Benito Mussolini era um notório galanteador, conquistando uma série de amantes enquanto forjava um império na África e construía o governo fascista.
Mas uma recém-descoberta carta sugere que as conquistas sexuais de Il Duce atingiram realmente o topo da alta-sociedade italiana: uma princesa que se tornaria a última rainha da Itália.
A revelação de que Mussolini teve um caso com a Rainha Maria José de Savoia na década de 1930 surpreende porque a monarca de origem belga era uma crítica do fascismo e um canal de comunicação dos Aliados com o governo italiano durante a guerra.
As evidências do suposto affair entre os dois emergiram de uma carta, publicada por uma revista italiana na semana passada, escrita pelo filho caçula do ditador, Romano Mussolini, a um jornalista em 1971.
A carta permaneceu desconhecida até que foi encontrada recentemente pelo filho do jornalista, que vasculhava os pertences do pai. O documento sugere que o caso amoroso era conhecido da amargurada Rachele, esposa de Mussolini, que tinha se acostumado com as infidelidades do marido.
“Posso de boa fé confirmar que frequentemente em nossa a relação entre meu pai e Maria José, tanto política quanto romântica, era discutida”, escreveu Romano ao jornalista Antonio Terzi, que na época era editor do jornal Corriere della Sera.
“Digo-lhe com sinceridade que minha mãe falava disso abertamente: entre meu pai e a então Princesa de Piemonte, houve um breve período de relações íntimas, que eu acredito ter sido encerrado por meu pai”, escreveu o caçula Mussolini, falecido em 2006.
A autenticidade da carta foi confirmada pela ex-esposa de Romano, Maria Scicolone, que é irmã da atriz Sophia Loren e mãe de Alessandra Mussolini, política da ala direitista italiana.
A Princesa Maria José nasceu em Ostend, sendo a caçula de Alberto I, Rei da Bélgica. Em 1930, ela casou-se com o Príncipe da Itália, Umberto, se tornando Princesa de Piemonte, mas o casamento dos dois foi infeliz.
Quando seu marido sucedeu seu desacreditado pai e se tornou Rei Umberto II em 1946, ela se tornou Rainha da Itália, mas reinou por apenas 27 dias, até a monarquia ser abolida por um referendo.
A carta não oferece provas definitivas de que ela teve um caso com Mussolini, diz Christopher Duggan, professor de história moderna da Itália na Universidade de Reading.
Mussolini contou a uma de suas amantes, Claretta Petacci, que a princesa, usando um biquíni, tentou seduzi-lo na praia durante o verão de 1937, mas que ele evitou seus avanços. O ditador disse à sua amante que achava a princesa “repulsiva”.
“Se ele tivesse um caso com a Princesa eu acredito que teria contado a Petacci – ele sempre se gabava de sua potência sexual”, disse Duggan. “Mas se é plausível? Sim! Havia uma infinidade de mulheres se jogando aos pés de Mussolini, e no fim da década de 1930 ele procurava afastar-se da família real. É possível que eles tenham tido um caso e ele tenha acobertado tudo”.
Fonte: The Telegraph, 1 de setembro de 2011.
Mas uma recém-descoberta carta sugere que as conquistas sexuais de Il Duce atingiram realmente o topo da alta-sociedade italiana: uma princesa que se tornaria a última rainha da Itália.A revelação de que Mussolini teve um caso com a Rainha Maria José de Savoia na década de 1930 surpreende porque a monarca de origem belga era uma crítica do fascismo e um canal de comunicação dos Aliados com o governo italiano durante a guerra.
As evidências do suposto affair entre os dois emergiram de uma carta, publicada por uma revista italiana na semana passada, escrita pelo filho caçula do ditador, Romano Mussolini, a um jornalista em 1971.
A carta permaneceu desconhecida até que foi encontrada recentemente pelo filho do jornalista, que vasculhava os pertences do pai. O documento sugere que o caso amoroso era conhecido da amargurada Rachele, esposa de Mussolini, que tinha se acostumado com as infidelidades do marido.
“Posso de boa fé confirmar que frequentemente em nossa a relação entre meu pai e Maria José, tanto política quanto romântica, era discutida”, escreveu Romano ao jornalista Antonio Terzi, que na época era editor do jornal Corriere della Sera.
“Digo-lhe com sinceridade que minha mãe falava disso abertamente: entre meu pai e a então Princesa de Piemonte, houve um breve período de relações íntimas, que eu acredito ter sido encerrado por meu pai”, escreveu o caçula Mussolini, falecido em 2006.
A autenticidade da carta foi confirmada pela ex-esposa de Romano, Maria Scicolone, que é irmã da atriz Sophia Loren e mãe de Alessandra Mussolini, política da ala direitista italiana.
A Princesa Maria José nasceu em Ostend, sendo a caçula de Alberto I, Rei da Bélgica. Em 1930, ela casou-se com o Príncipe da Itália, Umberto, se tornando Princesa de Piemonte, mas o casamento dos dois foi infeliz.
Quando seu marido sucedeu seu desacreditado pai e se tornou Rei Umberto II em 1946, ela se tornou Rainha da Itália, mas reinou por apenas 27 dias, até a monarquia ser abolida por um referendo.A carta não oferece provas definitivas de que ela teve um caso com Mussolini, diz Christopher Duggan, professor de história moderna da Itália na Universidade de Reading.
Mussolini contou a uma de suas amantes, Claretta Petacci, que a princesa, usando um biquíni, tentou seduzi-lo na praia durante o verão de 1937, mas que ele evitou seus avanços. O ditador disse à sua amante que achava a princesa “repulsiva”.
“Se ele tivesse um caso com a Princesa eu acredito que teria contado a Petacci – ele sempre se gabava de sua potência sexual”, disse Duggan. “Mas se é plausível? Sim! Havia uma infinidade de mulheres se jogando aos pés de Mussolini, e no fim da década de 1930 ele procurava afastar-se da família real. É possível que eles tenham tido um caso e ele tenha acobertado tudo”.
Fonte: The Telegraph, 1 de setembro de 2011.
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