Faleceu no último dia 7 de setembro em Moscou, Rússia, de causas naturais aos 89 anos de idade, a Heroina da União Soviética, Coronel Nadezhda Viktorovna Troyan.
Nascida numa família camponesa em Minsk, Troyan terminou seus estudos fundamentais e ingressou no Instituto Médico de Minsk, onde iniciou o curso de medicina com o objetivo de tornar-se cirurgiã. Contudo, a invasão alemã da União Soviética em junho de 1941 interrompeu sua carreira, e o rápido avanço da Wehrmacht até Minsk fez com que ela e seus amigos discutissem maneiras de combater o inimigo.
Enquanto trabalhava para a ocupação limpando quarteis e cozinhas, Troyan ajudou a organizar uma unidade secreta do Komsomol (juventude soviética) na cidade, juntando secretamente armas, comida e remédios para futuras ações contra os alemães. No começo de 1942, ela mudou-se com a família para a cidade de Smolevichy, e conheceu uma enfermeira que colocou-a em contato com guerrilheiros da unidade bieolorrussa "Tempestade". Troyan então foi admitida no grupo e iniciou uma série de missões como reconhecedora e enfermeira, participando da destruição de pontes e ataques a comboios militares alemães. Vivendo na floresta e agindo por trás das linhas inimigas, "Tempestade" começou a ganhar notoriedade e diversas represálias foram autorizadas pelo Gauleiter da Bielorrússia, Wilhelm Kube. De Moscou então veio a ordem para assassinar o governador alemão.
Troyan envolveu-se então no planejamento e execução de diversas tentativas contra a vida de Kube, entre elas a minagem de um palanque e um teatro, ambas frustradas. Somente em setembro de 1943 Troyan conseguiu entrar em contato com Yelena Mazanik, que trabalhava como camareira de Kube. Com o auxílio da guerrilheira Maria Osipova, elas planejaram plantar um explosivo escondido dentro de uma garrafa térmica debaixo da cama de Kube. Na noite de 22 de setembro, Troyan entregou a Mazanik a garrafa explosiva, e esta adentrou o quartel-general alemão para realizar suas tarefas diárias. Sem levantar qualquer suspeita, ela foi ao quarto de Kube e arrumou os lençois, silenciosamente colocando a garrafa embaixo do leito. Osipova manteve uma distração com os soldados fora do edifício, enquanto Troyan observava a operação. A bomba explodiu às 2h da manhã, matando instantaneamente o Gauleiter Kube, enquanto as três moças já estavam em seu caminho para a floresta. Apesar da pesada retaliação alemã, que matou 1.000 pessoas em Minsk, a operação foi considerada um sucesso total.
No dia 29 de outubro de 1943, como reconhecimento ao perfeito planejamento e execução da operação, Nadezhda Troyan foi condecorada com a Estrela Dourada de Heroina da União Soviética, juntamente com Mazanik e Osipova. Logo em seguida, ela passou a trabalhar conjuntamente com o Alto-Comando do Exército Vermelho no planejamento de apoio à Operação Bagration.
Após a guerra, ela completou seus estudos no Instituto Médico de Moscou. Atuou como Diretora de Pesquisa do Ministério da Saúde da URSS e professora de cirurgia no Instituto. Troyan foi também presidente do comitê soviético da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, e vice-presidente de educação da Organização Mundial da Saúde. Nos últimos anos, ainda trabalhava na supervisão do Instituto Médico de Moscou.
Sobre ser Heroina da União Soviética, ela disse: "Nunca usei o título de Heroina para ganho pessoal. Isso me conforta, porque não devo nada a ninguém. Se consegui algo, foi por meu próprio trabalho. O título de Heroi é uma grande responsabilidade, especialmente para com os outros. Procurar defender a verdade - sem verdade não há vida. O melhor jeito de se livrar das doenças é viver sem mentiras. A verdade tem o poder de limpar sua alma".
Nascida numa família camponesa em Minsk, Troyan terminou seus estudos fundamentais e ingressou no Instituto Médico de Minsk, onde iniciou o curso de medicina com o objetivo de tornar-se cirurgiã. Contudo, a invasão alemã da União Soviética em junho de 1941 interrompeu sua carreira, e o rápido avanço da Wehrmacht até Minsk fez com que ela e seus amigos discutissem maneiras de combater o inimigo.
Enquanto trabalhava para a ocupação limpando quarteis e cozinhas, Troyan ajudou a organizar uma unidade secreta do Komsomol (juventude soviética) na cidade, juntando secretamente armas, comida e remédios para futuras ações contra os alemães. No começo de 1942, ela mudou-se com a família para a cidade de Smolevichy, e conheceu uma enfermeira que colocou-a em contato com guerrilheiros da unidade bieolorrussa "Tempestade". Troyan então foi admitida no grupo e iniciou uma série de missões como reconhecedora e enfermeira, participando da destruição de pontes e ataques a comboios militares alemães. Vivendo na floresta e agindo por trás das linhas inimigas, "Tempestade" começou a ganhar notoriedade e diversas represálias foram autorizadas pelo Gauleiter da Bielorrússia, Wilhelm Kube. De Moscou então veio a ordem para assassinar o governador alemão.
Troyan envolveu-se então no planejamento e execução de diversas tentativas contra a vida de Kube, entre elas a minagem de um palanque e um teatro, ambas frustradas. Somente em setembro de 1943 Troyan conseguiu entrar em contato com Yelena Mazanik, que trabalhava como camareira de Kube. Com o auxílio da guerrilheira Maria Osipova, elas planejaram plantar um explosivo escondido dentro de uma garrafa térmica debaixo da cama de Kube. Na noite de 22 de setembro, Troyan entregou a Mazanik a garrafa explosiva, e esta adentrou o quartel-general alemão para realizar suas tarefas diárias. Sem levantar qualquer suspeita, ela foi ao quarto de Kube e arrumou os lençois, silenciosamente colocando a garrafa embaixo do leito. Osipova manteve uma distração com os soldados fora do edifício, enquanto Troyan observava a operação. A bomba explodiu às 2h da manhã, matando instantaneamente o Gauleiter Kube, enquanto as três moças já estavam em seu caminho para a floresta. Apesar da pesada retaliação alemã, que matou 1.000 pessoas em Minsk, a operação foi considerada um sucesso total.
No dia 29 de outubro de 1943, como reconhecimento ao perfeito planejamento e execução da operação, Nadezhda Troyan foi condecorada com a Estrela Dourada de Heroina da União Soviética, juntamente com Mazanik e Osipova. Logo em seguida, ela passou a trabalhar conjuntamente com o Alto-Comando do Exército Vermelho no planejamento de apoio à Operação Bagration.
Após a guerra, ela completou seus estudos no Instituto Médico de Moscou. Atuou como Diretora de Pesquisa do Ministério da Saúde da URSS e professora de cirurgia no Instituto. Troyan foi também presidente do comitê soviético da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, e vice-presidente de educação da Organização Mundial da Saúde. Nos últimos anos, ainda trabalhava na supervisão do Instituto Médico de Moscou.
Sobre ser Heroina da União Soviética, ela disse: "Nunca usei o título de Heroina para ganho pessoal. Isso me conforta, porque não devo nada a ninguém. Se consegui algo, foi por meu próprio trabalho. O título de Heroi é uma grande responsabilidade, especialmente para com os outros. Procurar defender a verdade - sem verdade não há vida. O melhor jeito de se livrar das doenças é viver sem mentiras. A verdade tem o poder de limpar sua alma".
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