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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Boleslaw Gladych


Boleslaw Gladych
(17/05/1918 - 12/07/2001)

Faleceu no último dia 12 de julho em Seattle, EUA, de causas naturais aos 93 anos de idade, o último ás polonês ainda vivo, Squadron Leader Boleslaw Gladych.

Nascido em Varsóvia, Gladych foi expulso de diversas escolas antes de escolher a carreira das armas e ingressar na Academia da Força Aérea Polonesa, graduando-se com as mais altas honras e sendo comissionado em 1 de setembro de 1939 - o dia da invasão alemã ao seu país. Ainda inexperiente para participar dos combates na linha de frente, ele foi responsável por evacuar um esquadrão de treinamento de PZL P.7s para a Romênia, ainda neutra. Lá, foi internado, mas escapou do campo de prisioneiros e conseguiu chegar à França.

Designado para o Groupe de Chasse I./145, equipado com o Caudron C.714 Cyclone, ele participou dos combates contra a Luftwaffe durante a invasão da França - antes de ser evacuado para a Inglaterra. Lá, apresentou-se à RAF e foi designado para o 303º Esquadrão (esquadrão polonês) em outubro de 1940. Suas primeiras vitórias vieram em uma missão em 23 de junho de 1941, quando voava um Spitfire II, sobre três Messerschmitt Me 109. Como consequência deste renhido combate, seu caça foi bastante danificado, e ele fez um pouso forçado, colidindo com um poste e fraturando a cabeça e a clavícula. Após recuperar-se, foi enviado para o 302º Esquadrão "Cidade de Poznan" em dezembro de 1942. No outono de 1943, Gladych perseguiu e disparou contra uma aeronave não-identificada, que surpreendentemente carregava o Primeiro-Ministro Winston Churchill. Como resultado, ele foi suspenso dos voos pelo comando da Força Aérea Polonesa.

Desesperado por voltar aos combates, em janeiro de 1944 Gladych acabou sendo contactado pelo Capitão Francis "Gabby" Gabresky, piloto americano de origem polonesa que comandava o 61º Esquadrão de Caça da USAAF. Durante o período, os americanos precisavam de instrutores para seus pilotos novatos, e Gabresky ofereceu este trabalho a Gladych. Imediatamente, ele e outros 4 poloneses aceitaram o trabalho, e não-oficialmente começaram a voar o P-47 Thunderbolt em missões operacionais. Gladych derrubou dois Me 109s em 21 de fevereiro de 1944. Batizando seu P-47 de "Pengie" (apelido de sua namorada canadense), ele continuou uma série de missões bem-sucedidas com a USAAF, conseguindo uma série de vitórias. Ao saber de seu "trabalho" com os americanos, a Força Aérea Polonesa imediatamente ordenou-o a voltar. Gladych recusou-se e teve seu pagamento suspenso. Ele então pediu formalmente dispensa da FAP em outubro de 1944, voando até o fim da guerra com os americanos, somente por "uma cama para dormir e um P-47 para voar". Boleslaw Gladych terminou a guerra com 17 vitórias confirmadas e 2 prováveis.

Após o conflito ele mudou-se para os Estados Unidos, conseguindo um PhD em psicologia e residindo em Seattle, Washington. Psicoterapeuta de grande fama, ele era adepto da prática de ioga e de suas aplicações terapêuticas. Viúvo desde 2008, Boleslaw Gladych foi um dos pouquíssimos pilotos a voar por quatro forças áreas durante a guerra: polonesa, francesa, inglesa e americana. Sua morte encerra uma página da história e o rol dos ases poloneses.

Os pilotos poloneses do 61º Esquadrão da USAAF: Boleslaw Gladych, Tadeusz Sawicz, Francis Gabreski, Kazimierz Rutkowski, Tadeusz Andersz e Witold Lanowski.

O P-47 de Gladych em combate com um Fw 190.

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