William "Bill" Bower(13/02/1917 - 10/01/2011)
Faleceu no último dia 10 de janeiro em Boulder, Colorado, EUA, de causas naturais aos 93 anos de idade, o último piloto do Raide de Doolittle, Coronel William "Bill" Bower.
Nascido em Ravenna, Colorado, Bower juntou-se à Guarda Nacional em 1936, seguindo depois para o Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos, de onde se graduou em 4 de outubro de 1940, com a patente de Segundo-Tenente. Após o ataque japonês a Pearl Harbor em dezembro de 1941, o Alto-Comando do Exército planejou um ataque retaliatório contra o Japão, encarregamento o então Tenente-Coronel James Doolittle de executá-lo. Bower voluntariou-se para a missão, e após um intensivo período de treinamento no B-25 Mitchell, foi embarcado no porta-aviões USS Hornet, zarpando em 2 de abril de 1942.
No dia 18 de abril, após serem detectados por barcos japoneses durante a aproximação, os americanos tiveram que decolar antecipadamente, antes do ponto planejado no qual teriam combustível para pousar na China. Doolittle decolou na primeira aeronave, e Bower estava no comando do 12º bombardeiro a deixar o convés do Hornet. Pilotando o B-25 "Fickle Finger of Fate", Bower direcionou sua aeronave para Tóquio e os alvos secundários ao redor da capital. Devido a uma espessa cobertura de nuvens encontrada no caminho do alvo primário, ele mudou para o secundário, bombardeando uma refinaria, fábricas e depósitos em Yokohama. Apesar de reportar pesada atividade da artilharia antiaérea e perseguição por biplanos inimigos, seu B-25 não foi atingido, e ele então rumou para a China. Às 23:30h, no limite do combustível, a tripulação saltou de paraquedas nas proximidades de Chuchow. De lá, foram levados até Chunking, reunindo-se ao restante dos aviadores sobreviventes.
Bower foi um dos 23 participantes do ataque que foram recebidos na Casa Branca em junho de 1942, sendo condecorados com a Distinguished Flying Cross. Depois, ele partiu para a África e Europa com o 428º Esquadrão de Bombardeio, eventualmente assumindo o comando da unidade. O esquadrão utilizou o B-25 Mitchell por toda a guerra, realizando missões de interdição do campo de batalha por todo o Teatro de Operações do Mediterrâneo, voltando para os EUA em setembro de 1945.
Após a guerra, Bower continuou na USAF, trabalhando em comissões de investigação de acidentes e no comando de uma unidade de transporte no Ártico. Ele ainda foi feito comandante da Base Aérea de Dobbins, em Marietta, Georgia, antes de aposentar-se como Coronel em 1966. Então mudou-se com esposa e quatro filhos para Boulder, Colorado, onde fez diversos trabalhos voluntários e tornou-se um ávido participante de encontros anuais de veteranos do Raide de Doolittle. Com sua morte, somente cinco "raiders" ainda estão vivos - ele era o último dos 16 pilotos originais. Viúvo desde 2004, o Coronel Bill Bower deixa quatro filhos e seis netos.
Nascido em Ravenna, Colorado, Bower juntou-se à Guarda Nacional em 1936, seguindo depois para o Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos, de onde se graduou em 4 de outubro de 1940, com a patente de Segundo-Tenente. Após o ataque japonês a Pearl Harbor em dezembro de 1941, o Alto-Comando do Exército planejou um ataque retaliatório contra o Japão, encarregamento o então Tenente-Coronel James Doolittle de executá-lo. Bower voluntariou-se para a missão, e após um intensivo período de treinamento no B-25 Mitchell, foi embarcado no porta-aviões USS Hornet, zarpando em 2 de abril de 1942.
No dia 18 de abril, após serem detectados por barcos japoneses durante a aproximação, os americanos tiveram que decolar antecipadamente, antes do ponto planejado no qual teriam combustível para pousar na China. Doolittle decolou na primeira aeronave, e Bower estava no comando do 12º bombardeiro a deixar o convés do Hornet. Pilotando o B-25 "Fickle Finger of Fate", Bower direcionou sua aeronave para Tóquio e os alvos secundários ao redor da capital. Devido a uma espessa cobertura de nuvens encontrada no caminho do alvo primário, ele mudou para o secundário, bombardeando uma refinaria, fábricas e depósitos em Yokohama. Apesar de reportar pesada atividade da artilharia antiaérea e perseguição por biplanos inimigos, seu B-25 não foi atingido, e ele então rumou para a China. Às 23:30h, no limite do combustível, a tripulação saltou de paraquedas nas proximidades de Chuchow. De lá, foram levados até Chunking, reunindo-se ao restante dos aviadores sobreviventes.
Bower foi um dos 23 participantes do ataque que foram recebidos na Casa Branca em junho de 1942, sendo condecorados com a Distinguished Flying Cross. Depois, ele partiu para a África e Europa com o 428º Esquadrão de Bombardeio, eventualmente assumindo o comando da unidade. O esquadrão utilizou o B-25 Mitchell por toda a guerra, realizando missões de interdição do campo de batalha por todo o Teatro de Operações do Mediterrâneo, voltando para os EUA em setembro de 1945.
Após a guerra, Bower continuou na USAF, trabalhando em comissões de investigação de acidentes e no comando de uma unidade de transporte no Ártico. Ele ainda foi feito comandante da Base Aérea de Dobbins, em Marietta, Georgia, antes de aposentar-se como Coronel em 1966. Então mudou-se com esposa e quatro filhos para Boulder, Colorado, onde fez diversos trabalhos voluntários e tornou-se um ávido participante de encontros anuais de veteranos do Raide de Doolittle. Com sua morte, somente cinco "raiders" ainda estão vivos - ele era o último dos 16 pilotos originais. Viúvo desde 2004, o Coronel Bill Bower deixa quatro filhos e seis netos.
Bill (segundo à esq.) e sua tripulação a bordo do USS Hornet.
Bill Bower com o brasão dos Doolittle Raiders.
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