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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nota de Falecimento: Henri de Bordas


Henri de Bordas
(04/10/1921 - 22/10/2011)

Faleceu no último dia 22 de outubro em Saint-Mandé, na França, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ás francês, General Henri de Bordas.

Nascido em Montpellier, Henri era filho de um oficial do Exército Francês, ferido gravemente durante a Primeira Guerra. Ainda estudante, ao ver a França ser arrasada pela Blitzkrieg de maio de 1940, decidiu não ficar no país. No dia 24 de junho (dois dias depois de assinado o Armistício), em Port-Vendres, perto da fronteira com a Espanha no Mediterrâneo, ele embarcou num navio que levou o levou a Gibraltar, e em seguida, à Inglaterra.

Bordas ingressou na Força Aérea da França Livre em 15 de julho de 1940, e foi enviado a uma escola de pilotos de caça da RAF. Completando o treinamento em junho de 1942, ele foi enviado para o 242º Esquadrão, pilotando Spitfires e participando das ações sobre as praias de Dieppe, na França, em agosto. Passando por variados esquadrões da RAF e da França Livre, Bordas participou de diversas missões de ataques à navegação alemã no Mar do Norte até 1944, quando deu apoio ao desembarque nas praias da Normandia em 6 de junho daquele ano. Contudo, a guerra de Bordas iria tomar um rumo estranho alguns dias depois.

Em companhia dos colegas, Jean Maridor e Jacques Andrieux, ele descansava em sua base na Inglaterra, sentado em uma escada, na manhã do dia 13 de junho. Às 8h, os três olharam para o céu, atraídos por um estranho som nada familiar. Acima, passavam as primeiras bombas voadoras V1 a serem lançadas contra a Inglaterra. O 91º Esquadrão - sua unidade na época - foi uma das que foram então designadas para combater essa nova arma alemã. Diversas técnicas foram desenvolvidas pelos pilotos Aliados para derrubar as V1s: abatê-las a tiros, virá-las com a ponta das asas, provocar turbilhões de ar próximos a elas, etc. Bordas preferia caça-las a noite, dizendo poder ver com mais clareza as chamas do escapamento do motor, abatendo-as com mais precisão. Promovido a Capitão em setembro, ele ainda participou das campanhas da Holanda e Alemanha, terminando a guerra no comando do 329º Esquadrão "Cegonhas", com 11 vitórias confirmadas em 320 missões de combate.

Após a guerra, ele tornou-se inspetor do centro de testes de voo em Bretigny, e entre 1952 e 1954 comandou o Centro de Conversão para Jatos em Mont-de-Marsan. Em seguida, tornou-se adido aeronáutico na embaixada francesa em Washington. Bordas foi também conselheiro técnico de Charles de Gaulle. Promovido ao generalato em 1966, comandou a 4ª Região Aérea e a seção de transportes do Armée de l'Air. Aposentou-se em 1976, tornando-se conselheiro técnico da Força Aérea em seguida.

Henri de Bordas era detentor da Grã-Cruz da Legião da Honra e da Ordem da Liberação.

Henri de Bordas durante a guerra.

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