(16/01/1921 - 07/01/2011)
Faleceu no último dia 7 de janeiro em Cluj, na Romênia, de causas naturais aos 89 anos de idade, o piloto de Stuka Major-General Constantin Dragomir.
Nascido na cidade de Buzau, no sudeste do país, Dragomir ingressou na Escola de Oficiais em 1939, passando pela Academia de Aviação e graduando-se como Segundo-Tenente Aviador em 1941. Com a entrada da Romênia nas operações do Eixo contra a União Soviética, ele viu-se designado para o 81º Esquadrão de Bombardeio Leve, que então operava o biplano de fabricação nacional IAR 37. Enviado para o front, Dragomir realizou missões de bombardeio em apoio às tropas romenas e alemãs que avançavam no sul da URSS no verão de 1942. Transferido para o 3º Grupo de Bombardeio em agosto, ele passou a operar no aeródromo de Morozovskaya, a 35 quilômetros de Stalingrado. Em novembro, com o contra-ataque soviético que atingiu as linhas do 4º Exército Romeno, Dragomir testemunhou o caos da retirada: "Tomamos em cheio o golpe em Stalingrado. Ainda me lembro dos gigantescos comboios de feridos que chegavam ao aeródromo. As pessoas fugiam em terror dos russos".
Após o desastroso recuo, Dragomir foi um dos 36 pilotos romenos escolhidos para treinamento no Junkers Ju 87 Stuka, que deveria substituir seus velhos biplanos de ataque. Após completar o treinamento em março de 1943, foi designado para o novo 3º Grupo de Bombardeio de Mergulho, atuando na Crimeia em apoio aos alemães. De fato, o suporte aéreo provido pelos romenos aos alemães em Kerch é considerado um dos melhores realizados pelo Eixo no front leste. Voando sob pesado fogo antiaéreo soviético, os Stukas romenos tiveram desempenho invejável, e Dragomir foi condecorado pelos alemães com as duas classes da Cruz de Ferro. Em 20 de julho de 1944, ele foi um dos cinco pilotos romenos escolhidos para receber treinamento no novo caça-bombardeiro que substituiria seus Stukas, o Focke-Wulf Fw 190. Contudo, logo após completarem o treinamento em Prostejov, na então Tchecoslováquia, a Romênia assinou o cessar-fogo com a URSS em 23 de agosto, e trocou de lado na guerra, fazendo com que Dragomir e seus colegas fossem rendidos pelos alemães. Enviado para um campo de prisioneiros ao norte de Berlim, ele só foi liberado em 3 de maio de 1945.
Após a guerra, Dragomir voltou à Força Aérea Romena e em 1949 reingressou na Academia Militar. Contudo, em abril de 1952 o governo comunista expulsou-o do serviço militar por ter "antecedentes perigosos". Dragomir então teve que trabalhar como soldador na indústria, até que foi reabilitado em 1959, conseguindo um diploma de Engenharia Mecânica e trabalhando como engenheiro-chefe de uma fábrica em Cluj, no noroeste romeno, até aposentar-se em 1996. Em 2002, o presidente Ion Iliescu promoveu-o ao generalato, como compensação pelo expurgo promovido pelo antigo governo comunista. Desde 1997, Constantin Dragomir era presidente da Associação Nacional de Veteranos de Guerra, sendo uma voz ativa na defesa dos interesses dos antigos combatentes romenos.
Constantin Dragomir (esq) e Dumitru Pasare (dir) com um Ju 87D-3 romeno na União Soviética, 1943.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Boris Capbatut
>>Nota de Falecimento: Ion Marinciu
>>Vídeo: Dobran discursa no túmulo de Serbanescu
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 7
>>Evento: Dia da Aviação na Romênia 2009
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