Ingleses ignoraram pedidos de rendição do Bismarck

Com seu leme travado e sua velocidade prejudicada por ataques de torpedo, o KMS Bismarck e sua tripulação de 2.200 eram um alvo fácil para a Royal Navy. E em duas horas o couraçado alemão se tornaria um monte de metal retorcido em chamas com mortos por todo o lado.
Mas a agonia do navio não havia terminado. Após o bombardeio pelos navios ingleses, ele foi finalmente posto a pique por torpedos, descendo Atlântico abaixo levando todos, menos 200, com ele.
Para a Royal Navy, era um triunfo – a vingança pela destruição do orgulho da frota, o HMS Hood, dias antes pelo Bismarck.
Mas o filho de um dos marinheiros que testemunhou o fim do Bismarck 70 anos atrás disse recentemente que a batalha podia ter terminado de uma maneira bem diferente – porque os alemães tentaram se render no auge do combate.
Tommy Byers, um marinheiro no couraçado britânico HMS Rodney, manteve até sua morte que o navio, afundado a centenas de quilômetros da costa da Bretanha, na França, havia hasteado uma bandeira negra – o sinal naval de pedido de trégua.
Ele e outro marinheiro também viram um sinal em código Morse que interpretaram como uma rendição, como também um alemão que acenava com bandeiras passando a mesma mensagem.
Oficiais da Royal Navy foram avisados dos sinais, mas estavam determinados a seguir a ordem de Winston Churchill, que disse “afundem o Bismarck!” O Primeiro-Ministro queria garantir a vingança pelo Hood, no qual toda a tripulação de 1.418, menos três, morreram.
Se o Bismarck tivesse sido capturado, a vida de milhares de alemães poderia ter sido salva. O navio teria sido um prêmio valioso, dando aos engenheiros ingleses um entendimento profundo do desenho do poderoso irmão do Bismarck, o KMS Tirpitz.
A revelação foi feita pelo autor Ian Ballantyne, para um livro sobre o Bismarck lançado no 70º aniversário de seu afundamento em 27 de maio de 1941. Enquanto pesquisava para o livro, viu uma entrevista que o Sr. Byers deu a seu filho Kevin antes de falecer em 2004 aos 86 anos.
Byers, oficial de artilharia no Rodney, viu o desenrolar da batalha através de binóculos, a uma distância de 3 quilômetros. O Rodney chegou a uma distância que é considerada “queima-roupa” em termos navais, porque o Bismarck já não mais revidava fogo.
Ele disse: “Rapidamente os homens começaram a pular de bordo. Eles não podiam suportar o calor. Um sujeito em particular no topo da torre B estava fazendo sinais com os braços. Eu vi isso e reportei ao meu superior, Tenente-Comandante Crawford. Ele disse: ‘Não quero saber de nenhum sinal agora’. O Bismarck então hasteou uma bandeira negra... Mas Crawford não se importava com nada disso”.
“Então os alemães começaram a piscar as luzes em Morse, mas Crawford disse ‘Não me reporte mais nada desse tipo!’”
Kevin Byers, de 52 anos, disse: “Meu pai sabia o que tinha visto. Ele sentiu-se culpado por não ter feito mais nada na época, mas não tinha patente alta o suficiente para ser escutado. Cerca de 2.000 homens morreram e isso o marcou pelo resto da vida”.
A segunda testemunha foi o Tenente Donald Campbell, oficial de defesa antiaérea no Rodney. Em seu testemunho do afundamento ele disse ter visto o sinal em Morse. O mesmo sinal também foi percebido por um marinheiro no cruzador HMS Dorsetshire.
O Bismarck estava sendo caçado implacavelmente.
Aleijado por torpedos do porta-aviões HMS Ark Royal, ele tentou alcançar a França, mas foi cercado pelo Rodney e outro couraçado, o HMS King George V.
Terry Charman, do Imperial War Museum, disse que o Almirante Lütjens, no Bismarck, havia enviado telegramas para Hitler dizendo que o navio lutaria até o fim. Mas acrescentou: “Pode ser que uma parte da tripulação quisesse se render; eles estavam numa situação desesperadora”.
Fonte: Daily Mail, 27 de maio de 2011.
Mas a agonia do navio não havia terminado. Após o bombardeio pelos navios ingleses, ele foi finalmente posto a pique por torpedos, descendo Atlântico abaixo levando todos, menos 200, com ele.
Para a Royal Navy, era um triunfo – a vingança pela destruição do orgulho da frota, o HMS Hood, dias antes pelo Bismarck.
Mas o filho de um dos marinheiros que testemunhou o fim do Bismarck 70 anos atrás disse recentemente que a batalha podia ter terminado de uma maneira bem diferente – porque os alemães tentaram se render no auge do combate.
Tommy Byers, um marinheiro no couraçado britânico HMS Rodney, manteve até sua morte que o navio, afundado a centenas de quilômetros da costa da Bretanha, na França, havia hasteado uma bandeira negra – o sinal naval de pedido de trégua.Ele e outro marinheiro também viram um sinal em código Morse que interpretaram como uma rendição, como também um alemão que acenava com bandeiras passando a mesma mensagem.
Oficiais da Royal Navy foram avisados dos sinais, mas estavam determinados a seguir a ordem de Winston Churchill, que disse “afundem o Bismarck!” O Primeiro-Ministro queria garantir a vingança pelo Hood, no qual toda a tripulação de 1.418, menos três, morreram.
Se o Bismarck tivesse sido capturado, a vida de milhares de alemães poderia ter sido salva. O navio teria sido um prêmio valioso, dando aos engenheiros ingleses um entendimento profundo do desenho do poderoso irmão do Bismarck, o KMS Tirpitz.
A revelação foi feita pelo autor Ian Ballantyne, para um livro sobre o Bismarck lançado no 70º aniversário de seu afundamento em 27 de maio de 1941. Enquanto pesquisava para o livro, viu uma entrevista que o Sr. Byers deu a seu filho Kevin antes de falecer em 2004 aos 86 anos.
Byers, oficial de artilharia no Rodney, viu o desenrolar da batalha através de binóculos, a uma distância de 3 quilômetros. O Rodney chegou a uma distância que é considerada “queima-roupa” em termos navais, porque o Bismarck já não mais revidava fogo.
Ele disse: “Rapidamente os homens começaram a pular de bordo. Eles não podiam suportar o calor. Um sujeito em particular no topo da torre B estava fazendo sinais com os braços. Eu vi isso e reportei ao meu superior, Tenente-Comandante Crawford. Ele disse: ‘Não quero saber de nenhum sinal agora’. O Bismarck então hasteou uma bandeira negra... Mas Crawford não se importava com nada disso”.
“Então os alemães começaram a piscar as luzes em Morse, mas Crawford disse ‘Não me reporte mais nada desse tipo!’”Kevin Byers, de 52 anos, disse: “Meu pai sabia o que tinha visto. Ele sentiu-se culpado por não ter feito mais nada na época, mas não tinha patente alta o suficiente para ser escutado. Cerca de 2.000 homens morreram e isso o marcou pelo resto da vida”.
A segunda testemunha foi o Tenente Donald Campbell, oficial de defesa antiaérea no Rodney. Em seu testemunho do afundamento ele disse ter visto o sinal em Morse. O mesmo sinal também foi percebido por um marinheiro no cruzador HMS Dorsetshire.
O Bismarck estava sendo caçado implacavelmente.
Aleijado por torpedos do porta-aviões HMS Ark Royal, ele tentou alcançar a França, mas foi cercado pelo Rodney e outro couraçado, o HMS King George V.
Terry Charman, do Imperial War Museum, disse que o Almirante Lütjens, no Bismarck, havia enviado telegramas para Hitler dizendo que o navio lutaria até o fim. Mas acrescentou: “Pode ser que uma parte da tripulação quisesse se render; eles estavam numa situação desesperadora”.
Fonte: Daily Mail, 27 de maio de 2011.
Veja também:
>>Mortos assombram piloto que atacou o Bismarck
>>Sir John Tovey
>>Nota de Falecimento: Edward Briggs
>>Nota de Falecimento: Les Sayer
>>Nota de Falecimento: Norman Tod
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3 comentários:
Muito boa postagem,é interessante mostrar a história desse ponto,visto que poderia ter ocorrido uma possível rendição,a qual foi brutalmente ignorada. a vida de muitos homens poderiam ter sido poupadas. Júlio,não seria interessante criar uma página para o Sala de Guerra no Facebook!?
assim o pessoal poderia comentar,curtir e debater as postagens divulgadas lá,apenas uma sugestão.Grande Abraço.
Submarinos alemães estavam sendo esperados , e não havia como parar o ataque , com uma bandeira negra .Somente a bandeira branca caracterizaria a rendição .Não houve ofensa às leis de guerra.
Não foi tão fácil afundar o Schlachtschiff Bismarck, como muitos alardeiam. O número de projéteis disparados contra o encouraçado, e que aumentou em muito a probabilidade de acerto, quando foram disparados a menos de 2.500 m do navio, na batalha final, bem demonstra isso:
380 projéteis de 460 mm (Rodney)
716 projéteis de 152 mm (Rodney)
339 projéteis de 356 mm (King Jorge V)
660 projéteis de 133 mm ((King Jorge V)
527 projéteis de 203 mm (Norfolk)
254 projéteis de 203 mm (Dorsetshire)
Um total de 2.876 projéteis foram disparados no curso da última batalha.
Isto sem contar os cerca de 60 torpedos disparados contra o Bismarck.
E no final, os própios tripulantes "ajudaram" a afundar o navio, abrindo as válvulas de fundo.
O almirante inglês Towey escreveu em seu relatório sobre a operação "Rheinübung":
"She (the Bismarck) put up a most gallant fight against impossible odds, worthy of the old days of the Imperial German Navy, and she went down with her colors flying".
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