Um raro Spitfire e sua orgulhosa proprietária

Carolyn Grace dá instruções precisas para subir no avião, onde por os pés, braços e cabeça. “Você não entra em um Spitfire”, diz ela. “Você o usa”. Entende-se o que ela quer dizer, pois têm-se que entrar um espaço muito reduzido e apertado. Eles não foram desenhados para conforto.
Mas este não é qualquer Spitfire e Carolyn não é qualquer proprietária.
Cerca de 22.000 Spitfires foram produzidos nas décadas de 1930 e 1940, mas estima-se que hoje existam apenas cerca de 30 modelos funcionando. Um foi vendido a £2 milhões recentemente.
O Spitfire de Carolyn foi o primeiro avião Aliado a derrubar uma aeronave inimiga sobre as praias da Normandia no Dia-D. E Carolyn, uma ex-fazendeira, não é somente uma proprietária feliz, mas também a única mulher que pilota Spitfires atualmente.
A história de como ela tornou-se a proprietária é um tanto interessante: um dia em 1979, seu marido Nick viu um pequeno anúncio num jornal. “Olha, estão vendendo um Spitfire”, disse ele à esposa. “Legal, por que não vai lá dar uma olhada?”, ela respondeu.
Mas Nick fez mais do que olhar a aeronave. Alguns dias depois dois caminhões estacionaram ao lado de sua casa, numa pequena fazenda que tinham comprado. “Os caminhões se abriram e estavam cheios de Spitfires! Nick tinha comprado dois por £50 mil. Era algo tipo ‘pague um e leve dois’”.
Ambos estavam desmontados. Um foi imediatamente revendido, deixando o outro como adorno de jardim do casal. Nick restaurou-o durante os próximos seis anos; ele montou um hangar ao lado da casa, e o caça decolou pela primeira vez em 16 de abril de 1985 no aeroporto de Merryn, Cornwall.
Contudo, três anos após montar o Spitfire peça por peça, Nick faleceu num trágico acidente de carro. Determinada a manter viva a memória do marido, Carolyn dedicou-se a cuidar do Spitfire que ele tanto gostava. Era a vontade de Nick dar o Spitfire aos filhos, quando crescessem.
Ela então fez o curso de pilotagem, inclusive o árduo treinamento especial necessário para se pilotar o Spitfire. E descobriu também que possuía um exemplar bastante singular.
Produzido em abril de 1944, o caça foi entregue inicialmente ao 485º Esquadrão Neozelandês. O piloto Johnnie Houlton levou-o até as praias da Normandia na manhã de 6 de junho de 1944, onde observou um Junkers Ju 88 sobre as praias, abrindo fogo e derrubando-o em seguida.
Mais tarde, o Spitfire ainda passou por outros cinco esquadrões até o fim da guerra, e foi convertido para o padrão biposto de treinamento em 1951, quando voava com a Força Aérea Irlandesa.
Carolyn participou dos recentes voos comemorativos dos 75 anos do Spitfire em 5 de março de 2011. Orgulhosa da peça que possui, ela mantém o vivo o legado do falecido marido e também o da aeronave considerada um verdadeiro tesouro nacional da Grã-Bretanha.
Fonte: Daily Mail, 11 de março de 2011.
Mas este não é qualquer Spitfire e Carolyn não é qualquer proprietária.
Cerca de 22.000 Spitfires foram produzidos nas décadas de 1930 e 1940, mas estima-se que hoje existam apenas cerca de 30 modelos funcionando. Um foi vendido a £2 milhões recentemente.
O Spitfire de Carolyn foi o primeiro avião Aliado a derrubar uma aeronave inimiga sobre as praias da Normandia no Dia-D. E Carolyn, uma ex-fazendeira, não é somente uma proprietária feliz, mas também a única mulher que pilota Spitfires atualmente.
A história de como ela tornou-se a proprietária é um tanto interessante: um dia em 1979, seu marido Nick viu um pequeno anúncio num jornal. “Olha, estão vendendo um Spitfire”, disse ele à esposa. “Legal, por que não vai lá dar uma olhada?”, ela respondeu.
Mas Nick fez mais do que olhar a aeronave. Alguns dias depois dois caminhões estacionaram ao lado de sua casa, numa pequena fazenda que tinham comprado. “Os caminhões se abriram e estavam cheios de Spitfires! Nick tinha comprado dois por £50 mil. Era algo tipo ‘pague um e leve dois’”.
Ambos estavam desmontados. Um foi imediatamente revendido, deixando o outro como adorno de jardim do casal. Nick restaurou-o durante os próximos seis anos; ele montou um hangar ao lado da casa, e o caça decolou pela primeira vez em 16 de abril de 1985 no aeroporto de Merryn, Cornwall.
Contudo, três anos após montar o Spitfire peça por peça, Nick faleceu num trágico acidente de carro. Determinada a manter viva a memória do marido, Carolyn dedicou-se a cuidar do Spitfire que ele tanto gostava. Era a vontade de Nick dar o Spitfire aos filhos, quando crescessem.
Ela então fez o curso de pilotagem, inclusive o árduo treinamento especial necessário para se pilotar o Spitfire. E descobriu também que possuía um exemplar bastante singular.
Produzido em abril de 1944, o caça foi entregue inicialmente ao 485º Esquadrão Neozelandês. O piloto Johnnie Houlton levou-o até as praias da Normandia na manhã de 6 de junho de 1944, onde observou um Junkers Ju 88 sobre as praias, abrindo fogo e derrubando-o em seguida.
Mais tarde, o Spitfire ainda passou por outros cinco esquadrões até o fim da guerra, e foi convertido para o padrão biposto de treinamento em 1951, quando voava com a Força Aérea Irlandesa.
Carolyn participou dos recentes voos comemorativos dos 75 anos do Spitfire em 5 de março de 2011. Orgulhosa da peça que possui, ela mantém o vivo o legado do falecido marido e também o da aeronave considerada um verdadeiro tesouro nacional da Grã-Bretanha.
Fonte: Daily Mail, 11 de março de 2011.




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1 comentários:
Adorei o post.
Que história incrível e que belas fotos.
O Spitfire é mesmo lendário...
Também sou um aficcionado em II WW.
Parabéns.
Abraços
Allysson
allyssonoliveira@yahoo.com.br
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