou uma lenda", disse Rendina.

Para receber as cinzas, trazidas por uma guarda de honra do Regimento de Cavalaria "Guide", de Salerno, foi montado um pequeno altar no centro do corredor central, onde ao redor se posicionaram veteranos, civis e militares. Além dos filhos do General, Alfredo e Paolo, compareceram o Dr. Zemede Tekle, embaixador da Eritreia na Itália; Princesa Wijdan Fawaz Al Hashemi, embaixadora da Jordânia; o prefeito de Capua, senadores, generais e outras autoridades públicas.

O Arcebispo Bruno Schettino lembrou a figura heroica do General Guillet, destacando suas realizações e seus valores morais. Segundo ele, sua vida se caracterizou "pelo cumprimento do dever, coragem, aventura, e pelo melhoramento do diálogo e da mediação".

As cinzas de Amedeo Guillet foram depositadas na capela da família no cemitério de Capua.

Fonte: Capua Online, 1 de julho de 2010.

Meus agradecimentos ao amigo Pietro Montagna.











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