
As operações aéreas de bombardeio dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial encheram o céu britânico com esteiras, oferecendo um estudo de caso para os cientistas modernos estudarem como o clima é afetado por essas longas e belas linhas de condensação que se formam atrás de uma aeronave.
Os pesquisadores se focaram nas grandes missões de bombardeio entre 1943 e 1945, após a Força Aérea do Exército dos EUA (USAAF) juntar-se à campanha contra as forças alemãs. A aviação civil era rara na década de 1940, então essas missões de combate representaram um gigantesco aumento no tráfego aéreo e na alteração do clima por esteiras.
“É aparente para nós que os bombardeios Aliados durante a guerra representaram um ambiente de experimento da habilidade das esteiras em afetar a energia que entra ou sai da Terra num local particular”, disse o pesquisador Rob Mackenzie, que conduziu os trabalhos no Centro Ambiental Lancaster, no Reino Unido.
As esteiras se formam quanto os escapamentos quentes e úmidos dos exaustores dos motores se encontram com o ar frio. Pequenas gotas líquidas se formam, e depois congelam – formando uma linha branca retilínea. Essas nuvens lineares podem durar dias, algumas vezes se dispersando de forma a se tornar indistinguíveis das nuvens naturais.
Esteiras têm um efeito complexo na temperatura da superfície terrestre: podem refletir a luz do sol, causando resfriamento, ou mesmo prender radiação de ondas longas, impedindo que escape para o espaço, e causando aquecimento da superfície.
Mackenzie e seus colegas pesquisaram registros militares e meteorológicos, e selecionaram ataques que envolveram mais de 1.000 aeronaves seguidos de dias sem atividade aérea com clima similar. Eles escolheram o ataque do dia 11 de maio de 1944 como o melhor estudo de caso.
Naquela manhã, 1.444 aeronaves decolaram do sudeste da Inglaterra em céu limpo. As esteiras dessas aeronaves suprimiram significativamente o aumento da temperatura matutina por todas as áreas que tiveram alta densidade de voos, descobriram os pesquisadores.
“É uma marcante evidência de que os bombardeios da Segunda Guerra Mundial podem nos ajudar a entender os processos que afetam nosso clima contemporâneo”, concluiu Mackenzie.
Fonte: Live Science, 7 de julho de 2011.
Os pesquisadores se focaram nas grandes missões de bombardeio entre 1943 e 1945, após a Força Aérea do Exército dos EUA (USAAF) juntar-se à campanha contra as forças alemãs. A aviação civil era rara na década de 1940, então essas missões de combate representaram um gigantesco aumento no tráfego aéreo e na alteração do clima por esteiras.
“É aparente para nós que os bombardeios Aliados durante a guerra representaram um ambiente de experimento da habilidade das esteiras em afetar a energia que entra ou sai da Terra num local particular”, disse o pesquisador Rob Mackenzie, que conduziu os trabalhos no Centro Ambiental Lancaster, no Reino Unido.
As esteiras se formam quanto os escapamentos quentes e úmidos dos exaustores dos motores se encontram com o ar frio. Pequenas gotas líquidas se formam, e depois congelam – formando uma linha branca retilínea. Essas nuvens lineares podem durar dias, algumas vezes se dispersando de forma a se tornar indistinguíveis das nuvens naturais.
Esteiras têm um efeito complexo na temperatura da superfície terrestre: podem refletir a luz do sol, causando resfriamento, ou mesmo prender radiação de ondas longas, impedindo que escape para o espaço, e causando aquecimento da superfície.
Mackenzie e seus colegas pesquisaram registros militares e meteorológicos, e selecionaram ataques que envolveram mais de 1.000 aeronaves seguidos de dias sem atividade aérea com clima similar. Eles escolheram o ataque do dia 11 de maio de 1944 como o melhor estudo de caso.
Naquela manhã, 1.444 aeronaves decolaram do sudeste da Inglaterra em céu limpo. As esteiras dessas aeronaves suprimiram significativamente o aumento da temperatura matutina por todas as áreas que tiveram alta densidade de voos, descobriram os pesquisadores.
“É uma marcante evidência de que os bombardeios da Segunda Guerra Mundial podem nos ajudar a entender os processos que afetam nosso clima contemporâneo”, concluiu Mackenzie.
Fonte: Live Science, 7 de julho de 2011.
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