Faleceu no último dia 28 de agosto em Teignmouth, Inglaterra, de causas naturais aos 93 anos de idade, o ás dos ases do P-40 na RAF, Group Captain Billy Drake.
Nascido em Londres, Billy era descendente direto de Sir Francis Drake, filho de um médico inglês e uma australiana. Educado na Suíça, onde tomou gosto pelo ski, ele juntou-se à RAF pouco antes de completar 18 anos, sendo comissionado após completar o treinamento. Em maio de 1937 ele se juntou ao 1º Esquadrão em Tangmere, voando o Hawker Hurricane. Com o início da guerra em 1939, sua unidade foi enviada à França. Contudo, dada a ausência de ação nos primeiros meses da guerra, Drake somente abriu seu escore em 20 de abril de 1940, contra um Messerschmitt Me 109.
Durante a Batalha da França, Drake seguiu obtendo vitórias sobre bombardeiros alemães, até que num ataque contra um Dornier Do 17 ele distraiu-se e não percebeu um Messerschmitt Me 110 na sua cola - que acabou estraçalhando seu caça, forçando-o a saltar de paraquedas sobre o interior francês. Seriamente ferido nos braços e pernas, ele foi evacuado para a Inglaterra. Ao recuperar-se, foi feito instrutor de voo em Sutton Bridge, mas retornou às operações em 2 de outubro, voando Spitfires com o 91º Esquadrão em missões de reconhecimento sobre o Canal da Mancha. Durante essas missões ele derrubou mais dois bombardeiros alemães, e foi condecorado com a Distinguished Flying Cross em janeiro de 1941. Pouco depois ele voltou aos campos de instrução em Heston e Llandow.
Somente em dezembro de 1941 Drake voltou a uma unidade de frente, quando recebeu o comando do 128º Esquadrão em Hastings, Serra Leoa. Neste país da África Ocidental, a principal preocupação eram aeronaves de Vichy que esporadicamente invadiam o espaço aéreo britânico. Numa dessas incursões, um bombardeiro francês Martin Maryland foi interceptado por Drake. Ao recusar-se a pousar, o Maryland foi derrubado por ele, perto de Freetown. Drake queria, todavia, um ambiente com mais ação, e conseguiu o que queria em abril de 1942, quando recebeu o comando do 112º Esquadrão em Gambut, no Egito. Voando o Curtiss P-40 Warhawk, ele iniciou uma impressionante sequência de vitórias no deserto em 1 de setembro, quando derrubou dois Stukas alemães. Durante seu período como comandante do 112º, ele derrubou 17 aeronaves inimigas, um recorde na África somente batido pelo australiano Clive "Killer" Caldwell. Promovido a Wing Commander em janeiro de 1943, ele assumiu um posto de estado-maior no Cairo, mas seis meses depois recebeu o comando de uma ala de caça em Krendi, Malta, novamente voando o Spitfire. Nesse teatro, ele fez seu último abate, um caça Macchi MC.202 Folgore da Regia Aeronautica, em julho de 1943.
Em novembro daquele ano, Drake retornou à Inglaterra, onde comandou a 20ª Ala, voando Hawker Typhoons em ataques ao solo na costa francesa. Apesar de estar proibido de voar missões de combate, ele esporadicamente realizava tais missões, especialmente após a invasão da Normandia. Contudo, seus dias de combate chegaram ao fim em agosto de 1944, quando foi enviado como oficial de ligação para Fort Leavenworth, nos Estados Unidos. Em 1945, ele ainda retornou à Europa, terminando a guerra como oficial de estado-maior no Supremo Quartel-General da Força Expedicionária Aliada. Em seu escore estavam 24,5 abates confirmados, e mais 12 aeronaves destruídas no solo.
Após a guerra ele serviu em QGs no Japão e Cingapura, antes de se tornar adido militar na embaixada inglesa na Suíça. Em 1962, assumiu o comando da base aérea de Chinevor, em Devon, aposentando-se no ano seguinte como Group Captain. Em seguida, Drake mudou-se para o litoral de Algarve, em Portugal, onde gerenciava um bar. Na década de 1980, retornou definitivamente para a Inglaterra. Personagem emblemático da história militar inglesa, e um dos grandes líderes da caça da RAF, Billy Drake publicou sua autobiografia, "Fighter Leader", em 2002. Uma de suas últimas entrevistas, para o documentário "Battle of Britain: The Real Story", pode ser conferida aqui na Sala de Guerra.
Billy Drake foi casado duas vezes. Ele deixa dois filhos.
Nascido em Londres, Billy era descendente direto de Sir Francis Drake, filho de um médico inglês e uma australiana. Educado na Suíça, onde tomou gosto pelo ski, ele juntou-se à RAF pouco antes de completar 18 anos, sendo comissionado após completar o treinamento. Em maio de 1937 ele se juntou ao 1º Esquadrão em Tangmere, voando o Hawker Hurricane. Com o início da guerra em 1939, sua unidade foi enviada à França. Contudo, dada a ausência de ação nos primeiros meses da guerra, Drake somente abriu seu escore em 20 de abril de 1940, contra um Messerschmitt Me 109.
Durante a Batalha da França, Drake seguiu obtendo vitórias sobre bombardeiros alemães, até que num ataque contra um Dornier Do 17 ele distraiu-se e não percebeu um Messerschmitt Me 110 na sua cola - que acabou estraçalhando seu caça, forçando-o a saltar de paraquedas sobre o interior francês. Seriamente ferido nos braços e pernas, ele foi evacuado para a Inglaterra. Ao recuperar-se, foi feito instrutor de voo em Sutton Bridge, mas retornou às operações em 2 de outubro, voando Spitfires com o 91º Esquadrão em missões de reconhecimento sobre o Canal da Mancha. Durante essas missões ele derrubou mais dois bombardeiros alemães, e foi condecorado com a Distinguished Flying Cross em janeiro de 1941. Pouco depois ele voltou aos campos de instrução em Heston e Llandow.
Somente em dezembro de 1941 Drake voltou a uma unidade de frente, quando recebeu o comando do 128º Esquadrão em Hastings, Serra Leoa. Neste país da África Ocidental, a principal preocupação eram aeronaves de Vichy que esporadicamente invadiam o espaço aéreo britânico. Numa dessas incursões, um bombardeiro francês Martin Maryland foi interceptado por Drake. Ao recusar-se a pousar, o Maryland foi derrubado por ele, perto de Freetown. Drake queria, todavia, um ambiente com mais ação, e conseguiu o que queria em abril de 1942, quando recebeu o comando do 112º Esquadrão em Gambut, no Egito. Voando o Curtiss P-40 Warhawk, ele iniciou uma impressionante sequência de vitórias no deserto em 1 de setembro, quando derrubou dois Stukas alemães. Durante seu período como comandante do 112º, ele derrubou 17 aeronaves inimigas, um recorde na África somente batido pelo australiano Clive "Killer" Caldwell. Promovido a Wing Commander em janeiro de 1943, ele assumiu um posto de estado-maior no Cairo, mas seis meses depois recebeu o comando de uma ala de caça em Krendi, Malta, novamente voando o Spitfire. Nesse teatro, ele fez seu último abate, um caça Macchi MC.202 Folgore da Regia Aeronautica, em julho de 1943.
Em novembro daquele ano, Drake retornou à Inglaterra, onde comandou a 20ª Ala, voando Hawker Typhoons em ataques ao solo na costa francesa. Apesar de estar proibido de voar missões de combate, ele esporadicamente realizava tais missões, especialmente após a invasão da Normandia. Contudo, seus dias de combate chegaram ao fim em agosto de 1944, quando foi enviado como oficial de ligação para Fort Leavenworth, nos Estados Unidos. Em 1945, ele ainda retornou à Europa, terminando a guerra como oficial de estado-maior no Supremo Quartel-General da Força Expedicionária Aliada. Em seu escore estavam 24,5 abates confirmados, e mais 12 aeronaves destruídas no solo.
Após a guerra ele serviu em QGs no Japão e Cingapura, antes de se tornar adido militar na embaixada inglesa na Suíça. Em 1962, assumiu o comando da base aérea de Chinevor, em Devon, aposentando-se no ano seguinte como Group Captain. Em seguida, Drake mudou-se para o litoral de Algarve, em Portugal, onde gerenciava um bar. Na década de 1980, retornou definitivamente para a Inglaterra. Personagem emblemático da história militar inglesa, e um dos grandes líderes da caça da RAF, Billy Drake publicou sua autobiografia, "Fighter Leader", em 2002. Uma de suas últimas entrevistas, para o documentário "Battle of Britain: The Real Story", pode ser conferida aqui na Sala de Guerra.
Billy Drake foi casado duas vezes. Ele deixa dois filhos.
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