Faleceu no último dia 16 de agosto na Austrália, de causas naturais aos 95 anos de idade, o mais bem-sucedido comandante de submarinos britânicos da Segunda Guerra Mundial, Capitão George Edward Hunt.
Nascido em Milton of Campsie, ao norte de Glasgow, na Escócia, Hunt era filho de um oficial colonial na África. Aos 13 anos de idade, ele se juntou à Marinha Mercante como treinante e aos 16 foi admitido numa companhia de navegação de Glasgow, que viajava para a Índia e Birmânia. Em 1938, ele transferiu-se para a Royal Navy e após um ano de cursos técnicos e táticos, entrou para a tripulação do destróier HMS Foxhound. Contudo, Hunt logo voluntariou-se para serviço nos submarinos, sendo designado oficial de sinalização do HMS Unity.
Em 29 de abril de 1940, o Unity foi acidentalmente abalroado por um navio mercante norueguês, e Hunt ajudou a manter os sobreviventes juntos até serem resgatados. Imediatamente depois, tornou-se oficial de ligação no submarino holandês O10, cobrindo a evacuação em Dunquerque. Em seguida, foi oficial de ligação no submarino polonês Sokol, permanecendo nessa posição até março de 1941. Hunt foi então feito imediato do HMS Proteus, operando no Mediterrâneo. Durante um ataque noturno em 8 de fevereiro de 1942, o Proteus disparou dois torpedos contra o torpedeiro italiano Sagittario, que desviou-se e virou em direção ao submarino, abalroando-o. Embora seriamente danificado, o Proteus foi capaz de retornar à base.
Em outubro de 1942, Hunt finalmente foi feito comandante de seu próprio submarino: o HMS Ultor. Após uma insossa patrulha no Ártico, o Ultor foi enviado para o Mediterrâneo, e Hunt deu início à uma impressionante sequência de afundamentos, começando em abril de 1943, com o Penerf (2.151 ton). Logo depois ele afundou um lança-minas e um mercante italiano, até que em agosto afundou o destroier Lince (800 ton), da Regia Marina. Hunt ainda auxiliou nos desembarques em Anzio, no começo de 1944, guiando barcos de desembarque até a praia. Contudo, seu maior sucesso viria no dia 27 de junho de 1944: navegando próximo a Antibes, no sul da França, ele avistou o cargueiro Felix 1 (ex-Cap Blanc, 3.316 ton), acompanhado de 4 escoltas. Ignorando o perigo, ele disparou 4 torpedos, que atingiram em cheio o navio. As escoltas então o perseguiram por uma hora, mas Hunt escapou das cargas de profundidade. Porém, enquanto tentava sair da zona de perigo, ele avistou o petroleiro Tempo 3 (ex-Pallas, 5.259 ton), que estava com mais 5 escoltas. Numa demonstração de extrema ousadia, Hunt penetrou a linha das escoltas e disparou 2 torpedos contra o petroleiro, que afunda imediatamente. Ele então ordenou o mergulho até 100 metros, enquanto era caçado por nove escoltas e 4 aeronaves. Hunt parou de contar os impactos de carga de profundidade após o 100º. Miraculosamente, o Ultor sobreviveu com alguns vazamentos, e retornou em segurança. O comandante de sua flotilha escreveu: "O primeiro ataque foi brilhante, mas o segundo - montado apenas três horas depois - foi a mais superlativa das exibições, na qual ele conseguiu uma inédita e indetectável posição dentro de uma violenta cobertura de escoltas em zigue-zague. Isso mostra extrema perícia técnica, mas também, e mais importante, determinação e coragem da mais alta ordem".
George Hunt terminou a guerra como o comandante britânico de submarinos com maior recorde de afundamentos: 28 navios inimigos. Foi condecorado com a Distinguished Service Cross e Distinguished Service Order, com barras para ambas. Após o conflito, ele continuou na Royal Navy, assumindo posições de comando em submarinos e embarcações de superfície, até chegar ao estado-maior da força de submarinos. Ele passou para a reserva naval em 1963 e emigrou para a Austrália e trabalhou até 1976 para a Alta-Comissão Britânica.
Personalidade homenageada em diversas ocasiões, Hunt publicou sua biografia "Diving Stations", em outubro de 2010. Viúvo, ele deixa uma filha e dois netos.
Nascido em Milton of Campsie, ao norte de Glasgow, na Escócia, Hunt era filho de um oficial colonial na África. Aos 13 anos de idade, ele se juntou à Marinha Mercante como treinante e aos 16 foi admitido numa companhia de navegação de Glasgow, que viajava para a Índia e Birmânia. Em 1938, ele transferiu-se para a Royal Navy e após um ano de cursos técnicos e táticos, entrou para a tripulação do destróier HMS Foxhound. Contudo, Hunt logo voluntariou-se para serviço nos submarinos, sendo designado oficial de sinalização do HMS Unity.
Em 29 de abril de 1940, o Unity foi acidentalmente abalroado por um navio mercante norueguês, e Hunt ajudou a manter os sobreviventes juntos até serem resgatados. Imediatamente depois, tornou-se oficial de ligação no submarino holandês O10, cobrindo a evacuação em Dunquerque. Em seguida, foi oficial de ligação no submarino polonês Sokol, permanecendo nessa posição até março de 1941. Hunt foi então feito imediato do HMS Proteus, operando no Mediterrâneo. Durante um ataque noturno em 8 de fevereiro de 1942, o Proteus disparou dois torpedos contra o torpedeiro italiano Sagittario, que desviou-se e virou em direção ao submarino, abalroando-o. Embora seriamente danificado, o Proteus foi capaz de retornar à base.
Em outubro de 1942, Hunt finalmente foi feito comandante de seu próprio submarino: o HMS Ultor. Após uma insossa patrulha no Ártico, o Ultor foi enviado para o Mediterrâneo, e Hunt deu início à uma impressionante sequência de afundamentos, começando em abril de 1943, com o Penerf (2.151 ton). Logo depois ele afundou um lança-minas e um mercante italiano, até que em agosto afundou o destroier Lince (800 ton), da Regia Marina. Hunt ainda auxiliou nos desembarques em Anzio, no começo de 1944, guiando barcos de desembarque até a praia. Contudo, seu maior sucesso viria no dia 27 de junho de 1944: navegando próximo a Antibes, no sul da França, ele avistou o cargueiro Felix 1 (ex-Cap Blanc, 3.316 ton), acompanhado de 4 escoltas. Ignorando o perigo, ele disparou 4 torpedos, que atingiram em cheio o navio. As escoltas então o perseguiram por uma hora, mas Hunt escapou das cargas de profundidade. Porém, enquanto tentava sair da zona de perigo, ele avistou o petroleiro Tempo 3 (ex-Pallas, 5.259 ton), que estava com mais 5 escoltas. Numa demonstração de extrema ousadia, Hunt penetrou a linha das escoltas e disparou 2 torpedos contra o petroleiro, que afunda imediatamente. Ele então ordenou o mergulho até 100 metros, enquanto era caçado por nove escoltas e 4 aeronaves. Hunt parou de contar os impactos de carga de profundidade após o 100º. Miraculosamente, o Ultor sobreviveu com alguns vazamentos, e retornou em segurança. O comandante de sua flotilha escreveu: "O primeiro ataque foi brilhante, mas o segundo - montado apenas três horas depois - foi a mais superlativa das exibições, na qual ele conseguiu uma inédita e indetectável posição dentro de uma violenta cobertura de escoltas em zigue-zague. Isso mostra extrema perícia técnica, mas também, e mais importante, determinação e coragem da mais alta ordem".
George Hunt terminou a guerra como o comandante britânico de submarinos com maior recorde de afundamentos: 28 navios inimigos. Foi condecorado com a Distinguished Service Cross e Distinguished Service Order, com barras para ambas. Após o conflito, ele continuou na Royal Navy, assumindo posições de comando em submarinos e embarcações de superfície, até chegar ao estado-maior da força de submarinos. Ele passou para a reserva naval em 1963 e emigrou para a Austrália e trabalhou até 1976 para a Alta-Comissão Britânica.
Personalidade homenageada em diversas ocasiões, Hunt publicou sua biografia "Diving Stations", em outubro de 2010. Viúvo, ele deixa uma filha e dois netos.

HMS Ultor retornando ao porto.
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