O Capitão Sady Magalhães Monteiro (já falecido), foi membro do 9º Batalhão de Engenharia da Força Expedicionária Brasileira. Desta maneira, estava lá naquele culminante dia 21 de fevereiro de 1945, quando conquistamos o Monte Castelo definitivamente. Uma ação por qual toda a Divisão aguardava ansiosa, devido aos insucessos que precederam o inverno. O neto de Sady (que aposentou-se como General de Brigada), Coronel Gerson Monteiro, enviou-me estas fotografias abaixo. As legendas – transcritas por mim – foram escritas pelo próprio Capitão, e transcendem sua experiência naquele histórico dia da Pátria Brasileira:

Lago Brago, 21 de fevereiro de 1945, às 14h30min – Tendo já deixado em La Grilla (500 metros atrás) o Capitão Renê com sua Companhia dando início aos seus trabalhos na ponte, andei um pouco com o Major Saldanha, para vermos “a coisa mais de perto”. Não conseguimos nem com o binóculo enxergar os nossos infantes e engenheiros no seu avanço, apesar da pouca distância (mais ou menos 700 metros). Isso porque, no momento, a artilharia e a aviação Aliadas (brasileiras e americanas) castigavam severamente o inimigo poderosamente organizado desde o sopé até o cume do monte. A foto ainda “pegou” uma parte do efeito, o que estou procurando mostrar com o dedo, como quem diz: “Vejam! Entre eu e o morro há brasileiros grudados no terreno, esperando dar o assalto final!”

Serrettone, 21 de fevereiro de 1945, às 11h20min – Acabava de sair do Posto de Observação do 1º Regimento de Infantaria, de onde assisti a progressão final dos americanos (10ª Divisão de Montanha) para Mazancana e Ronchidos, no alto da crista Belvedere-Gorgolesco. Iniciada a ação da FEB contra o Castello, pus-me a observá-lo de longe com o binóculo, antes de dirigir-me para Gaggio Montano e La Grilla, onde nossa 3ª Companhia de Engenharia construiria a primeira ponte. O local onde apareço é um detalhe da parte da entrada do observatório em sapa. Para se chegar ao Posto de Observação havia uns 100 metros de caminho em rampa e mais uns 60 metros de sapa rasa, a partir do Posto de Comando.

Lago Brago, 21 de fevereiro de 1945, às 14h30min – Tendo já deixado em La Grilla (500 metros atrás) o Capitão Renê com sua Companhia dando início aos seus trabalhos na ponte, andei um pouco com o Major Saldanha, para vermos “a coisa mais de perto”. Não conseguimos nem com o binóculo enxergar os nossos infantes e engenheiros no seu avanço, apesar da pouca distância (mais ou menos 700 metros). Isso porque, no momento, a artilharia e a aviação Aliadas (brasileiras e americanas) castigavam severamente o inimigo poderosamente organizado desde o sopé até o cume do monte. A foto ainda “pegou” uma parte do efeito, o que estou procurando mostrar com o dedo, como quem diz: “Vejam! Entre eu e o morro há brasileiros grudados no terreno, esperando dar o assalto final!”

Serrettone, 21 de fevereiro de 1945, às 11h20min – Acabava de sair do Posto de Observação do 1º Regimento de Infantaria, de onde assisti a progressão final dos americanos (10ª Divisão de Montanha) para Mazancana e Ronchidos, no alto da crista Belvedere-Gorgolesco. Iniciada a ação da FEB contra o Castello, pus-me a observá-lo de longe com o binóculo, antes de dirigir-me para Gaggio Montano e La Grilla, onde nossa 3ª Companhia de Engenharia construiria a primeira ponte. O local onde apareço é um detalhe da parte da entrada do observatório em sapa. Para se chegar ao Posto de Observação havia uns 100 metros de caminho em rampa e mais uns 60 metros de sapa rasa, a partir do Posto de Comando.
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1 comentários:
Sou ex-soldador nº 525- Washington 1º Cia de Fuzileiros-1978-28º Batalhão de Caçadores,sediado em Aracajú-Se,tive o orgulho de conhecer pessoalmente o SGT Zacarias,sugiro aos nosso politicos que mudem o nome da praça Maria Quitéria (em frente ao 28º BC) para SGT Zacarias,pois tem tudo a haver com o nosso herói,Washington Luiz Costa Nunes
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